Oi, pessoal! Tudo bem por aí? Hoje eu queria falar pra vocês sobre como eu trabalho a habilidade EF06MA15 da BNCC com a turma do 6º ano. Pra quem não conhece de cabeça, esse é aquele lance de resolver e elaborar problemas que envolvem partilhar uma quantidade em duas partes desiguais. E olha, pode parecer complicado à primeira vista, mas na prática, é uma daquelas habilidades que, quando os meninos pegam o jeito, vira até divertido.
Bom, pra começar, vou explicar como eu entendo essa habilidade. Basicamente, os alunos precisam entender como dividir alguma coisa em duas partes que não são iguais e ainda fazer sentido disso tudo usando relações de adição e multiplicação. Por exemplo, se eu tenho um pedaço de bolo e quero dividir entre a Maria e o João de forma que o João sempre fique com o dobro do que a Maria tiver - isso envolve uma razão ali entre as partes (o dobro nesse caso). E aí entram as operações: eles precisam somar a parte do João com a parte da Maria pra ver se dá o todo do bolo ou multiplicar pra conferir se tá certo mesmo essa história de dobro.
A turma já vem com uma base legal sobre divisão simples e multiplicação desde a série anterior. Então o truque é mostrar pra eles que essas operações podem ser usadas juntas pra resolver problemas mais complexos. E claro, muita conversa sobre razões também. O bacana é que eles começam a perceber que matemática é meio um quebra-cabeça gigante onde cada peça tem seu papel.
Agora vamos pras atividades práticas! Eu sempre gosto de variar um pouco pra manter a galera envolvida. Aí vão três atividades que costumo fazer:
Primeira atividade: "Dividindo os Tesouros". Uso papel pardo e canetinhas coloridas. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos pra estimular aquele trabalho em equipe esperto. Dou pra cada grupo uma quantidade igual de fichas (tipo moedas do tesouro) e peço pra eles dividirem em duas partes desiguais seguindo alguma razão específica que eu passo - tipo 2:1 ou 3:1 entre dois amigos imaginários. Normalmente leva uns 30 minutos toda a brincadeira entre explicar, fazer e discutir o resultado. Da última vez teve até competição entre os grupos! A Lívia tava tão empolgada que ela mesma começou a inventar problemas novos pros amigos resolverem depois.
Segunda atividade: "Histórias com números". Essa aqui é massa porque mistura matemática com escrita criativa. Peço pros alunos criarem uma historinha breve onde algum personagem precise dividir algo importante usando razão desigual - tipo as frutas numa feira ou brinquedos num parquinho. As histórias têm que ter começo, meio e fim explicando direitinho como chegaram ao resultado final na divisão desigual das coisas. A maioria adora escrever e ilustrar as histórias no caderno (eles capricham mesmo)! Leva mais ou menos 40 minutos no total contando apresentação das histórias pros colegas. Lembro que o Pedro inventou uma história engraçada sobre alienígenas partilhando cristais energéticos - todo mundo caiu na risada!
Terceira atividade: "Jogo das Razões". Essa é mais dinâmica e precisa só de papel sulfite dividido em cartelas com problemas rápidos escritos neles. Organizo duas filas na sala pro pessoal ir resolvendo um problema na sua vez, depois passa pro próximo da fila enquanto vai conferindo se acertou junto comigo (sou meio juiz nessa hora). O foco aqui é rapidez no raciocínio sem perder precisão - quem acerta marca ponto pro time! Costuma durar uns 20 minutos bem intensos porque os meninos ficam competindo muito animados mesmo! Recentemente vi o Lucas ajudar discretamente a Ana durante sua vez - achei super bacana esse espírito colaborativo surgindo!
O que acho mais legal dessas atividades todas é perceber como cada aluno trás seu jeitinho único pra resolver os desafios matemáticos propostos – sempre tem alguém pra surpreender positivamente mostrando uma solução diferente do esperado! No geral os meninos reagem super bem especialmente quando percebem aplicabilidade prática no conteúdo estudado – isso traz sentido maior pro aprendizado deles (e nossa missão educadora fica mais leve).
