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EF07MA03Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Comparar e ordenar números inteiros em diferentes contextos, incluindo o histórico, associá-los a pontos da reta numérica e utilizá-los em situações que envolvam adição e subtração.

NúmerosNúmeros inteiros: usos, história, ordenação, associação com pontos da reta numérica e operações
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF07MA03 é uma daquelas que eu vejo como um grande passo pro entendimento dos alunos sobre números inteiros. O negócio é que a gente precisa tirar os meninos daquela visão só de números positivos e mostrar que o mundo dos números é bem mais amplo, com negativos e tudo mais. Então, na prática, a gente tá falando de fazer eles entenderem que dá pra comparar e ordenar esses números em várias situações reais do dia a dia deles.

Quando falo de comparar e ordenar números inteiros, tô falando que os meninos precisam saber dizer qual número é maior ou menor, se for na reta numérica, por exemplo. Eles precisam reconhecer que -3 é menor que 2, mesmo que o 3 ali pareça ser maior. E isso se conecta com o que a turma já sabia lá do 6º ano, quando começaram a trabalhar um pouco mais com os números negativos em situações de dívida ou temperatura abaixo de zero. Agora é hora de aprofundar isso.

Uma das atividades que faço é bem simples: uso uma reta numérica impressa em papel. Eu dou uma folha pra cada dupla ou trio de alunos. O material é só isso e os próprios lápis deles. Eu peço pra eles marcarem alguns números que eu falo, tipo -5, 0, 3, -2. A atividade é rápida, coisa de 15 minutos. Aí eu mando eles discutirem em dupla qual número é maior e qual é menor e por quê. Muitas vezes eles se surpreendem. Da última vez, o Pedro ficou impressionado quando percebeu que -1 tava à esquerda do zero na reta, então era menor. Ele exclamou "Nossa professora, achei que era só olhar o número maior!". Isso mostra como eles ainda estão internalizando essa ideia.

Outra atividade que gosto de fazer é um jogo. A gente usa cartas de baralho (sem as figuras) e cada carta tem um valor positivo ou negativo. Divido a sala em grupos de quatro ou cinco, depende do número de alunos presentes no dia. Cada aluno puxa uma carta de cada vez e precisa dizer o valor da carta como positivo ou negativo. Depois, eles têm uns 20 minutos pra jogar um jogo que inventamos juntos, onde cada carta negativa subtrai pontos e cada positiva soma pontos ao grupo. Eles adoram porque vira uma competição saudável entre eles pra ver quem consegue fazer as melhores combinações pra vencer o jogo. Na última vez que fizemos, a Maria ficou frustrada porque tirou várias cartas negativas seguidas, mas depois acabou vencendo a rodada com uma combinação esperta de cartas positivas. Isso ensina eles a lidar com frustrações também.

Uma terceira atividade envolve problemas do cotidiano deles. Eu peço pra eles criarem uma história onde os personagens enfrentam situações envolvendo adição ou subtração de números inteiros. Eles escrevem essas histórias em duplas e depois lemos algumas em voz alta na sala. Dou uns 30 minutos pra escrever e depois mais uns 10 pros relatos orais. Os alunos costumam reagir bem empolgados. O Lucas escreveu uma história muito engraçada sobre um personagem que tentava equilibrar sua conta bancária cheia de dívidas e créditos imaginários. A turma riu muito com a criatividade dele.

Essas atividades parecem simples, mas são efetivas pra fazer os meninos realmente entenderem como os números inteiros funcionam na prática. E olha, vejo progresso neles quando conseguem resolver problemas mais complexos sem tropeçar nos básicos! O mais gratificante é ver quando eles começam a usar essas habilidades fora da sala também, comentando sobre temperaturas negativas numa conversa ou calculando pontos num jogo online que jogam no recreio.

Eu acho que o segredo é sempre conectar essas habilidades com algo real pra eles e manter as atividades dinâmicas e diferentes umas das outras pra manter o interesse dos meninos sempre vivo! E aí, alguém aí tem outra dica boa pra trabalhar essa habilidade?

Agora, como é que eu sei que os meninos realmente entenderam isso sem precisar de uma prova formal? Bom, é aquele negócio de ficar circulando pela sala, ouvindo as conversas e prestando atenção na hora que um aluno explica pro outro. Tipo, um dia desses eu tava andando pela sala enquanto eles faziam um exercício em dupla. Aí, vi a Ana ajudando o Pedro. Ela falava: "Pedro, olha só, se o número tá mais pra esquerda na reta numérica, ele é menor, tipo -5 é menor que -3 porque tá mais pra lá no gráfico". Nessa hora pensei: "Ah, tá aí! A Ana entendeu!" Quando eles conseguem explicar com as próprias palavras e fazem essas associações com a reta numérica, eu percebo que a coisa encaixou na cabeça deles.

Agora, sobre os erros mais comuns... olha, isso é uma novela! Os meninos costumam confundir maior e menor na reta numérica, principalmente quando aparece um número negativo. Uma vez o Joãozinho tava convicto que -7 era maior que -3 porque "7 é maior que 3". Esse tipo de erro rola porque eles ainda tão acostumados só com os números positivos. Eu falo pra eles sempre imaginarem a reta numérica na cabeça ou desenharem se estiverem confusos. Fazer aquele esquema da reta ajuda muito.

Tem também o erro quando misturam número positivo e negativo na conta. Tipo assim: a Beatriz somou -4 com 3 e disse que dava -1 porque pensou "4 menos 3". Aí eu fui lá e expliquei: "Bia, pensa assim: se você tem 4 reais em dívida e paga 3 reais, ainda vai ficar devendo 1 real”. Uso bastante exemplos concretos do dia a dia deles pra eles visualizarem melhor. O importante é pegar esses erros na hora e corrigir com calma.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, o Matheus tem TDAH e fica difícil pra ele manter o foco por muito tempo. Então, divido as atividades dele em partes menores. Tipo assim: se tem um exercício longo, eu separo em etapas pequenas e vou dando pausas pra ele não cansar. Também uso materiais visuais pra ajudar ele a manter a atenção. Coisas como jogos interativos ou vídeos curtos são uma mão na roda!

Já a Clara, que tem TEA, funciona melhor com uma rotina bem estruturada. Gosto de usar cartões visuais com ela pra mostrar a sequência das atividades. Isso dá uma segurança pra ela porque ela sabe exatamente o que esperar em cada momento da aula. Uma vez tentei usar uma atividade em grupo maior com ela, mas não deu muito certo porque ela ficou sobrecarregada com tanto barulho e gente conversando ao mesmo tempo. Depois disso, sempre monto grupos menores ou mesmo atividades individuais pra ela.

E é isso aí! Cada dia é um aprendizado novo, tanto pra mim quanto pros meninos. Ensinar matemática vai muito além dos números; é sobre encontrar maneiras criativas de fazer esses conceitos fazerem sentido na realidade deles. E aí tá o desafio e a beleza de ser professor.

Espero ter ajudado compartilhando esses causos do dia a dia. Quem tiver outras dicas ou quiser trocar ideia sobre essas questões de sala de aula, tô por aqui! Vamos juntos nessa missão de transformar educação.

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