Voltar para Matemática Ano
EF02MA02Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Fazer estimativas por meio de estratégias diversas a respeito da quantidade de objetos de coleções e registrar o resultado da contagem desses objetos (até 1000 unidades).

NúmerosLeitura, escrita, comparação e ordenação de números de até três ordens pela compreensão de características do sistema de numeração decimal (valor posicional e papel do zero)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF02MA02 com os meninos do 2º ano é um desafio que eu adoro! Basicamente, a ideia é ajudar a criançada a fazer estimativas sobre quantidades de objetos, usando várias estratégias e também registrar quantos objetos tem depois que eles contaram tudo direitinho. E isso tudo até 1000 unidades. Parece muita coisa, né? Mas com jeitinho e algumas atividades práticas, dá pra fazer a galera se virar bem.

Pra começar, tem aquele lance de eles entenderem como os números funcionam, tipo o valor posicional e o papel do zero, que são meio que a base do sistema decimal. Então, por exemplo, se eles veem 347, precisam saber que o 3 significa 300, o 4 é 40 e o 7 tá sozinho. E isso tá bem conectado com o que eles já sabem do 1º ano, quando começaram a contar de um em um, reconhecer os números e coisas assim bem básicas.

Agora vou contar como faço pra esse negócio acontecer na prática. Uma das atividades que gosto muito é usar tampinhas de garrafa. Simples né? Reúno um monte de tampinhas de tamanhos e cores diferentes, separo em montinhos e dou uma quantidade maior do que eles conseguem contar de cabeça logo de cara. Tipo uns 150 ou 200, pra dar uma desafiada. Primeiro peço pra eles chutarem quantas tampinhas acham que tem ali só olhando. Faço isso em grupos de 3 ou 4 alunos pra estimular a conversa entre eles. Geralmente dá uns 20 minutos pra essa parte da atividade.

Aí depois eles começam a contar e vão ajustando as estimativas enquanto contam. É legal ver como cada grupo se organiza: uns separam por cor, outros fazem pilhas de dez... Quando fiz isso da última vez, o Joãozinho teve a ideia de usar copinhos plásticos pra fazer pilhas de dez tampinhas. A Mariazinha do mesmo grupo não gostou no começo, mas acabou gostando porque ficou mais fácil ver quantos grupos de dez tinham no final. E quando percebem que estavam longe na estimativa inicial, rola aquela risada gostosa.

Outra atividade que dá certo é a dos palitos de picolé. Eu sempre guardo um monte deles e uso elásticos pra juntar em grupinhos de dez. Começo mostrando uma quantidade pequena e vou aumentando aos poucos, desafiando os meninos a estimar sem contar um por um logo no início. Depois que eles chutam, começamos a contar juntando os palitos em dezenas com os elásticos.

Essa atividade é legal porque eles mesmos começam a perceber o valor dos agrupamentos em dez. Teve uma vez que o Pedrinho soltou um “ahhhhhh” quando se ligou que era só contar quantos elásticos tinha pra saber quantas dezenas tinham ali. Isso levou uns 30 minutos no total porque depois também peço pra registrarem tudo no caderno e desenharem os grupos de dez e as unidades soltas.

E não posso deixar de falar do bingo dos números! Esse é sempre sucesso! Funciona assim: preparo cartelinhas com números até 1000 e vou sorteando aleatoriamente os números escritos em pedacinhos de papel. Antes do sorteio começar, peço pra cada aluno chutar quantos números acham que vão sair até alguém completar uma linha ou coluna no bingo deles.

É engraçado porque sempre tem aquela expectativa e alguns ficam bem ansiosos quando chega perto do número que chutaram. Na última vez que fizemos, a Letícia achou que não ia dar tempo dela ganhar porque já tinham saído muitos números e ela tinha chutado baixo. Aí quando ela ganhou, rolou aquela festa! Demora quase uma aula inteira porque vou conversando com eles sobre os números sorteados e tentando reforçar o valor posicional dos dígitos.

Enfim, essas são algumas das coisas que faço com a turma. O importante é sempre manter as atividades dinâmicas e deixar espaço pra molecada experimentar as ideias deles também. É incrível ver como cada criança encontra sua maneira de lidar com os números e como vão se apropriando do conhecimento ao longo do tempo. E claro, a gente vai aprendendo junto com eles também! Até mais!