É isso aí galera! Espero ter dado boas ideias ou inspiração por aqui hoje – qualquer dúvida tô por dentro!! Abraços!!!
Aí, galera, continuo aqui. Na verdade, perceber que um aluno entendeu o que a gente tá ensinando sem fazer uma prova formal é tipo um daqueles momentos mágicos da sala de aula, sabe? É quando você vê a ficha caindo e os olhinhos dos meninos brilhando. Eu adoro circular pela sala enquanto eles fazem atividades ou discutem com os colegas. Tem um momento que é revelador: quando alguém explica pro outro como fez uma conta ou uma estratégia de resolução. Se eu vejo o Joãozinho explicando pro Pedro como ele chegou na resposta certa, usando as palavras dele e ainda com paciência pra repetir se precisar, aí eu sei que esse entendeu.
Outro jeito é ficar atento às conversas deles. Às vezes eu finjo que não tô ouvindo (mas tô de antena ligada), e ouço coisas do tipo "ah, se a gente fizer assim vai dar certo" ou "vamos dividir desse jeito porque senão vai sobrar". Esses comentários espontâneos mostram que eles estão pensando sobre o problema e aplicando o conceito sem nem perceber. Mas já aconteceu de eu sacar que alguém entendeu mesmo quando pega meu giz e vai até o quadro resolver um exercício que ninguém tava conseguindo. Teve uma vez que a Luiza fez isso, ela foi lá na frente e desenhou tudo explicadinho como ela tinha resolvido no caderno dela. A turma toda parou pra prestar atenção.
Agora, acho importante falar dos erros comuns também, né? Acho que acontece muito de os meninos confundirem divisão em partes desiguais com divisão simples. Uma vez o Gustavo tava tentando dividir 200 reais entre dois irmãos e fez tudo igualzinho pra cada um. Aí eu perguntei: "Gustavo, será que eles são gêmeos idênticos?" Ele riu e percebeu na hora onde tinha errado.
O erro acontece porque estamos tão acostumados a dividir igualmente desde cedo que mudar essa chavinha pra desigual dá nó na cabeça. Quando percebo esse erro logo durante a atividade, procuro conversar individualmente com quem tá travando. Explico de novo com exemplos simples: "Imagina você dividindo uma pizza grande e pequena entre você e seu primo bebê". Normalmente clareia as ideias rapidinho!
Falando da diversidade da turma, olha só: temos o Matheus com TDAH e a Clara com TEA por aqui. Cada um tem seu jeitinho especial de aprender. Pro Matheus, as atividades precisam ser mais dinâmicas porque ele perde o foco fácil se for só papel e lápis. Então incluo jogos matemáticos no tablet ou atividades práticas em grupo onde ele possa se mexer mais um pouco sem quebrar a concentração do resto da turma.
Já com a Clara é diferente. Ela precisa de um pouco mais de previsibilidade na rotina então eu sempre aviso antes qualquer mudança no plano do dia. E descobri que criar roteiros visuais das atividades ajuda muito! Tipo assim: coloco desenhos ou ícones junto com as instruções para facilitar o entendimento dela.
E tem umas pecinhas de lego coloridas que uso também; ajudam demais nos conceitos de divisão desigual fazendo com que ela veja fisicamente as partes diferentes se formando ali na sua frente.
Na questão tempo, nem sempre acerto também... Já testei dar mais tempo extra para terminar as atividades mas vi que não era o ideal para ambos pois acabava gerando ansiedade pelo atraso comparado ao resto da classe... Então hoje ajusto acompanhando seu ritmo individual mas sempre tentando integrá-los nas discussões gerais.
Bom pessoal, vou ficando por aqui hoje! Sempre bom trocar essas ideias por aqui e espero poder ajudar vocês também com essas minhas experiências! Qualquer coisa só chamar nos comentários hein? Abraços!