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EF03MA01Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler, escrever e comparar números naturais de até a ordem de unidade de milhar, estabelecendo relações entre os registros numéricos e em língua materna.

NúmerosLeitura, escrita, comparação e ordenação de números naturais de quatro ordens
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF03MA01 com os meninos e meninas do 3º ano é um desafio gostoso que traz uma sensação boa quando eles começam a entender. Na prática, essa habilidade é sobre fazer os pequenos lerem, escreverem e compararem números até mil. Isso significa que eles precisam olhar pra um número e saber dizer em palavras, por exemplo, que 1.234 é "mil duzentos e trinta e quatro". Eles têm que conseguir comparar dois números, tipo assim, saber que 567 é menor que 789 só de olhar. E também entender como esses números se escrevem de diferentes formas, seja em números mesmo ou por extenso.

Agora, pensa aí: a gente tá falando de números até a ordem de milhar. Eles já vêm do 2º ano sabendo lidar com números menores, então não é tudo novo pra eles. Lá eles aprenderam sobre dezenas e centenas. Aqui, a gente tá só subindo um degrau nessa escada numérica. A ideia é aprofundar o que já sabem e adicionar mais complexidade. É tipo passar de andar de bicicleta com rodinha pra sem rodinha.

Uma das atividades que faço é a "Roleta dos Números". Pra essa atividade, eu uso papelão pra fazer a roleta, canetinhas coloridas pra escrever os números e prendedores de roupa pra marcar. Faço quatro círculos com os números de 0 a 9 separados em unidades, dezenas, centenas e milhares. A turma fica em grupos menores, geralmente de quatro ou cinco alunos. Cada grupo tem sua própria roleta. Eles giram cada círculo da roleta e acabam formando um número completo. Depois têm que ler o número em voz alta e escrever por extenso num caderno. Esse exercício leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos.

A reação dos alunos é sempre divertida. Teve uma vez que o João girou a roleta e tirou 9999 e ficou todo empolgado porque era o maior número possível! Na hora de escrever por extenso ele travou um pouco, mas com ajuda da Luísa do grupo dele, conseguiu terminar direitinho. Eles ficam super atentos e parece até uma competição saudável.

Outra coisa é fazer o "Bingo dos Números". Aqui eu uso cartelas de bingo feitas com papel sulfite mesmo, onde coloco vários números aleatórios até mil. Eu preparo as pedras do bingo com bolinhas de papel numeradas também até mil e vou sorteando os números na frente da sala. Os alunos têm que marcar nas cartelas quem tiver aquele número sorteado. A turma fica dividida em duplas pra essa atividade pra incentivar a cooperação.

Esse bingo costuma durar duas aulas porque eles ficam animados demais e eu preciso acalmar a galera entre uma rodada e outra! A última vez que fizemos essa atividade, o Marcos gritou "bingo" antes do tempo porque confundiu um 682 com 6820! Foi uma risada só na sala, mas depois ele riu junto quando percebeu o erro.

A terceira atividade é "Comparando Números", e aqui o material é ainda mais simples: só cartões numerados impressos ou mesmo escritos à mão. Faço duplas ou trios novamente e cada grupo recebe um conjunto de cartões embaralhados com números diferentes até mil. Eles precisam organizar esses cartões do menor para o maior número o mais rápido possível.

Essa atividade leva cerca de meia aula, uns 25 minutos, dependendo da rapidez da turma no dia. Os alunos adoram esse desafio porque tem um gostinho de competição e eles acabam desenvolvendo estratégias entre si pra ser mais rápido. Lembro do dia que a Júlia saiu gritando pela sala "acabamos primeiro!" só pra perceber depois que tinham colocado um cartão virado ao contrário! Aí valeu como lição pra todo mundo se atentar mais.

No fim das contas, essas atividades não só ajudam na leitura e escrita dos números mas também na socialização entre eles. Eles acabam aprendendo uns com os outros mais do que só comigo ali na frente falando. E é isso que deixa as aulas divertidas e efetivas!