Aí, gente, enquanto eu tô circulando pela sala, dá pra notar quando a criança pegou mesmo a ideia da estimativa e da contagem. Não é nem tanto sobre eles acertarem de primeira, mas sim sobre como eles pensam e discutem entre si. Tipo assim, quando a Mariana, na hora da atividade com tampinhas, se aproxima do João e começa a discutir quantas tampinhas eles acham que tem numa caixa, ela tá ali praticando a habilidade. E o legal é ver quando a Mariana explica pro João que "pelo tanto de tampinhas que tem nessa pilha aqui, acho que tem umas cinco ou seis pilhas iguais dentro da caixa". Aí eu vejo que ela tá pensando em como multiplicar visualmente a quantidade. Ou quando o Rafael comenta com a Beatriz que "se a gente contar de 10 em 10 é mais rápido", eu percebo que ele sacou a ideia do agrupamento pra facilitar a contagem.

Outro exemplo foi um dia enquanto a Luana tava ajudando o Lucas: ela usou aqueles ábacos pra mostrar que quando ele coloca mais uma bolinha no pino das dezenas, o número muda completamente. E aí ela falou "olha, Lucas, se você coloca uma bolinha aqui no 20, vira 30, tá vendo?". Nesse momento é tipo "ahá, ela entendeu!". Esses pequenos papos entre eles são ouro pra perceber como estão absorvendo o conteúdo.

Agora, falando dos erros mais comuns. Ah, esses acontecem bastante! Um erro clássico tem a ver com o valor posicional. Tipo o Vinícius sempre troca as bolas e conta as unidades como se fossem dezenas. Então ele vê "123" e fala "um dois três", mas esquece que aquele "2" vale bem mais que só dois, né? Ou então tem a Maria que às vezes no afã de contar rápido acaba pulando números ou contando um mesmo objeto duas vezes. Isso geralmente acontece porque eles ficam ansiosos ou estão tentando acompanhar a conversa dos colegas e acabam se perdendo.

Quando vejo um erro desses rolando na hora, eu geralmente paro um pouquinho com eles e volto no básico. Tipo assim, mostro com o ábaco ou com fichas como cada bolinha ou ficha tá numa posição que dá um valor diferente pro número. E aí faço perguntas tipo "e se esse dois estivesse aqui, quanto seria?". A ideia é levar eles ao raciocínio certo sem dar a resposta de bandeja.

Falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que precisa de um pouco mais de atenção por ter TEA... Com o Matheus, o desafio é manter ele focado sem tirar toda a liberdade dele. Eu percebo que ele aprende melhor quando tá em movimento, então faço atividades onde ele pode levantar pra buscar coisas, como fichas ou cartões num canto da sala. Isso ajuda ele a ficar mais engajado. Ah, e tarefas curtas são chave! Pedir pra ele fazer tudo de uma vez só é pedir pra ele perder o fio da meada. Combinamos de fazer mini-tarefas e pausas.

Com a Clara, é essencial garantir um ambiente tranquilo e previsível. Se eu mudar as coisas do nada ou falar muito rápido, ela se perde. Ela adora trabalhar com materiais visuais, então faço muitas atividades com cartazes coloridos e figuras grandes. Uma vez usei uma atividade com figuras de animais pra contar e ela ficou super envolvida porque adora bichos. O segredo mesmo foi ir no ritmo dela e usar os interesses dela como gancho.

O que não funcionou foi tentar usar coisas muito abstratas ou abrir demais as opções sem estrutura. Um dia tentei fazer um jogo livre onde cada um escolhia qual material usar pra resolver as contas, mas aí tanto Matheus quanto Clara ficaram meio perdidos sem uma orientação clara.

Bom, é isso aí! A prática do dia a dia na sala me dá essas pistas sobre como cada aluno aprende de um jeito único e sobre os desafios que eles enfrentam. Cada um tem suas particularidades e cabe a nós dar aquele ajustezinho na metodologia pra fazer tudo funcionar melhor pra todo mundo. E aí no final das contas, ver eles se ajudando e ensinando uns aos outros é gratificante demais! Até mais pessoal!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF02MA02 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.