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EF04MA18Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer ângulos retos e não retos em figuras poligonais com o uso de dobraduras, esquadros ou softwares de geometria.

GeometriaÂngulos retos e não retos: uso de dobraduras, esquadros e softwares
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF04MA18 aí, a ideia é fazer os meninos entenderem e reconhecerem ângulos retos e não retos em figuras poligonais. Parece complicado, mas é basicamente ajudar a garotada a identificar aqueles cantinhos de 90 graus e os outros que são mais abertos ou mais fechados que isso. É tipo quando eles veem uma folha de papel dobrada em cruz no meio, e aquilo é um ângulo reto. O desafio aqui é fazer eles olharem pra qualquer figura e dizer: "Ah, esse ângulo aqui é reto" ou "Esse é menor que um ângulo reto". No 3º ano, a galera já começou a ter um primeiro contato com figuras geométricas, então eu tento pegar o que eles lembram de quadrado, retângulo e triângulo pra começar a conversa. Agora a gente aprofunda um pouco mais nessa questão dos ângulos.

Bom, eu tenho umas três atividades que sempre dou uma ajustada ou outra, mas funcionam bem com essa turma. A primeira delas é com dobraduras. Eu divido os meninos em pequenos grupos, tipo 4 ou 5, porque assim dá pra todo mundo participar e ninguém fica só olhando. A gente pega folhas de papel sulfite mesmo, e o negócio é dobrar essas folhas de várias formas pra eles verem esses ângulos na prática. A cada dobra, eu peço pra eles identificarem se formou um ângulo reto ou não. Da última vez que fiz isso, foi engraçado ver o Pedro tentando convencer o grupo de que tinha inventado um "novo ângulo", ele chamou de "ângulo torto". Foi uma bagunça divertida, mas depois expliquei pra ele e pro pessoal que o que ele tava vendo era só um ângulo não reto mesmo. Essa atividade leva uns 30 minutos, porque enquanto eles dobram e desdobram o papel, a gente vai discutindo os diferentes tipos de ângulos.

A segunda atividade envolve o esquadro. Esse material é ótimo porque é simples e efetivo pra mostrar exatamente o que é um ângulo reto. Cada aluno recebe um esquadro e eu peço pra eles desenharem no caderno algumas figuras usando régua e esquadro mesmo. Depois disso, eles têm que marcar quais são os ângulos retos nas figuras deles. Dou uns 40 minutos pra essa atividade porque gosto de deixar eles desenharem com calma e discutirem entre si se o que estão fazendo faz sentido. Na última vez, a Maria ficou toda animada porque conseguiu desenhar um "super triângulo" com todos os lados iguais e achou que todos os ângulos eram retos. Foi legal ver a expressão dela quando percebeu, medindo com o esquadro, que só tinha um ângulo reto ali. Ela ficou meio frustrada no começo, mas depois deu risada.

A terceira atividade envolve tecnologia. Pra isso, uso um software simples de geometria – pode ser até aqueles gratuitos online – onde os alunos podem criar figuras no computador e visualizar os ângulos formados. Como nem todo mundo tem acesso fácil ao computador em casa, eu organizo pra usarmos o laboratório da escola. A turma se divide em duplas porque assim eles ainda conseguem discutir as descobertas entre si. Essa atividade toma uns 50 minutos ou uma aula inteira porque aí já entra um pouco de mexer com tecnologia também. É bacana ver como alguns alunos ficam impressionados ao perceberem como pequenas alterações na figura mudam completamente os ângulos formados. Na última vez, o Lucas ficou fascinado por conseguir criar um octógono quase perfeito e não acreditava como ele tinha conseguido usar todos ângulos quase iguais sem ser reto.

Essas atividades acabam sendo uma forma deles tocarem mesmo nos conceitos abstratos de geometria. E olha só: não só ajuda com matemática em si, mas também aquela coisa de pensar criticamente, observar detalhes e discutir ideias com os colegas. Eu gosto quando percebo os alunos começando a usar termos como "ângulo agudo" ou "obtuso" sem nem perceberem que tão virando pequenos matemáticos!

