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EF02MA22Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas de dupla entrada e em gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima.

Probabilidade e estatísticaColeta, classificação e representação de dados em tabelas simples e de dupla entrada e em gráficos de colunas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA22 da BNCC é um baita desafio bacana pra trabalhar com os meninos do 2º Ano. A ideia principal aqui é fazer com que eles consigam olhar pra uma tabela ou um gráfico de barras e tirar informações dali, comparar dados e entender melhor a realidade em volta deles. Na prática, isso quer dizer que os alunos precisam olhar pra um gráfico simples e perceber, por exemplo, que mais gente prefere sorvete de chocolate do que de morango, ou quantos alunos têm cachorro em casa comparado aos que têm gato. Isso é muito importante porque ajuda os alunos a desenvolverem pensamento crítico desde cedo, observando e analisando informações de forma organizada.

Os meninos chegam no 2º Ano já com uma base legal de matemática do 1º Ano, onde eles começaram a ter contato com contagem e agrupamento. Então, o que a gente faz aqui é trabalhar pra que eles avancem desse ponto, começando a lidar com representações visuais de dados. E olha, eles são bem curiosos, o que ajuda bastante nesse processo todo.

Uma das atividades que eu faço começa com uma coisa simples: uma pesquisa entre eles mesmos. A gente escolhe um tema que tenha a ver com o cotidiano deles e da escola. Na última vez, escolhemos "O animal de estimação favorito". Eu trouxe cartolina e canetinhas coloridas. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos. Primeiro, cada grupo faz uma enquete rápida perguntando aos colegas qual é o animal de estimação favorito deles – cachorro, gato ou passarinho. Aí eles anotam tudo e vêm pro meu lado pra gente transformar isso numa tabela de dupla entrada na cartolina.

Esse processo leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Os alunos ficam super animados! A Ana ficou empolgadíssima desenhando pequenos ícones de cachorrinhos e gatinhos na cartolina enquanto o João, super concentrado, fazia as contas pra somar quantos votos cada animal tinha no total. É engraçado como eles se dividem nas tarefas do jeito mais natural possível.

Na aula seguinte, a gente transformou essas tabelas em gráficos de barras. Usei papel quadriculado grande pra isso – aqueles bem básicos que você encontra em qualquer papelaria. Cada quadradinho representava um voto. Eles adoram colorir as barras com cores diferentes dependendo do animal. Dá pra ver claramente a competição nos olhos deles! Nessa parte, sempre tem alguém que, no calor do momento, pinta quadrados a mais ou a menos – mas faz parte do aprendizado também.

Aí vem a parte mais interessante: interpretando os dados. Eu começo perguntando quem consegue identificar qual é o favorito da turma só olhando pros gráficos. Na nossa última atividade dessa, o Pedro foi o primeiro a levantar a mão e falar: "Cachorro ganhou disparado!" E isso gera discussões ótimas sobre porquê será que tanta gente prefere cachorro ao invés de gato ou passarinho. É ali que eles começam realmente a pensar sobre as preferências e opiniões dos outros.

Outra atividade legal é levar pra sala revistas velhas e jornais para eles recortarem gráficos reais sobre diferentes assuntos – tipo temperatura ao longo dos meses ou vendas de frutas num mercado – e trazerem pra sala. Dessa vez cada um escolhe um gráfico pra analisar com um coleguinha e depois apresentam pro resto da turma dizendo o que entenderam dali. Tiro algumas aulas pra isso porque não é algo rápido: recortar, colar no caderno e interpretar leva tempo especialmente porque tem sempre uns mais tímidos que demoram pra se soltar na apresentação. Mas é um projeto em que toda vez vejo alunos brilhando ao perceberem "Ah! Entendi isso aqui!" e isso é maravilhoso.

Por último, gosto muito de fazer uma atividade fora da sala quando possível. Levo os alunos pro pátio da escola onde pedimos autorização para medir coisas reais: altura da plantinha da horta comunitária durante algumas semanas ou quantas laranjas caíram das árvores no quintal até o final do mês. A gente registra tudo junto num quadro grande na parede da sala e discute as mudanças semanais. São atividades práticas que exigem paciência (às vezes os números não mudam tanto) mas são essenciais para mostrar como os dados podem ser colhidos diretamente do nosso entorno.

