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EF07MA28Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um polígono regular (como quadrado e triângulo equilátero), conhecida a medida de seu lado.

GeometriaPolígonos regulares: quadrado e triângulo equilátero
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF07MA28, no dia a dia da sala de aula, o que a meninada precisa fazer é aprender a descrever passo a passo como desenhar um polígono regular, tipo um quadrado ou um triângulo equilátero. E não é só falar ou escrever isso, não. Eles também precisam saber fazer um fluxograma, que é aquele esquema que parece um desenho com setas mostrando o caminho, sabe? Então, na prática, eles têm que conseguir explicar de forma bem clara como desenhar esses polígonos a partir da medida de um lado.

E essa habilidade tá muito ligada àquilo que eles já aprenderam antes sobre polígonos e medidas. No 6º ano, por exemplo, eles já viram bastante coisa sobre ângulos e lados de figuras geométricas. Agora, no 7º ano, a gente só tá subindo um degrau, pedindo pra eles estruturarem esse conhecimento de uma maneira mais organizada e formalizada. É como se eles estivessem pegando o que já sabem e colocando numa receita de bolo: primeiro você faz isso, depois aquilo, até chegar no resultado final.

Bom, vou contar três atividades que rolam lá na sala e ajudam muito com essa habilidade. A primeira é bem simples: papel quadriculado e lápis na mão. Eu gosto de começar assim pra não assustar a galera. Na última vez que fiz isso, pedi pros alunos desenharem um quadrado e um triângulo equilátero usando apenas as medidas dos lados. Aí tá o pulo do gato: eles tinham que me explicar cada passo que faziam. A turma fica em duplas porque dois cabeças pensam melhor do que um, né? Leva uns 30 minutos essa atividade. E olha, quando a gente fez isso da última vez, o João ficou todo empolgado porque entendeu direitinho onde estava errando nas medidas do triângulo.

A segunda atividade é bem divertida: a construção de polígonos usando barbante e giz. Funciona assim: eu levo uns pedaços de barbante e giz pra escola e divido a turma em grupos de cinco. Cada grupo tem que criar seus polígonos no pátio da escola usando o barbante pra medir os lados e o giz pra marcar no chão. Isso demora uns 50 minutos porque tem toda uma organização de quem faz o quê dentro do grupo. E aí tem sempre aquelas surpresas boas: na última vez, a Maria e o Pedro lideraram o grupo deles de uma forma incrível! Eles conseguiram fazer um quadrado perfeito e ainda explicaram pros outros grupos como chegaram lá.

A terceira atividade envolve tecnologia: uso um aplicativo grátis de celular pra construir figuras geométricas. Os meninos trazem seus celulares — só quem tem, né? — e eu também levo alguns tablets da escola pra quem não tem acesso. A ideia é eles desenharem os polígonos no aplicativo e depois descreverem os passos num documento. Aqui eu deixo a turma trabalhar individualmente por uns 40 minutos. A última vez que fizemos isso foi bem legal porque o Lucas descobriu um erro no próprio processo enquanto descrevia os passos! E foi bacana ver ele mesmo se corrigindo.

Eu sempre fico impressionado com como essas atividades fazem diferença na compreensão deles sobre polígonos regulares. Quando usam as mãos ou a tecnologia pra criar essas formas, tudo fica mais claro. E olha só que curioso: da última vez, após essas atividades, pedi pra galera fazer uma redação sobre como foi desenhar essas figuras e muitos deles disseram que nunca imaginaram que uma coisa tão "simples" pudesse ser tão interessante e cheia de detalhes.

O importante aqui é realmente tornar tudo palpável pro aluno. Quando a gente coloca o aluno no papel de quem ensina — seja explicando pro colega ou escrevendo os passos — isso dá uma confiança danada neles! No fim das contas, ensinar é isso aí: ajudar os meninos a verem que sabem muito mais do que acham, só precisam das ferramentas certas pra mostrar isso.

Bom, acho que é isso! Espero que minhas experiências possam ajudar outros professores aí pelo Brasil afora. Se tiverem mais ideias ou quiserem compartilhar como trabalham essa habilidade nas suas turmas também, tô todo ouvidos! Grande abraço pra todo mundo!

