Voltar para Matemática Ano
EF07MA33Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Estabelecer o número π como a razão entre a medida de uma circunferência e seu diâmetro, para compreender e resolver problemas, inclusive os de natureza histórica.

Grandezas e medidasMedida do comprimento da circunferência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF07MA33 da BNCC é uma daquelas que dá pra fazer a galera se divertir bastante na aula de matemática. Quando a gente fala de estabelecer o número π, a ideia é que os alunos entendam que π é essa constante fascinante que representa a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro. Não adianta só decorar o 3,14. Eles têm que ver isso acontecer na prática, entender o porquê. E aí, quando os meninos conseguem visualizar isso, fica muito mais fácil resolver problemas, especialmente aqueles que têm um contexto histórico ou mais prático.

Agora, pensa comigo: antes de chegar nesse ponto, a turma já tem uma noção de medidas de comprimento e áreas de figuras planas, que eles viram no 6º ano. Então, eles sabem medir com régua, por exemplo, e têm uma ideia do que é um círculo. O desafio é levar isso pro próximo nível. Eles precisam conseguir pegar um objeto circular qualquer e descobrir π na prática, ou seja, medir o diâmetro e a circunferência e ver esse 3,14 surgindo. E não é só isso: entender também questões históricas, tipo como os gregos antigos já tinham sacado isso sem calculadora nem nada.

Vamos lá pras atividades que eu faço com a turma do 7º ano pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, gosto de começar com uma atividade bem prática: eu levo pra sala vários objetos circulares de tamanhos diferentes (tampas de panela, CDs antigos - sim, ainda tenho alguns -, pratos). Material bem simples mesmo. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e cada grupo escolhe um objeto. Aí eles usam barbante pra medir a circunferência (enrolando em volta da borda) e uma régua pra medir o diâmetro. Em seguida, cada grupo calcula a razão entre essas medidas e compara com o valor de π. Essa atividade leva uma aula inteira, uns 50 minutos.

Na última vez que fiz isso, o João quase não acreditou quando viu que o valor da razão dava algo perto de 3,1 ou 3,2 no cálculo deles. Ele falou: "Professor, como é que pode ser sempre assim?". E aí expliquei que essa é a mágica do π - ele tá presente em qualquer círculo que você medir. A galera fica motivada porque vê que mesmo sem equipamento sofisticado eles conseguem chegar num resultado bem próximo do que seria "oficial".

Outra atividade legal é contar um pouco da história do π. Eu faço isso numa aula mais expositiva mesmo, usando vídeos curtos e imagens, pra mostrar como os matemáticos antigos faziam essas medições. Falo dos egípcios, dos babilônios... Como eles usavam cordas pra medir terrenos circulares e chegaram bem perto do valor de π. Aqui entra um pouco daquela curiosidade histórica também, né? Isso dá uma quebrada legal na rotina das aulas. Essa atividade não leva o tempo inteiro - uns 30 minutos no máximo - mas dá pano pra manga nas discussões depois.

Teve uma vez que a Ana me perguntou como eles conseguiam fazer essas coisas sem as ferramentas de hoje em dia. E aí foi ótimo abrir pra discussão sobre como as necessidades da época levavam a soluções supercriativas. Nessa parte da aula, os meninos ficam surpresos com o quanto já se sabia há milhares de anos.

Por fim, gosto de fechar essa sequência com um desafio prático: peço pros alunos trazerem algum objeto circular de casa na aula seguinte. Pode ser tampa de pote, anel... Aí eles têm que usar o que aprenderam pra descobrir o diâmetro ou a circunferência só sabendo uma das medidas e usando π = 3,14 nas contas. Esses exercícios mais voltados pro cotidiano ajudam demais na fixação do conteúdo. Aluno adora quando percebe que consegue aplicar o que aprendeu fora da sala.

Na última vez que fiz esse desafio, o Lucas trouxe uma tampa de garrafa pet e ficou lá todo concentrado medindo direitinho com barbante e régua. Quando viu que conseguiu calcular certinho o diâmetro baseado só na circunferência e vice-versa usando π, ficou todo orgulhoso mostrando pros colegas.

