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EF04MA19Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer simetria de reflexão em figuras e em pares de figuras geométricas planas e utilizá-la na construção de figuras congruentes, com o uso de malhas quadriculadas e de softwares de geometria.

GeometriaSimetria de reflexão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Hoje eu queria compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF04MA19 com a minha turma do 4º ano aqui em Goiânia. Pra quem não tá tão por dentro assim da BNCC, essa habilidade é sobre reconhecer simetria de reflexão em figuras planas e usar isso pra construir figuras congruentes. Pode parecer um palavrão, mas na prática é bem legal!

Basicamente, o que os meninos precisam entender é que uma figura simétrica pode ser dividida ao meio e as duas partes serão como um espelho uma da outra. Sabe aquele teste do Rorschach, aquelas manchas de tinta? Quando a gente dobra o papel ao meio e as manchas ficam idênticas dos dois lados? É mais ou menos isso que a gente quer que eles consigam perceber. Só que a gente faz isso com figuras geométricas, usando malhas quadriculadas ou até softwares de geometria, dependendo do acesso que a escola tem.

Antes de chegar nessa parte, a turma já vinha trabalhando com figuras geométricas simples lá no 3º ano. Eles já têm uma noção de formas como quadrados, triângulos, retângulos. Então, quando introduzo a simetria de reflexão, eles já conseguem visualizar as formas e imaginar como elas poderiam se dividir em partes iguais. É como se fosse o próximo passo pra aprofundar o que já sabem.

Agora vou contar um pouco das atividades que faço pra trabalhar isso com eles.

Uma atividade que sempre funciona é usar papel espelho. Olha, é bem simples: pego algumas folhas de papel dobradas ao meio e os meninos desenham metade de uma figura qualquer numa das metades do papel. Depois eles dobram e pressionam pra marcar a outra metade com o desenho. Quando abrem, voilà! Têm uma figura simétrica completa na folha. Dá pra fazer isso numa aula só de 50 minutos. Eu organizo eles em duplas ou trios porque acho que discutir entre si sempre ajuda no entendimento. No último semestre, lembro do João e da Ana discutindo se a borboleta deles tava mesmo simétrica. A Ana, toda empolgada, dizia pro João: “Olha aqui, tá igualzinho dos dois lados!” E aí eles começaram a reparar em outras coisas da sala que tinham essa característica.

Outra coisa que faço é usar as malhas quadriculadas. Distribuo papel quadriculado e peço pra eles desenharem uma figura qualquer num dos quadrantes da folha. Depois, têm que replicar essa figura nos outros quadrantes, mas sempre pensando na simetria. Isso faz com que eles fiquem mais atentos aos detalhes e padrões. Essa atividade leva mais tempo, umas duas aulas pelo menos. A turma adora porque se sente desafiada – tipo um quebra-cabeça! Uma vez o Pedro criou uma nave espacial toda simétrica e ficou super orgulhoso quando terminou. Ele mostrou pros colegas e até pediu pra levar pra casa e mostrar pros pais.

A terceira atividade envolve tecnologia – quando temos acesso aos computadores ou tablets do laboratório de informática da escola. Uso um software simples de geometria onde os meninos podem criar figuras e explorar simetria usando ferramentas digitais. Aqui a galera trabalha individualmente porque cada um tem seu dispositivo. O mais bacana é ver como eles se empolgam mexendo nas ferramentas do programa pra ver as figuras girando e refletindo automaticamente. Lembro da Júlia, que era bem tímida no começo do ano, toda animada me chamando pra ver a estrela perfeita que ela tinha conseguido fazer no software.

Essas atividades não só ajudam no entendimento da simetria, mas também desenvolvem a percepção visual deles e a paciência em trabalhar um projeto até o final com atenção aos detalhes.

Enfim, é uma habilidade bem legal de trabalhar porque dá pra ver os olhos dos meninos brilhando quando conseguem criar alguma coisa nova ou entender como aquela figura reflete perfeitamente. E é isso que me motiva a continuar buscando novas formas de ensinar: ver a alegria deles ao aprender.

Espero ter ajudado aí com essas ideias! E vocês? Como têm trabalhado geometria com as turmas? Abraços!

Então, sabe como eu percebo que os meninos entenderam essa história toda de simetria? Olha, sem precisar aplicar prova formal, dá pra sacar isso quando fico circulando pela sala e prestando atenção nas conversas deles. Quando um aluno vai lá e tenta explicar pro colega e acerta, é tipo uma luzinha acendendo na minha cabeça: "Ah, esse aí entendeu mesmo!" Teve um dia desses que eu tava passando pelas mesas e vi a Júlia tentando ajudar o Pedro. Eles estavam usando aquelas figuras que a gente cortou em aula e a Júlia falou: "Pedro, tá vendo? Aqui tem que dobrar e as partes têm que encaixar certinho, igual espelho!" Aí o Pedro olhou e fez aquele "ahhh" de quem compreendeu. Pra mim, é nesses momentos que vejo que o ensino tá funcionando.

Outra coisa que observo é quando eles começam a aplicar isso fora do contexto da atividade. Tipo, na hora do recreio, vi a Ana desenhando corações simétricos com giz no chão e mostrando pros outros como se faz. Esse tipo de coisa me mostra que a habilidade tá sendo incorporada de verdade.

Mas claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que sempre aparecem quando a gente fala de simetria. E olha, já vou avisando: não é culpa dos meninos, é só parte do processo de aprender. Um erro clássico é quando eles confundem lados iguais com simetria, tipo o Lucas uma vez que desenhou um triângulo e disse que era simétrico porque ele achava as laterais iguais. Ele não percebeu que a linha de simetria tinha que dividir o triângulo em duas partes espelhadas. Aí, tive que mostrar pra ele com um papel dobrado pra ele entender direitinho.

Outro erro comum é na hora de fazer as figuras congruentes. A Maria vivia errando ao tentar desenhar figuras congruentes porque ela não entendia que precisavam ser exatamente iguais, inclusive no tamanho. Ela achava que só precisava ter o mesmo formato. Quando percebo esses erros, gosto de usar materiais concretos tipo blocos geométricos ou mesmo espelhos pra eles visualizarem melhor.

Agora, sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, tem sido um aprendizado constante adaptar as atividades pra eles. O Matheus, por exemplo, precisa de um pouco mais de movimento e pausas frequentes. Então o que eu faço é dividir a atividade em etapas menores e dou uma pausa entre elas. Às vezes também deixo ele levantar e ir ajudar os outros colegas como uma maneira de manter ele engajado sem perder o foco. Teve uma vez que ele ajudou o João a montar uma figura simétrica com aquelas peças de tangram e ficou todo orgulhoso.

Com a Clara, a questão é diferente. Ela precisa de instruções bem claras e visuais. Então eu sempre uso cartões ilustrados com passo-a-passo pra ela seguir. A Clara também responde bem quando eu uso aplicativos no tablet que mostrem animações das figuras se dobrando pra criar simetria. Isso ajuda muito porque ela consegue ver o movimento acontecendo várias vezes até entender.

Tem coisas que ainda estou ajustando. Por exemplo, tentei usar música pra deixar as atividades mais dinâmicas pro Matheus, mas aí ficava muito barulho e ele perdia o foco fácil. Não funcionou bem como eu esperava. Já com a Clara, tentei uma vez passar um vídeo longo explicativo sobre simetria na TV da sala, mas ela se perdeu no meio do vídeo. Entendi depois que vídeos curtos são mais eficazes pra ela.

Bom pessoal, acho que é isso! Espero ter ajudado vocês com algumas ideias. Se alguém tiver sugestões ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui! Até a próxima!

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