E continuando sobre essa habilidade da EF07MA28, uma coisa que eu aprendi ao longo desses 14 anos é que a gente consegue perceber quando a galera está pegando o jeito de verdade sem precisar de uma prova formal. Quando tô circulando pela sala, observando eles trabalharem em grupos ou duplas, dá pra sacar muita coisa. Por exemplo, quando vejo o João explicando pro Pedro como ele conseguiu desenhar certinho um hexágono só com a régua e compasso, e o Pedro tá entendendo, perguntando coisas, aí você sente que eles estão absorvendo o conteúdo. É legal ver como eles começam a usar as palavras certas sem eu ter que ficar corrigindo o tempo todo. Aí te digo: "Poxa, esses meninos entenderam!"

Outro momento que percebo que o aprendizado tá rolando é nas conversas que eles têm entre si. Já teve vez da Maria comentar com a Júlia sobre como ela percebeu que se errar só um pouquinho o tamanho do lado, tudo sai torto. Essa percepção dos detalhes, do que acontece se você não seguir direitinho o passo a passo, mostra que elas estão ligadas na atividade. E às vezes rola um desafio saudável ali, tipo "Eu consigo fazer esse fluxograma melhor", e aí você vê aquela troca de ideias e tentativas.

Agora, falando dos erros comuns que os meninos cometem nesse conteúdo... Olha, um erro frequente é na hora de medir os lados dos polígonos. O Lucas, por exemplo, sempre esquecia de considerar as marcações exatas na régua e acabava fazendo um lado maior que o outro. Aí quando ia fechar o polígono, ficava esquisito. Isso acontece bastante porque às vezes eles estão apressados, querem ver logo o resultado final e não se atentam aos detalhes. Quando eu percebo isso na hora, eu paro tudo e mostro na prática: pego a régua junto com ele, mostro onde foi o errinho e refazemos juntos.

Outro erro é no fluxograma. O Rafael fez um dia uma sequência inusitada: primeiro ele desenhava todos os lados direto, sem pensar em alinhar ou conferir ângulos. Ficava confuso porque ele não seguia uma ordem lógica. Esses erros vêm da falta de planejamento antes de começar. Pra ajudar, faço eles pararem e discutirem comigo ou com os colegas qual deveria ser o passo inicial correto antes de seguir pro próximo.

Agora um desafio bacana é adaptar essas atividades pro Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de algumas adaptações pra manter o foco. Eu descobri que dar intervalos mais curtos durante as tarefas ajuda bastante ele a não se distrair tanto. Tipo assim, ele trabalha 10 minutos focado na atividade e depois damos uma pausa rápida pra ele relaxar um pouco antes de voltar. E uso materiais mais visuais com ele: cartões coloridos pra cada etapa do fluxograma, por exemplo.

Já com a Clara, que tem TEA, eu tento deixar as instruções bem objetivas e visuais também. Ela responde muito bem a instruções escritas acompanhadas de imagens. Uma coisa que funciona é deixar tudo num cartaz grande na frente dela pra ela visualizar a sequência do trabalho sem precisar ficar perguntando toda hora. Outra coisa legal é usar aplicativos de desenho no tablet pra ela fazer os polígonos digitalmente antes de passar pro papel. Isso reduz a ansiedade dela porque ela pode testar várias vezes sem medo de errar.

E olha só que curioso: quando deixei a Clara e o Matheus trabalharem juntos em dupla uma vez, eles se ajudaram bastante. A Clara tem essa capacidade de se concentrar muito bem em detalhes específicos com instruções claras, enquanto o Matheus trouxe um ritmo diferente pra dupla, mais dinâmico. É engraçado como às vezes os alunos se complementam mesmo sem saber.

Bom gente, é isso! Espero ter contribuído aí com vocês contando como rola aqui na minha sala de aula com essa habilidade específica. Se alguém tiver dicas novas ou quiser compartilhar como faz nas suas turmas também, vou adorar ouvir! Grande abraço e até a próxima!

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