Voltar para Matemática Ano
EF06MA19Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar características dos triângulos e classificá-los em relação às medidas dos lados e dos ângulos.

GeometriaPolígonos: classificações quanto ao número de vértices, às medidas de lados e ângulos e ao paralelismo e perpendicularismo dos lados
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Galera, vamos falar sobre a habilidade EF06MA19 da BNCC, que é sobre triângulos. Bom, essa habilidade é basicamente a gente ajudar os meninos a identificar e classificar triângulos. Eles têm que saber olhar um triângulo e dizer se ele é equilátero, isósceles ou escaleno, dependendo das medidas dos lados. E também saber se é acutângulo, retângulo ou obtusângulo conforme os ângulos. Parece complicado? Mas na prática não é tanto.

Olha, pensa assim: os alunos precisam olhar pro triângulo e conseguir dizer “esse lado tem o mesmo tamanho daquele”, ou “esse ângulo parece ter 90 graus”. Antes dessa série, eles já estavam meio por dentro do básico de ângulos e lados de figuras planas — então não estamos partindo do zero. A diferença agora é aprofundar o jeito de olhar para cada figura e entender essas classificações.

No meu dia a dia ali com o 6º ano em Goiânia, eu sempre procuro trazer exemplos concretos que façam sentido pra turma. Vou contar três atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade.

Na primeira atividade, usamos papel colorido e tesoura. Cada aluno pega uma folha e corta um grande triângulo equilátero. Depois cortam mais dois triângulos: um isósceles e um escaleno. Aí a gente coloca tudo na mesa e começa a comparar. Essa atividade leva uns 40 minutos. O João Pedro, da última vez que fizemos isso, estava maravilhado porque ele percebeu que mesmo sendo todos triângulos, eles tinham características bem diferentes só de olhar pras formas lado a lado.

Outra atividade que faço bastante é a dos ângulos com transferidor. Eu levo transferidores simples pra sala — aqueles bem básicos mesmo — e a galera usa nas duplas pra medir os ângulos dos triângulos desenhados no caderno. Isso leva mais tempo, quase uma aula inteira de 50 minutos. E o pessoal adora brincar de detetive: “será que esse ângulo tem mais de 90 graus?” A Maria Clara na última aula pegou um triângulo retângulo e ficou toda contente quando conseguiu confirmar o ângulo de 90 graus usando o transferidor.

A terceira atividade envolve aqueles palitinhos de sorvete que todo mundo já usou algum dia na vida escolar. Cada grupo cria seus próprios triângulos usando palitos cortados em diferentes tamanhos. Uma vez montado, eles verificam qual tipo de triângulo formaram: se os lados são iguais ou diferentes entre si. Isso faz uma bagunça danada mas funciona demais! É coisa pra uns 30 minutos por aí e parece mágica quando encaixam os palitos certinho pra formar algo reconhecível como triângulo isósceles ou escaleno. Na última vez o Lucas tava meio perdido no começo mas depois se empolgou vendo como só mudando um palitinho ali já mudava tudo no formato.

Então assim vamos seguindo construindo nesses meninos uma visão mais clara do conceito dos triângulos através dessas atividades práticas e concretas sempre tentando conectar com aquilo que já viram antes pra não ficar nada solto no entendimento deles.

E olha aí! Fica esse exemplo de como dá pra ensinar coisas aparentemente complicadas como classificações geométricas usando materiais simples do dia-a-dia sem precisar gastar horrores nem inventar moda mirabolante! Fechamos aqui nosso papo sobre os tais triângulos... qualquer dúvida ou sugestão me falem por aqui mesmo! Até mais!

Aí, galera, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos realmente aprenderam sobre triângulos sem precisar aplicar prova formal. Olha, pra mim, o momento chave é quando eu tô circulando pela sala.

Eu gosto de dar uma volta enquanto eles fazem exercícios, e é aí que rola aquele estalo de "ah, esse entendeu". Por exemplo, um dia desses vi a Maria explicando pro Pedro por que um triângulo que ele tinha desenhado era isósceles. Ela pegou um papel, dobrou e mostrou que dois lados tinham o mesmo tamanho. Ela tava tão empolgada mostrando isso pra ele e ainda disse "Tá vendo? Tô te falando!". Foi muito bacana ver ela usando algo físico pra fazer o Pedro entender. Outra forma que vejo é quando eles tão lá em dupla ou grupo discutindo. Tipo o João e a Ana conversando sobre um exercício e o João solta "Claro que é escaleno, olha os lados todos diferentes!". Nessa hora você vê o brilho nos olhos deles quando entendem a lógica por trás da coisa.

Agora os erros mais comuns... Bom, esse tema de triângulos tem alguns "pegas ratão" que sempre aparecem. Um erro clássico é confundir as classificações dos ângulos com os lados. Tipo o Lucas lá na última atividade: ele virou pra mim e disse com toda certeza "Professor, esse triângulo aqui é isósceles porque tem um ângulo de 90 graus!", misturando tudo! Isso acontece porque eles às vezes têm dificuldade em separar os conceitos dos lados e ângulos. Quando pego esses erros na hora, paro tudo e peço pra olharem de novo com calma: "Lucas, pensa comigo: é sobre os lados ou ângulos?". Daí faço perguntas pras respostas virem deles mesmos.

Agora deixa eu contar como lido com alunos como o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e sempre precisa de algo mais dinâmico. Pra ajudar ele, eu costumo usar materiais manipulativos como aqueles jogos de montar triângulos com peças coloridas. As cores ajudam ele a fixar e se manter focado na atividade.

Com a Clara que tem TEA, já percebi que ela se dá melhor quando as instruções são claras e diretas, mas ela também precisa de momentos de calma. Então adaptei algumas atividades deixando espaços mais quietos na sala pra ela poder trabalhar longe do agito quando precisa. Uma vez fizemos uma atividade prática no pátio usando giz colorido pra desenhar triângulos grandes no chão. Funcionou super bem pro Matheus porque tinha movimento envolvido e deu certo pra Clara porque tínhamos áreas delimitadas onde cada um podia trabalhar sem muita interação direta.

No começo tentei usar vídeos rápidos achando que ia ajudar tanto ao Matheus quanto à Clara, mas não rolou tão bem assim não. O Matheus se distraía fácil com qualquer som do celular de alguém vibrando por perto; já a Clara ficava sobrecarregada com as imagens mudando rápido demais na tela.

Essas adaptações dão trabalho mas valem cada minuto investido quando você vê eles aprendendo no ritmo deles! E sempre lembro aos colegas: adaptabilidade é essencial na nossa profissão.

Bom gente, acho que já dei meu parecer sobre esse tema de triângulos aí pra vocês! Espero ter ajudado, qualquer coisa tô por aqui no fórum pra trocar ideia ou ouvir como vocês estão lidando com isso nas suas turmas também. Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06MA19 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.