Voltar para Matemática Ano
EF03MA21Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar, visualmente ou por superposição, áreas de faces de objetos, de figuras planas ou de desenhos.

Grandezas e medidasComparação de áreas por superposição
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, ensinar essa habilidade do EF03MA21 é tipo brincar de ver qual desenho é maior, sabe? A gente tá falando de entender o tamanho das coisas comparando o espaço que elas ocupam. A ideia é simples: os meninos precisam olhar duas coisas, tipo uma folha de papel e uma tampa de caixa de sapato, e perceber qual ocupa mais espaço. E não só isso, mas também usar uma sobre a outra pra ver direitinho qual é maior.

Antes de chegar nisso, a turma já vinha aprendendo as formas e tamanhos lá no 2º Ano. Então eles já sabiam reconhecer quadrado, triângulo, círculo e tal. O próximo passo é fazer eles entenderem que além da forma, tem o tamanho da superfície.

Agora vou te contar como eu faço isso na sala. Tenho umas atividades que a galera gosta bastante.

A primeira coisa que fiz foi pegar papel colorido. Comprei um monte de cartolina – aquele papel grosso mesmo, sabe? – e cortei em formas geométricas: quadrados, triângulos e círculos. Em um dia qualquer, organizei a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebeu um conjunto dessas figuras. Eu dei uns 20 minutos pra galera brincar com as formas: sobrepor, juntar, comparar. E olha, a meninada adora! Teve uma vez que o João começou a fazer uma "batalha de formas" com a Larissa pra ver quem tinha o "exército" com as maiores. Eles acabaram convidando outros grupos pra participar, e virou uma farra total – mas tudo dentro do aprendizado!

Outra atividade que faço é usar objetos do cotidiano. Tipo tampas de panela, livros, caixas pequenas... Cada aluno traz um objeto de casa e a gente coloca tudo numa mesa grande no meio da sala. Aí peço pra cada um comparar seu objeto com os outros visivelmente primeiro e depois por superposição. Isso leva mais ou menos uns 30 minutos porque tenho que organizar a bagunça depois. Da última vez foi engraçado porque o Pedro trouxe uma tampa gigante de panela e a Sofia começou a rir dizendo que aquilo era "roubar no jogo" porque cobria quase tudo na mesa!

Aí tem uma terceira atividade que deu super certo com eles: desenhar no chão do pátio com giz. Faço isso nas aulas de sexta-feira quando todo mundo já tá meio cansado da semana. Divido a turma em duplas e cada dupla tem um conjunto de gizes coloridos. Eles desenham figuras geométricas grandes no chão e depois comparam quem desenhou a maior usando as suas próprias mãos ou pés como referência para medir. É um jeito diferente de trabalhar essa habilidade porque tira um pouco do padrão das carteiras e quadros. Na última vez, a Mariana teve a ideia de desenhar o contorno dela mesma no chão pra ver se era maior que a estrela que o Lucas tinha feito. Foi uma bagunça boa!

Os alunos ficam super animados porque é visual e físico ao mesmo tempo — eles aprendem se movimentando e rindo junto dos amigos. Claro que eu tenho que ter um controle ali porque senão dá confusão com tanto entusiasmo! Mas ver como eles interagem e aprendem é muito gratificante.

E assim vou trabalhando essa habilidade na prática! Cada atividade tem seu jeito diferente de explorar o conceito de comparação de áreas pelas crianças. No final das contas, o mais importante é eles entenderem que tudo ocupa espaço e aprenderem maneiras diferentes de perceber isso.

Se tiver mais alguma dica aí sobre como trabalhar essa habilidade ou alguma experiência divertida, compartilha com a gente! É sempre bom trocar figurinha nesse nosso trabalho diário.

Até a próxima!

nenderem como comparar esses tamanhos. Aí, o que eu faço? Gosto de usar materiais concretos, tipo blocos de madeira, tampas de pote, qualquer coisa que encontre na sala. A gente vai brincando de sobrepor, comparar, ver qual é maior, menor ou igual. Aí a mágica acontece quando você percebe que eles não tão só repetindo o que você falou, mas realmente entenderam.

E como eu percebo que entenderam de verdade, sem precisar aplicar prova formal? Bom, é na interação do dia a dia. Quando tô circulando pela sala, fico de olho no jeito que eles lidam com as atividades. Tem aquele momento em que você passa ao lado da mesa e vê a Maria explicando pro João que "não, a tampa de caixa de sapato é maior que a folha porque olha como sobra do lado". É aí que eu sei que ela entendeu - ela não tá só repetindo, ela tá aplicando. Ou quando você escuta aquela conversa: "Ei, Carlos, coloca aqui do lado pra ver se tá certo". Eles começam a usar umas palavras-chave e uma lógica que não tinham antes.

Teve uma vez com o Pedro, lembro bem. Ele tava comparando dois livros e disse: "Professor, esse livro aqui parece maior, mas é só na altura. Se colocar lado a lado assim, este ocupa mais espaço". Quando ouvi isso, pensei: "Eureka! Ele pegou o espírito da coisa!". Claro que tem muito erro também nesse caminho. Uma vez a Sofia errou porque comparou só o comprimento dos objetos e ignorou a largura. Ela achou que um régua era maior só porque era mais comprida, mas esqueceu de ver a largura também.

Os erros mais comuns são justamente esses: olhar só uma dimensão. O Paulo uma vez comparou duas caixas e me disse que uma era maior porque tinha mais volume pra cima, mas ela era mais estreita. Esse erro acontece porque na cabecinha deles tudo é meio visual no começo, então eles olham pro que chama mais atenção - como comprimento ou altura - e esquecem do resto. Quando percebo esses erros na hora, tento não corrigir de cara. Pergunto se já mediram de todos os lados ou peço pra eles me mostrarem como pensaram. Quase sempre eles mesmos acabam percebendo onde foi o deslize.

Agora, sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA... com eles é um pouco diferente. O Matheus é um moleque cheio de energia; ele precisa estar sempre em movimento. O desafio é mantê-lo focado sem sobrecarregar ou frustrar. Já reparei que ele se sai melhor quando as atividades são mais curtas ou têm pausas definidas entre uma e outra. Tipo assim: dou 10 minutos pra ele comparar as formas de madeira e depois peço pra ele trocar com outro grupo. Às vezes uso um cronômetro visual pra ele ver quanto tempo falta pra próxima pausa ou atividade.

Pra Clara, é importante ter instruções bem claras e visuais do passo a passo do exercício. Então preparo cartões com imagens mostrando cada etapa do que ela precisa fazer. Uma coisa que ajuda bastante é deixar ela trabalhar num canto mais tranquilo da sala, onde o barulho da turma não a distrai tanto. No começo eu achava que precisava dar todo o suporte do mundo pra ela, mas percebi que funciona melhor quando dou espaço e só intervenho quando realmente necessário.

E nem tudo dá certo logo de cara... Teve um dia que tentei fazer um jogo em equipe pra incluir todo mundo junto e achei que ia ser incrível... mas foi caos total pro Matheus que não conseguiu se concentrar com a bagunça toda e pra Clara que ficou desconfortável com tanta interação ao mesmo tempo. Aprendi com isso que às vezes menos é mais e adaptar também é saber quando simplificar.

Bom, gente, acho que já falei demais por hoje! Espero ter ajudado aí quem tá tentando ensinar essa habilidade pros pequenos. É um desafio gostoso e cada conquista deles é um baita motivo de orgulho pra nós educadores! Até a próxima conversa!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF03MA21 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.