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EF06MA17Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Quantificar e estabelecer relações entre o número de vértices, faces e arestas de prismas e pirâmides, em função do seu polígono da base, para resolver problemas e desenvolver a percepção espacial.

GeometriaPrismas e pirâmides: planificações e relações entre seus elementos (vértices, faces e arestas)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente vai trabalhar a habilidade EF06MA17 com a turma do 6º Ano, a ideia é fazer os meninos enxergarem e entenderem as formas dos prismas e pirâmides. Não é só pra saber desenhar ou nomear essas figuras, mas pra eles conseguirem ver e contar cada parte importante: vértices, faces e arestas. Eu sempre digo que é como montar um quebra-cabeça em 3D na cabeça deles. E é legal porque isso conecta bastante com o que eles já viram no 5º ano sobre formas geométricas planas. Agora, a missão é dar um passo adiante: sair do papel e entrar no mundo das formas tridimensionais.

Vou contar pra vocês algumas atividades que eu faço aqui na minha sala pra ajudar a galera a desenvolver essa percepção espacial. A primeira coisa que fiz foi usar material bem simples: palitos de churrasco e massinha de modelar. Esse é clássico, né? Eu divido os alunos em pequenos grupos de quatro ou cinco pessoas — tipo assim, fiz isso semana passada e formei grupos com o João, a Letícia, o Pedro e a Ana Clara juntos. Eles adoram mexer com coisas manuais.

Peço pra cada grupo construir um prisma triangular usando os palitos como arestas e a massinha nos vértices. Aí eles têm que contar tudo: quantos vértices tem? Quantas faces? E as arestas? Leva mais ou menos uns 30 minutos essa atividade, contando o tempo de explicar e deixar eles explorarem à vontade. Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou super empolgado e começou a inventar moda por conta própria, montando uma pirâmide quadrangular ao invés do prisma triangular sugerido. Ele acabou ajudando o restante da turma a visualizar as diferenças entre uma figura e outra.

Outra atividade que gosto bastante envolve origami — quem diria que dá pra aprender matemática dobrando papel! Cada aluno faz seu próprio prisma ou pirâmide com folhas de papel colorido. Aqui eu costumo separar uma aula inteira, algo em torno de 50 minutos. Os alunos começam meio inseguros porque origami nem sempre sai perfeito da primeira vez, mas eu falo pra eles respirarem fundo e tentarem novamente se não der certo de primeira. Da penúltima vez que fizemos isso, lembro do Rafael quase rasgando o papel dele no meio de tanta frustração... mas com a ajuda da Fernanda do lado dele (que tem maior jeito pra arte) ele conseguiu finalizar um prisma retangular bem bonito no final.

A terceira atividade se chama “Caça aos Sólidos”, um nome até engraçado se você parar pra pensar. Eu levo alguns objetos sólidos que temos ali na escola mesmo — caixas diversas (caixa de leite vazia funciona bem), blocos de madeira — coloco no centro da sala e faço uma espécie de gincana onde os grupos têm que identificar qual objeto é qual sólido geométrico: prisma ou pirâmide? Qual base tem? Assim eles precisam discutir entre si antes de trazerem suas respostas pro grupo todo.

Na última vez que fizemos essa caça ao tesouro geométrico entre equipes — por exemplo, teve um momento engraçado quando o Gustavo pegou uma caixa octogonal (pois é, inusitado né) que ninguém sabia direito como classificar na hora; foi uma ótima oportunidade pra discutir as exceções!

Aí depois disso tudo eu geralmente encerro pedindo pra galera refletir sobre o que acharam mais fácil ou difícil em relação às contagens das partes (vértices etc). É interessante ver como ideias diferentes surgem nesse momento. Lembro uma vez da Sophia falando como ela tinha percebido algo novo sobre o número sempre ser igual nos prismas triangulares... mas sem perceber estava falando da relação de Euler! Incrível ver essas conexões espontaneamente acontecendo!