Bom, espero que essas dicas ajudem aí quem estiver quebrando a cabeça com essa habilidade da BNCC no 3º ano! Qualquer coisa me chamem!

Olha, perceber que os alunos entenderam a habilidade EF03MA01 é um dos momentos mais gratificantes em sala de aula. E, olha, nem sempre precisa de prova formal pra ver isso, viu? No dia a dia, quando a gente tá ali no meio dos meninos, dá pra sacar quem já pegou a ideia só de prestar atenção neles. Tipo assim, quando tô circulando pela sala e ouço eles conversando entre si, é normal perceber quando um aluno começa a explicar pro outro um conceito que aprendeu, e faz isso de maneira correta. Teve um dia que vi o Joãozinho falando com a Maria sobre como 345 é maior que 234. Ele disse "Maria, olha aqui, o três tá em primeiro, então ele manda mais". Achei ótimo porque ele usou o próprio raciocínio pra explicar a ordem dos números.

Outra situação foi com a Ana. Ela sempre ficava na dela, meio calada. Mas aí teve um exercício em grupo e escutei ela falando algo tipo "seiscentos é mais que quinhentos, só de ver o primeiro número já dá pra saber". Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu." É nesses momentos que percebo que eles realmente absorveram o conteúdo, sem precisar de uma folha de prova marcando X ou V.

Agora, claro que erros acontecem e são bem comuns. Um erro frequente que eu vejo é na hora de escrever os números por extenso. O Pedro, por exemplo, sempre trocava "cento e" por "cem". Então ele escrevia "cem e vinte" em vez de "cento e vinte". Isso acontece porque na cabeça deles a palavra "cem" parece ser mais forte ou mais comum. Quando pego isso na hora, paro e mostro um exemplo prático: eu peço pra ele contar em voz alta "cem, cento e um, cento e dois..." até ele entender que depois do cem vem o "cento e", não o contrário.

E tem a hora da comparação de números. A Letícia tinha essa dificuldade de sempre achar que número maior tinha mais algarismos. Então, ela dizia que 89 era maior que 123 porque "oitenta e nove tem dois números só". Quando vejo isso acontecendo, eu gosto de pegar uns cubinhos ou aquelas pecinhas de encaixar pra mostrar na prática como 123 ocupa mais espaço (quantidade) do que 89.

Com os alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu faço umas adaptações nas atividades. Pro Matheus, por exemplo, eu tento sempre ter atividades rápidas e intervalos frequentes. Tipo assim: a gente faz uma atividade no quadro ou no papel e depois dou uns minutinhos pra ele andar pela sala ou mexer em algum brinquedo sensorial. Também uso cartões coloridos pra ele associar cores aos números. Isso ajuda muito porque faz ele se concentrar mais com estímulos visuais.

Pra Clara, eu uso materiais visuais bem claros e diretos. Ela responde muito bem a rotinas previsíveis. Então sempre deixo claro o que vamos fazer em cada momento da aula. Com ela funciona bem usar histórias ou personagens nos problemas matemáticos. Uma vez usei uma historinha com um personagem que ela adorava e isso ajudou muito ela a se interessar pela atividade.

Agora falando do que não funciona muito bem... Pro Matheus já tentei usar aplicativos no tablet porque pensei que tecnologia ia ajudar a prender atenção dele por mais tempo. Mas aí ele se distraía ainda mais com outras coisas na tela. Já com a Clara tentei uma vez fazer uma atividade em grupo sem preparação prévia pra ela entender melhor sobre cooperação e comparação de números juntos com os colegas. Não rolou muito bem porque ela ficou ansiosa com tantos estímulos ao mesmo tempo.

Enfim, cada dia é uma descoberta com eles todos. Acho que o importante é estar sempre atento ao jeito único de cada aluno aprender e interagir com eles pra ajustar o que for preciso. É isso aí galera, vamos trocando ideias! Até a próxima conversa aqui no fórum!

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