Acho que a grande sacada dessas atividades é tirar a matemática daquela coisa só teórica do livro e mostrar como ela tá presente no nosso dia a dia. Os meninos acabam vendo sentido em algo que antes parecia meio abstrato demais. E depois disso tudo é só alegria: dá até pra se aventurar em problemas mais complexos porque eles já têm aquela base sólida do entendimento do π.

Então é isso! Aqui na minha turma tem dado super certo trabalhar essa habilidade desse jeito mais prático e contextualizado. Espero ter ajudado vocês com essas ideias!

Agora, pensa comigo: antes de avaliar formalmente, eu gosto de sentir se a galera realmente pegou a ideia. Sem falar em provas, o que eu faço é circular pela sala e prestar atenção nos papos que rolam entre eles. Quando o aluno tá botando a cabeça pra funcionar e discutindo com o colega sobre o porquê de π ser essa constante tão importante, já dá pra sacar que o negócio tá engrenando. Tipo assim, teve um dia que o João tava explicando pra Maria no intervalo como ele usou um barbante pra medir a circunferência de um copo e depois dividiu pelo diâmetro pra chegar perto do 3,14. Quando ele fala isso com brilho nos olhos, eu sei que ele entendeu.

Outra coisa que amo ver é quando um aluno explica pro outro sem aquele medo de errar. Eu sempre digo que ensinar é uma das melhores formas de aprender. E aí, numa dessas, a Ana tava meio enrolada tentando resolver um probleminha que envolvia calcular a área de uma roda de bicicleta. Ela tava perdendo as contas ali no meio do caminho. O Lucas se aproximou e começou a explicar usando o exemplo do prato na mesa do almoço, mostrando como medir o diâmetro e usar π pra chegar no resultado. E não é que a menina pegou o jeito rapidinho? Quando vejo esse tipo de interação, percebo logo que a coisa tá caminhando bem.

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem uns errinhos que aparecem o tempo todo, e eu já fico esperto. Um clássico é confundir raio com diâmetro. Semana passada mesmo, a Letícia tava fazendo um exercício e quando fui ver, tinha multiplicado π pelo raio ao invés do diâmetro pra calcular a circunferência. E olha que a gente já tinha discutido isso várias vezes! Esses erros acontecem muito por falta de atenção ou porque estão ainda internalizando os conceitos. O que eu faço? Pego na hora, mostro onde foi o engano e deixo ela refazer. Importante é ela entender o caminho certo.

E sem esquecer da questão dos valores aproximados de π. Às vezes os alunos ficam tão na nóia de decorar o 3,14 que esquecem que é uma aproximação. O Pedro, por exemplo, ficou meio perdido quando eu pedi pra usar 22/7 em algumas contas só pra variar. Ele não tinha entendido bem que essas são apenas formas diferentes de representar a mesma coisa. Então, nesse ponto paro tudo e volto à explicação prática até eles estarem confortáveis com qualquer das formas.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Aí tem seus desafios, mas também suas recompensas. O Matheus tem TDAH e eu noto que ele se dispersa fácil quando tem muita teoria ou quando precisa ficar parado por muito tempo. Então o que eu faço? Eu trago atividades mais dinâmicas pra ele. A gente usa muitos materiais concretos, como cordas ou fitas métricas, pra medir coisas reais na sala ou lá fora. Isso ajuda ele a focar e entender melhor os conceitos sem ficar tão agoniado.

Já com a Clara, que tem TEA, percebo que ela se beneficia muito de uma rotina mais previsível e atividades visuais. Ela gosta de saber o passo-a-passo das coisas antes de começar a atividade. Com ela uso muito os diagramas e desenhos nas explicações e deixo tudo bem estruturado num roteiro simples na mesa dela pra ela ir acompanhando. E olha, funciona! Ela se sente mais segura e participa muito melhor assim.

Ah! E antes que eu me esqueça: experimentamos um software de geometria interativa com esses dois, achando que seria legal. Pro Matheus até que rolou bem por um tempo porque tinha movimento e cor nas animações, mas pra Clara foi demais de informação ao mesmo tempo. Fiquei sabendo disso logo pelos olhares dela e reduzi as atividades digitais pro essencial.

Então é isso aí pessoal! Espero ter ajudado vocês com esses relatos do dia a dia da sala de aula. Qualquer coisa, tamo junto pra trocar mais ideias aqui no fórum! Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF07MA33 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.