Eu acho muito gratificante ver meus alunos começando a olhar pras coisas ao nosso redor — tipo prédios altos ou até mesmo jogos digitais — com esses novos olhos treinados pela compreensão dos sólidos geométricos! Quando você vê aquele brilho neles entendendo algo complexo assim... não tem preço! É isso aí pessoal; espero ter inspirado alguém por aqui também! Se alguém tiver ideias novas tô sempre aberto; troca boa entre professores só enriquece todo mundo!

Vou contar como eu consigo perceber quando os alunos realmente entenderam a parada toda, sem precisar aplicar uma prova formal. A verdade é que, na sala de aula, dá pra sentir a coisa fluindo quando a gente observa e escuta os meninos no dia a dia. Eu costumo circular bastante pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. Gosto de ouvir as conversas entre eles e também observar como eles interagem uns com os outros.

Tem um momento que é clássico: quando um aluno consegue explicar pro colega. Semana passada aconteceu algo assim com o Lucas. Ele tava lá, tentando mostrar pro João como identificar as arestas num prisma triangular. Eu vi ele pegar um modelo de papelão que a gente fez em uma atividade anterior e disse: “João, olha aqui, cada linha dessa é uma aresta. Se você esticar todas essas varetas, vai ter o contorno inteiro da figura.” João fez aquele “ahhh” e sorriu, e eu pensei comigo mesmo: “Esse entendeu!”

Outro dia foi com a Júlia. Durante uma atividade em grupo, ela começou a desenhar as faces de uma pirâmide no quadro pra turma toda ver e foi relacionando com os objetos do dia a dia: “Gente, isso aqui é tipo aquela tampa de caixa de papelão.” Ela conseguiu simplificar tanto que os outros começaram a enxergar também.

Agora, quanto aos erros mais comuns que aparecem nesse conteúdo... Olha, tem uns clássicos! Um erro que vejo direto é na contagem das arestas. O Pedro sempre esquecia de contar as arestas da base dos prismas. Ele contava só as verticais e esquecia das horizontais. Isso rola porque às vezes eles não conseguem visualizar tudo junto na cabeça e acabam focando só nas partes que estão mais evidentes pra eles.

Pra corrigir isso na hora, eu costumo usar modelos físicos ou desenho no quadro e faço perguntas tipo: “E essas aqui embaixo? Quantas são?” Assim fica mais fácil pra eles se ligarem em tudo.

Outra dificuldade comum é diferenciar pirâmides de prismas só olhando para o desenho plano deles. A Ana achava que qualquer figura com três lados era um triângulo, mesmo quando era parte da base de um prisma triangular. Aí eu sempre peço pra eles montarem figuras usando palitos e massinha pra ver como o formato muda.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Bom, com o Matheus eu tento fazer atividades mais curtas e bem definidas porque ele perde o interesse rápido se demoro muito tempo numa mesma coisa. Usamos cronômetros ou relógios visuais pra ele saber quanto tempo falta pra terminar cada etapa da atividade. Uso bastante material manipulativo também, isso ajuda muito ele a se concentrar.

Com a Clara é um pouco diferente. O desafio maior é encontrar formas dela se engajar sem ficar muito sobrecarregada sensorialmente. Às vezes ela se sente desconfortável com muito barulho ou muita movimentação ao redor dela. Procuro criar um cantinho mais tranquilo na sala onde ela possa trabalhar se precisar disso.

O que tem funcionado bem pra ela são instruções visuais claras: cartões ou desenhos sequenciais mostrando os passos das atividades ajudam muito ela a saber o que fazer em seguida sem precisar perguntar toda hora.

Teve uma vez que eu achei que ia funcionar pedir pro Matheus ajudar outros colegas depois que ele terminasse suas atividades por causa do TDAH ele gosta de estar em movimento mas aí vi que não funcionou tão bem assim porque ele acabou se distraindo ainda mais com essa ideia de "ensinar". Mas tudo bem vivemos aprendendo né?

A verdade é essa pessoal cada aluno aprende de um jeito e todos nós professores precisamos estar atentos às necessidades deles vendo o que dá certo e ajustando conforme necessário sempre buscando novas estratégias.

Bom acho que por hoje é isso pessoal espero ter ajudado compartilhando um pouco das minhas experiências fico por aqui mas deixem suas opiniões sugestões aí nos comentários valeu!

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