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EF02MA20Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Estabelecer a equivalência de valores entre moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro para resolver situações cotidianas.

Grandezas e medidasSistema monetário brasileiro: reconhecimento de cédulas e moedas e equivalência de valores
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA20 da BNCC, na prática, quer dizer que a gente vai ensinar os meninos a entenderem o nosso dinheiro, fazerem troco, essas coisas do dia a dia. Nada de decorar valor de moeda ou cédula, mas sim saber que, por exemplo, duas moedas de R$ 0,50 valem o mesmo que uma moeda de R$ 1,00. A ideia é que eles consigam resolver probleminhas do cotidiano, como quando vão à padaria comprar pão e precisam conferir se o troco tá certo. Em geral, os meninos já chegam no segundo ano sabendo reconhecer algumas cédulas e moedas porque eles veem isso em casa, nas compras com os pais. Mas agora a gente aprofunda um pouco mais, conecta com situações reais que eles podem vivenciar.

A primeira atividade que eu curto fazer é o "mercadinho" na sala. A gente precisa só de uns produtos vazios que todo mundo pode levar de casa: caixa de cereal, garrafa pet de refrigerante, essas coisas. Também uso aquelas notas de brinquedo e moedas de plástico que dá pra comprar em qualquer loja de brinquedo. A turma já fica empolgada só de ouvir que vamos brincar de mercadinho. Divido a classe em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos. Um grupo começa como vendedores e os outros como compradores. Aí eles têm uns 30 minutos pra comprar e vender os produtos entre si. Na última vez que fizemos isso, o João se empolgou tanto que tava quase convencendo a Ana a comprar uma caixa de leite por “apenas” R$ 100! Aí foi uma oportunidade legal pra discutir sobre valor das coisas e quanto cada produto custa na vida real.

Outra atividade é o "troco certo". Esse precisa só das notinhas e moedinhas de brinquedo. Eu faço umas cartelas com situações tipo “você comprou um chocolate por R$ 3,50 e pagou com uma nota de R$ 5,00”. Os alunos têm que resolver quanto vão receber de troco usando as notinhas e moedinhas. Normalmente leva uns 20 minutinhos por situação. Organizo a turma em duplas pra que um possa ajudar o outro se tiver dúvida. Eles ficam bem animados porque parece uma competição pra ver quem acerta primeiro. Uma vez, a Maria e o Pedro estavam tão concentrados que nem viram o recreio passar! Eles só perceberam quando já não tinha mais ninguém na sala.

A última atividade é o "dia do banco". Aqui eu faço um pouco diferente: cada aluno recebe um valor fictício em notas e moedas e precisa planejar como vai gastar esse dinheiro durante a semana. No papel eles anotam quanto “gastaram” em cada dia e fazem um cálculo do saldo no final. Isso leva uns dois dias pra completar porque é mais detalhado. É interessante ver como cada um se organiza de um jeito. Teve a Carol que gastou tudo no primeiro "dia" comprando brinquedos imaginários e ficou sem "dinheiro" pro resto da semana! Foi uma boa oportunidade pra falar sobre poupança e planejamento.

No geral, essas atividades ajudam bastante porque deixam as crianças lidar com o dinheiro de forma prática e divertida. Elas gostam dessa ideia de brincar enquanto aprendem. E sempre rola umas situações engraçadas ou inusitadas que fazem todo mundo rir. Eu acho importante também conversar no final das atividades sobre o que aprenderam e como isso pode ser útil fora da escola. Assim eles conseguem ver sentido no que estão fazendo.

É isso aí! Espero que as ideias sejam úteis pra vocês aí também na sala de aula. Qualquer dúvida ou sugestão nova é só dar um toque! Abração!

Olha, perceber que os alunos aprenderam mesmo esse negócio das cédulas e moedas é uma coisa que dá pra sentir no dia a dia. Não é só na prova, sabe? Quando eu tô circulando pela sala, meio de canto de olho, você vê quem tá pegando a coisa. Aí assim, quando eles tão fazendo uma atividade em dupla ou grupo, eu pego aqueles momentos em que um explica pro outro. É ali que rola a mágica. Teve uma vez com o João e a Ana, por exemplo. A Ana tava com dificuldade em entender que 4 moedas de R$ 0,25 dão R$ 1,00. Aí o João explicou pra ela usando umas tampinhas que eu trouxe pra simular as moedas e dizia "olha, Ana, pensa que cada tampinha é como se fosse um pedaço do todo". Quando a Ana arregalou os olhos e disse "ah, agora entendi!", de um jeito natural, eu saquei que ela pegou a ideia.

Outra coisa que eu faço é prestar atenção naquelas conversas soltas entre eles. Tipo, quando dou um probleminha pra resolver, eu vejo como eles falam entre si. Se começa a surgir o papo de "acho que o troco tá errado porque ficou faltando", é sinal de que eles tão percebendo o valor das coisas e o como fazer essas continhas simples.

Mas é claro, nem tudo são flores. Há erros comuns que aparecem direto. Por exemplo, um erro frequente é confundir o valor das moedas menores com as maiores. O Pedro vive confundindo R$ 0,10 com R$ 1,00 porque ele acha que o tamanho da moeda importa mais do que o valor impresso. Isso acontece porque ele tá acostumado a associar tamanho com valor maior por conta dos brinquedos e coisas grandes em casa. Quando eu vejo isso acontecendo, faço um teatrinho com ele: pego duas moedas na mão e digo "a menor pode ser mais valiosa assim como uma pitada de sal pode fazer mais diferença do que um quilo de açúcar numa receita".

Agora sobre o Matheus e a Clara, tem desafios diferentes aí. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades bem dinâmicas porque ele perde o foco fácil. Então, com ele eu tento sempre quebrar as atividades em partes menores e dou tempo pra ele se movimentar entre uma etapa e outra. Tipo assim, se a atividade é resolver um probleminha com moedas, primeiro ele só separa as moedas certas do problema; depois vai lá na mesa dele e resolve a conta; depois volta pra mim e explica o que fez. Esse vai e vem dele funciona bem.

Já a Clara que tem TEA precisa mais de rotina e previsibilidade. Pra ela, eu uso cartões visuais que mostram os passos da atividade com desenhos simples. Se a atividade envolve fazer troco com R$ 2,00 em moedas, tem um cartãozinho mostrando cada moeda e o total do lado. Assim ela tem uma referência visual constante. O que não funciona muito são mudanças repentinas de tarefa ou pedir pra ela trabalhar em grupos grandes; ela se perde no meio da bagunça.

Enfim, todos esses detalhes no dia a dia me ajudam a entender quem tá aprendendo mesmo e quem precisa de um empurrãozinho extra. E olha, ser professor é isso mesmo: é estar sempre de olho nos meninos, ajustando aqui e ali pra garantir que todo mundo consiga seguir no ritmo deles.

Então é isso aí pessoal, espero que essas experiências ajudem vocês também nas suas salas de aula. Qualquer dúvida ou ideia nova que vocês tenham tido aí na prática, compartilhem aqui no fórum. Abraços!

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