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EF03MA07Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Resolver e elaborar problemas de multiplicação (por 2, 3, 4, 5 e 10) com os significados de adição de parcelas iguais e elementos apresentados em disposição retangular, utilizando diferentes estratégias de cálculo e registros.

NúmerosProblemas envolvendo diferentes significados da multiplicação e da divisão: adição de parcelas iguais, configuração retangular, repartição em partes iguais e medida
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03MA07 da BNCC, pra mim, é sobre ajudar os meninos e meninas a entenderem a multiplicação de uma forma bem concreta. Sabe aquela história de somar várias vezes o mesmo número? Tipo assim, se você tem três caixas com quatro bolas em cada, vai somar 4+4+4 e vai dar 12. A ideia é que eles consigam perceber que a multiplicação é isso: uma adição de parcelas iguais. Outra coisa é eles visualizarem a multiplicação como disposição retangular, o que é só um jeito chique de dizer que dá pra ver isso como uma tabelinha ou matriz. Imagina ter fileiras e colunas de alguma coisa, tipo um tabuleiro de xadrez pequeno. Eles já vêm do segundo ano com a noção básica da adição e subtração, então o desafio agora é mostrar que multiplicar é só uma extensão disso, só que mais prático.

Primeira atividade que faço é a brincadeira das tampinhas. Eu peço pra galera trazer tampinhas de garrafa de casa, aquelas de plástico mesmo, porque são fáceis de achar e dá pra guardar numa caixa sem ocupar muito espaço. Divido a turma em pequenos grupos — uns quatro ou cinco alunos por grupo — e dou uma quantidade de tampinhas pra cada grupo, tipo 20 ou 30. A tarefa deles é criar "fileiras" e "colunas" com essas tampinhas pra formar retângulos. Então, se eles têm 5 tampinhas em cada fileira e fazem 3 fileiras, veem que isso dá 15 tampinhas ao todo. Ficam surpresos vendo a relação entre as fileiras e o total. Não raro o Joãozinho levanta a mão cheio de orgulho pra me contar que descobriu sozinho quantas tampinhas precisa pra fazer um retângulo maior ou menor do que o coleguinha do lado. Essa atividade geralmente leva uns 40 minutos. Eles ficam bem empolgados porque é quase como montar um quebra-cabeça, e as crianças adoram desafios assim.

Outra coisa que faço é usar o bom e velho quadro negro pra desenhar esses retângulos. Essa atividade é em dupla: um aluno desenha na horizontal e outro na vertical. Eles ficam competindo entre si pra ver quem completa mais rápido o desenho retangular correto baseado em números que eu vou gritando aleatoriamente, como "3 por 4" ou "2 por 5". Uso giz colorido pra dar uma animada e deixar visualmente mais interessante pra eles. A galera adora quando eu falo "agora vale ponto!", porque aí vira um jogo mesmo. Da última vez que fiz isso, a Ana Clara teve a brilhante ideia de criar desenhos diferentes dentro dos retângulos padrão, tipo colocando carinhas felizes no lugar das bolinhas padrão. Isso levou uns 30 minutos e foi pura diversão com aprendizado.

E tem essa outra atividade um pouco mais teórica mas igualmente prática: os problemas de multiplicação no papel. Dou uma folha com problemas escritos bem simples relacionados ao dia a dia deles — tipo “se numa festa cada criança ganha 2 balões e tem 5 crianças, quantos balões são no total?” Aí eles têm que desenhar ou escrever como resolveriam isso. Não dou as respostas; deixo eles pensarem primeiro e depois discutimos em conjunto. Isso faz eles entenderem que há várias maneiras de chegar ao resultado correto, estimulando o raciocínio lógico deles sem pressão. Na última vez que fiz essa atividade, a Maria Eduarda levantou a mão toda contente porque tinha resolvido um dos problemas desenhando bonequinhos segurando os balões em vez de só números. E olha, ver essa criatividade é um dos melhores momentos do dia! Leva uns 30 a 40 minutos essa atividade e fecha bem a ideia do aprendizado prático.

