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EF02MA17Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Estimar, medir e comparar capacidade e massa, utilizando estratégias pessoais e unidades de medida não padronizadas ou padronizadas (litro, mililitro, grama e quilograma).

Grandezas e medidasMedida de capacidade e de massa: unidades de medida não convencionais e convencionais (litro, mililitro, cm3, grama e quilograma)
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02MA17 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa arregaçar as mangas e colocar a galera pra mexer mesmo, sabe? Na prática, o lance é fazer os meninos entenderem o que é medir e comparar coisas do dia a dia usando tanto unidades que eles já conhecem, tipo "quantos copos de água esse balde segura?", quanto as mais formais, tipo litro, mililitro, grama e quilograma. Eles têm que conseguir olhar pra uma garrafa e ter uma noção de quantos litros cabem ali ou pesar algo na mão e chutar quantas gramas aquilo tem. Isso meio que conecta com o que eles já viram antes, quando no 1º ano a gente já fala de medir comprimentos com régua, etc. Agora, a brincadeira é com capacidade e massa.

Bom, uma das atividades que eu faço é o "Desafio dos Copos". O material é bem simples: copos plásticos de tamanhos diferentes, água e uma jarra. Divido a turma em grupos pequenos, tipo uns 4 alunos cada. Cada grupo ganha um copo grande e uns menores. Aí eu desafio: "Quantos copos pequenos enchem o grandão?". A atividade toda leva cerca de 40 minutos. Eles começam chutando um número, depois vão testando na prática. É legal ver como eles reagem! Da última vez, o Pedro ficou todo empolgado dizendo que eram 5 copos pequenos, mas aí a Maria, que é bem observadora, percebeu que escorriam algumas gotas na mesa e isso fazia diferença. Aí eles começaram a se organizar melhor pra não derrubar e fizeram várias tentativas até acertarem.

Outra atividade bacana é a "Feirinha da Massa". Aqui eu junto pacotes de arroz, feijão, farinha... tudo coisa básica. Um detalhe: alguns pacotes têm 1kg certinho e outros são menores. Organizo a sala em estações e eles passam por todas em rodízio. Cada parada tem uma balança de cozinha (daquelas mais simples) e eles têm que pesar os pacotes e registrar num papel. Isso dura uns 50 minutos pra turma toda passar por todas as estações. As reações são sempre engraçadas, especialmente quando percebem que o pacote pode ter um peso diferente do escrito por causa do ar ou da embalagem! A Sofia uma vez ficou intrigada porque um pacote de sal marcava 1kg na embalagem mas na balança deu uns gramazinhos a mais. Isso gerou uma boa discussão sobre precisão das balanças.

Por último, tem o "Litreiro Maluco". Essa aqui envolve garrafas PET de diversos tamanhos: 500ml, 1 litro, 1.5 litros... Eu distribuo as garrafas pela sala e deixo algumas unidades de medição (copinhos de diversos tamanhos). A proposta é eles descobrirem quantos ml cabem em cada garrafa usando os copinhos como medida padrão. Eu dou uns 30 minutos pra isso. Sempre surge uma curiosidade enorme, tipo "Nossa, professor, essa garrafinha tem muito mais do que eu imaginava!". Da última vez o Lucas fez um cálculo errado no começo e achou que uma garrafa de 1 litro tinha só 700ml usando um copinho quebrado. A geeeente riu junto quando ele percebeu o erro!

Bom, essas são algumas das coisas que eu faço pra trabalhar essa habilidade com os meninos. O importante é deixar eles experimentarem mesmo, mexerem com as coisas e cometerem erros também. Porque errar faz parte do aprendizado — cada vez que eles percebem um erro ou acertam uma medição depois de várias tentativas é um passo a mais na direção certa. Além disso tudo ainda desenvolve aquele trabalho em equipe maroto que vai ser útil em muitas outras matérias e na vida. Espero ter dado umas ideias aí pra quem tá começando ou quer renovar as atividades na sala. Qualquer coisa estamos por aqui pra trocar umas figurinhas!

Continuando aqui sobre como a gente percebe que os meninos estão pegando a habilidade EF02MA17, sem precisar daquela prova formal e chata. Cara, nada como observar o dia a dia deles na sala pra sacar quando eles entenderam.

Aí, olha só como eu faço: primeiro, quando circulo pela sala e vejo a galera discutindo entre eles. Teve uma vez que eu passei perto da mesa do Pedro e da Ana e eles estavam na maior discussão (do bem) sobre quantos copos de água eles usariam pra encher uma jarra. O Pedro tava lá, com o copo na mão, explicando pra Ana que achava que eram uns três copos, mas que tinha que ver o tamanho do copo. A Ana, toda esperta, virou e disse "Ah, mas se for aquele copo grandão lá da cantina, acho que precisa de dois só". Aí dá pra ver que eles tão entendendo como comparar as coisas no dia a dia.

Outra situação boa é quando um explica pro outro. A Gabriela uma vez tava ajudando o Lucas a entender o negócio do litro e mililitro. Pegou uma garrafinha de suco e falou "Olha, essa aqui tem 300 mililitros. Então três dessas dá quase um litro, entendeu?". E o Lucas lá, balançando a cabeça e repetindo "Ah, então preciso de mais umas duas dessas pra minha garrafinha de 1 litro ficar cheia". Na hora eu pensei: beleza, mais um que captou.

Agora, falando de erros comuns que eles cometem nesse conteúdo... Ah, isso acontece direto. Tem uma situação clássica com o João. Ele sempre confunde mililitro com litro, vira e mexe ele fala umas coisas tipo "No meu copo cabe um litro" quando era só 250 ml. Isso acontece porque ele vê a letra "l" nos dois e acha que é a mesma coisa. Quando pego isso na hora, eu paro tudo e falo "João, vem cá um minutinho", aí peço pra ele pegar a garrafinha dele e uma maior de 1 litro e pedir pra ele encher ela até não caber mais. Assim ele vê a diferença de tamanho na prática.

E tem também o pessoal que se atrapalha nas comparações. A Beatriz tá sempre tentando medir tudo com régua em centímetro quando devia usar a balança pros gramas. Isso rola porque às vezes eles querem usar tudo que já conhecem sem prestar atenção no tipo de medida certa. Quando noto isso acontecendo, dou um toque rapidinho: "Bia, olha essa balança aqui, vamos pesar em gramas?".

E não posso esquecer do Matheus com TDAH e da Clara com TEA. Com o Matheus, o negócio é manter ele sempre envolvido. O que funciona é dar tarefas curtas e bem específicas pra ele, tipo pegar materiais pra turma ou medir alguma coisa onde ele possa ver resultado rápido. E eu tento fazer as atividades práticas mais dinâmicas, sem muita espera. Ele adora usar copinhos de plástico pra medir água nas atividades ao ar livre — isso mantém ele focado porque envolve movimento.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante manter uma rotina clara com instruções visuais. Eu uso cartões de passo-a-passo pras atividades e ela se dá bem com isso. Teve uma vez que tentamos fazer um jogo em grupo sem esses cartões e ela ficou meio perdida, então aprendi rapidinho que precisava adaptar. Outra coisa legal foi introduzir materiais sensoriais nas atividades dela — tipo texturas diferentes nos recipientes de medida — ela curtiu muito.

Bom, gente, acho que dei uma geral bacana de como andam as coisas na sala com essa habilidade aí. Cada aluno é diferente e demanda um jeitinho próprio de lidar com os desafios. Se alguém tiver mais dicas ou sugestões pra compartilhar sobre como aplicar essas ideias ou outras experiências com habilidades semelhantes, manda aí!

Abraço pra todo mundo!

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