Então é isso aí! Espero ter ajudado quem tá começando ou procurando ideias novas. Se tiverem sugestões também, tô por aqui pra trocar figurinhas!

E aí, galera! Continuando a nossa conversa sobre a habilidade EF04MA18... Vou contar como vejo que os meninos realmente entenderam o conteúdo, sem precisar aplicar aquelas provas formais. Sabe, na sala de aula, a gente tem que ter um olho clínico e um ouvido atento. Muitas vezes, eu tô circulando pela sala, olhando as atividades que eles estão fazendo, e dá pra sacar quando eles pegaram a ideia.

Por exemplo, outro dia eu tava andando entre as carteiras enquanto a turma fazia um exercício lá sobre desenhar triângulos diferentes e identificar os ângulos. Aí eu vi o João explicando pra Maria que o ângulo que eles tavam olhando ali era menor que um ângulo reto porque "não dava pra encaixar uma esquina ali". Quando eles falam isso entre eles, usando a linguagem deles, é quando me dá aquele estalo de "ah, esse entendeu". E é lindo ver quando um aluno explica pro outro, porque aí você vê que a coisa tá internalizada mesmo.

Outra situação aconteceu com a Ana. Ela tava ajudando o Pedro a perceber que o ângulo na figura era obtuso, dizendo que "se fosse uma boca aberta, seria mais aberta que o normal". Olha só que comparação bacana! Eles começam a usar essas imagens e referências do dia a dia pra se comunicar e entender o assunto. Acho isso muito legal.

Agora, claro, a galera comete uns erros comuns, né? Um erro que sempre aparece é confundir ângulos retos com ângulos agudos. O Gustavo, por exemplo, uma vez tava certo de que todos os ângulos de um quadrado eram agudos só porque ele achava pequeno. Acontece demais! E aí entra uma questão de percepção visual mesmo. Às vezes eles olham rápido e não prestam atenção nos detalhes. Quando eu pego esse erro na hora, trago o Gustavo pra perto e mostro com uma régua ou até um papel dobrado como referência pra ele ver direitinho o que é um ângulo reto. Digo: "Olha aqui, tá vendo esse cantinho? É igualzinho ao da folha que você dobra."

Outra confusão comum é medir ângulos em graus sem ter muita noção do quanto isso representa em termos visuais. Tipo assim, eles acham que qualquer coisa ao redor de 45 graus já vira reto. Durante essas situações eu uso um transferidor gigante na sala pra mostrar os tamanhos de maneira mais clara. Digo: "Vem cá ver como 90 graus fica aqui nesse desenho."

Agora falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, preciso sempre pensar em atividades com pausas regulares. Ele tem mais facilidade em perder o foco quando as tarefas são muito longas ou repetitivas. Pro Matheus funcionar melhor, divido as tarefas em partes menores e dou tempo pra ele dar uma volta rápida pela sala quando ele precisa. Inclusive, uso materiais manipulativos tipo blocos de montar pra ele identificar os ângulos montando figuras na mão. A manipulação ajuda ele a ficar mais engajado.

Com a Clara, que tem TEA, eu sempre tento ser muito claro nas instruções e visualmente consistente nas tarefas. Ela responde muito bem a padrões visuais. Então eu criei cartões coloridos que mostram diferentes tipos de ângulos de forma bem óbvia e chamativa. O uso desses cartões junto com figuras grandes e claras faz toda a diferença pra ela não se perder no meio da atividade.

Claro que nem tudo sempre funciona do jeito que a gente planeja... Teve vez que tentei usar música na aula pra manter o Matheus focado achando que ele iria curtir, mas aí foi mais distrativo do que qualquer outra coisa! Com a Clara já vi que se eu usar muitos estímulos ao mesmo tempo ela acaba ficando sobrecarregada.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado compartilhando essas experiências do meu dia a dia. Sempre bom trocar ideia com vocês aqui no fórum e aprender junto também. Qualquer dica nova ou dúvida sobre como lidar com esses desafios é só falar! Até mais!

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