No fundo, a ideia é sempre conectar o conceito matemático à realidade deles de alguma forma. Quanto mais concreto for o exemplo e mais próximo da realidade deles for o aprendizado, mais fácil fica pra decorar esse tipo de coisa. E como nosso papel como professor muitas vezes é esse: facilitar esse caminho para o conhecimento.

Bom, pessoal, acho que por hoje é isso! Espero que essas ideias ajudem quem tá procurando novas formas de ensinar multiplicação na sala de aula. Se tiverem outras dicas ou quiserem compartilhar experiências, fiquem à vontade pra comentar! É sempre bom trocar ideias por aqui. Um abraço!

Aí, gente, eu sei que um aluno pegou o jeito da multiplicação quando fico circulando pela sala e vejo ele resolver um problema de forma segura. Tipo, quando passo pelas mesinhas e vejo a Mariazinha explicando pro Joãozinho que "olha, é só somar esse número essa quantidade de vezes", aí sei que ela entendeu. Outro dia, o Pedrinho tava lá no canto, falando pra turma que era tipo uma brincadeira de juntar maças em caixinhas. Eles vão trocando ideias e você acaba vendo quem tá sacando mesmo o lance. E quando eles começam a usar o vocabulário correto, tipo "parcelas" e "produto", sem eu precisar ficar em cima deles, é um baita sinal de que internalizaram o conceito.

Outra coisa legal é quando eles começam a resolver problemas do cotidiano usando multiplicação sem perceber. A Marcela uma vez me chegou contando que, na feira com a mãe, ela ajudou a calcular quantas dúzias de ovos precisavam pra uma receita. Sabe quando você vê o aluno aplicando o que aprendeu fora da sala? Isso não tem preço. Tem também aqueles momentos em que eles ajudam os outros colegas. O Lucas sempre ajuda o Felipe quando tem dúvida e é interessante ver como ele adapta a explicação até o Felipe entender.

Agora, os erros mais comuns, ah, esses são clássicos. Tem aquele erro de fazer a soma errada das parcelas iguais. Tipo o Tiago. Uma vez ele tinha que somar 5+5+5 e acabou somando 5+5+6. Dá pra ver que às vezes eles se confundem quando estão tentando fazer as contas mentalmente rápido demais. Quando pego esse erro na hora, paro tudo e reviso com ele no papel, fazendo questão de mostrar como conferir conta por conta.

Outra situação comum é a confusão com as tabelinhas e matrizes. A Letícia vivia achando que precisava multiplicar as linhas pelas colunas no sentido literal pra achar a resposta certa, em vez de entender que era só contar quantos quadradinhos tinha no total. Nesses casos, eu gosto de voltar com ela pro concreto mesmo: pegamos tampinhas ou blocos e montamos os arranjos juntos.

Com o Matheus, que tem TDAH, rola um esquema diferente. Ele precisa de mais movimento, então deixo ele usar materiais manipuláveis como cubos empilháveis ou cartões grandes com números e sinais. Ajuda muito ele poder mexer nas coisas enquanto pensa. Já percebi que atividades muito prolongadas não funcionam pra ele, então divido as tarefas em partes menores. E dou bastante tempo pra cada uma delas, assim ele consegue focar melhor.

Já a Clara, com TEA, ela prefere uma rotina bem estruturada e previsível. Então sempre aviso o que vamos fazer naquele dia logo no início da aula e sigo um passo-a-passo que ela já conhece bem. Ela se dá melhor com tarefas visuais e concretas, então uso gráficos coloridos ou cartazes grandes onde ela possa olhar sempre que precisar lembrar do conceito. Uma coisa que não deu certo foi tentar mudar o formato da atividade sem avisar antes – percebi que ela fica ansiosa se não sabe o que esperar.

Bom, gente, é isso! Cada dia na sala de aula é uma oportunidade diferente de enxergar como cada aluno tá caminhando no aprendizado da matemática ou qualquer outra matéria. É na troca diária e nas observações do cotidiano das crianças que você vê onde precisa ajustar o ensino e como pode ajudar cada um a seu modo.

Vou ficando por aqui hoje. Espero ter ajudado com as dicas e experiências! Até a próxima!

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