Na última vez que fizemos isso com a horta, o Lucas perguntou: "Por que algumas semanas as plantinhas crescem menos?". Essa pergunta gerou uma investigação entre eles sobre condições do tempo e cuidados com a horta — coisas que nem estavam no plano inicial mas que são valiosíssimas pro aprendizado.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade EF02MA22 é sobre conectar os conceitos matemáticos ao mundo real dos alunos, fazendo com que eles vejam sentido naquilo tudo. E quando você vê aqueles olhinhos brilhando porque entenderam algo novo ou porque conseguiram concluir uma tarefa juntos... Ah! Não tem preço! É isso aí gente, bora continuar tentando inspirar esses pequenos cientistas todos os dias!

E aí, continuando o papo sobre a habilidade EF02MA22, uma coisa que a gente, professor de escola pública, aprende é como perceber se um aluno entendeu o conteúdo sem precisar de prova formal. Afinal, no dia a dia da sala de aula, o aprendizado vai muito além do papel. Eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades ou discutindo em grupo. É incrível como, só de ouvir as conversas, dá pra sacar quem tá pegando a ideia e quem ainda tá patinando.

Outro dia mesmo, tava rolando uma atividade onde os meninos tinham que comparar dados de um gráfico que mostrava quantos alunos tinham bichos de estimação. Eu passava entre as mesas e ouvi a Maria explicando pro João: “Ó, aqui mostra que 8 têm cachorro e só 3 têm gato, então mais gente prefere cachorro.” Aí pensei: “Caramba, essa entendeu!” É nesse tipo de situação que você percebe que o conceito tá sendo assimilado. Quando um aluno consegue explicar pro outro, é sinal de que ele internalizou o conhecimento.

Agora, quanto aos erros mais comuns... Ah, esses aparecem bastante. O Mateus, por exemplo, sempre confunde a quantidade com a legenda dos gráficos. Uma vez ele olhou um gráfico de barras e disse que eram 5 crianças com papagaio porque a barra era a terceira que ele lia (achou que cada barrinha representava um animal diferente), quando na verdade era apenas as cores que mudavam na legenda. Isso acontece principalmente porque no início eles ainda estão se familiarizando com a leitura visual dos gráficos e às vezes deixam passar detalhes importantes como as legendas ou escalas.

Quando pego esses erros na hora, a estratégia é parar tudo e chamar a atenção pro ponto certo. Olha, não tem muito segredo. Chamo a atenção do Mateus e mostro como interpretar cada parte do gráfico. Às vezes peço pra alguém que já entendeu explicar pra ajudar também. Essa troca é fundamental.

Falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA... Bom, cada um tem seu jeitinho próprio de aprender e é aí que entra o desafio bom pra gente. Pro Matheus, procuro sempre deixar as atividades mais visuais e práticas possíveis, porque ele se distrai fácil se ficar muito tempo parado só olhando pro papel. Costumo usar cartões coloridos ou peças de montar que representam dados do gráfico de maneira mais concreta. Ele gosta muito de manipular as coisas com as mãos.

Já com a Clara é diferente. Ela tem um foco incrível quando tá interessada em algo específico, mas às vezes não consegue entender nuances sociais nas atividades em grupo. A solução tem sido usar histórias visuais ou quadrinhos com personagens interagindo através dos gráficos. Isso ajuda ela a se conectar melhor com o conteúdo porque trata de situações cotidianas em formato visual.

Um exemplo concreto foi quando usei uma história em quadrinhos sobre uma feira de adoção de animais. Cada gráfico representava quantos animais tinham sido adotados e quais ainda estavam disponíveis. Isso não só despertou o interesse da Clara como também facilitou seu entendimento da função dos gráficos.

Ah, mas olha, nem sempre as coisas saem como esperado. Já tentei usar tecnologia tipo tablets pra deixar as atividades mais interativas pros dois e foi um desastre. Na primeira tentativa, o Matheus ficou tão entretido com outros aplicativos que teve dificuldade em focar na tarefa. E a Clara não gostou nada do brilho da tela, o que acabou afetando sua concentração. Voltei pro básico: papel, lápis colorido e objetos físicos.

Bom, galera, acho que já deu pra compartilhar um pouco do que rola aqui na sala de aula com essa habilidade EF02MA22. Cada dia é um aprendizado novo tanto pros alunos quanto pra mim. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade? Algum truque ou história bacana pra compartilhar? Vamos trocando umas ideias por aqui! Valeu!

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