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EF02MA11Matemática · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever os elementos ausentes em sequências repetitivas e em sequências recursivas de números naturais, objetos ou figuras.

ÁlgebraIdentificação de regularidade de sequências e determinação de elementos ausentes na sequência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Galera, hoje quero compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF02MA11 da BNCC na minha turma de 2º ano. Essa habilidade é sobre os alunos identificarem elementos que faltam em sequências, seja de números, objetos ou figuras. Pra explicar pro colega novo, pensa assim: eles têm que olhar uma lista de coisas e perceber o padrão da sequência. Por exemplo, se for um padrão numérico tipo 2, 4, 6, _, 10, eles têm que perceber que tá aumentando de dois em dois e preencher o espaço vazio com o 8. Isso pede que eles já tenham uma base de reconhecer padrões simples e algumas noções básicas de contagem e sequência, que a gente trabalha no 1º ano.

A primeira atividade que faço com meus meninos é usando tampinhas de garrafa. Olha, esse material é super simples e todo mundo tem acesso. Peço pra turma trazer de casa e em uma semana já tenho um monte. Divido a galera em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos, assim eles conseguem colaborar e discutir juntos. Aí, eu mesma coloco uma sequência na mesa deles com algumas tampinhas faltando. Tipo assim: verde, azul, verde, azul, _, azul. Eles têm que completar a sequência. Normalmente leva uns 15 a 20 minutos pra maioria pegar o jeito nessa atividade. Tem sempre uns que pegam rapidinho, tipo o João e a Ana, mas outros como o Lucas precisam de mais tempo. Uma vez o Lucas mandou muito bem depois de pegar a ideia: ele começou a explicar pros colegas o padrão que ele encontrou!

Outra atividade que rola muito bem é com desenhos no papel. Eu dou uma folha pra cada aluno com sequências desenhadas: triângulos, círculos e quadrados em padrões diferentes. Eles têm que completar os desenhos que tão faltando. É mais individual essa atividade, mas depois monto as duplas pra eles compararem as respostas entre si. Essa leva uns 30 minutos porque precisa mais atenção. Na última vez que fizemos isso, a Maria ficou encantada quando conseguiu completar uma sequência complexa sozinha e saiu mostrando com orgulho pras amigas.

E tem também uma dinâmica que faço no pátio da escola quando quero algo mais ativo! Uso giz pra desenhar no chão uma trilha com números ou figuras que formam padrões e deixo espaços vazios pra eles completarem, pulando em cada resposta certa. Organizo em duplas ou trios pra não ficar tumultuado e levo cerca de 40 minutos contando tudo: explicação, execução e comentários finais. Outro dia o Pedro deu um show nessa atividade! Ele não só completou tudo certinho como ainda ajudou o parceiro dele a entender onde tava errando.

O legal dessas atividades é que elas são bem práticas e não precisam de muitos materiais caros ou difíceis de encontrar. E a turma gosta porque fica diferente da rotina do caderno e quadro negro. A reação dos alunos costuma ser animada porque é quase um jogo pra eles. E se alguém erra? Tranquilo! A gente para tudo e conversa sobre por que deu errado e como encontrar o padrão certo.

No fundo, essa habilidade ajuda os meninos não só em matemática, mas também em outras áreas como raciocínio lógico e resolução de problemas do dia a dia. E faz parte daquelas coisas que eles vão levar pra vida toda sem nem perceber! Quando vejo alguém me falando "ah professor, peguei o jeito aqui!", sei que tô no caminho certo pra ajudar esses pequenos a pensarem diferente.

Bom pessoal, essas são as atividades que costumo fazer na minha sala pra desenvolver essa habilidade da BNCC. Espero que ajude quem tá planejando as próximas aulas ou queira tentar algo novo! Se alguém tiver outras ideias ou sugestões pra trabalhar essa habilidade, comenta aí! Abraço!

Agora, pensando em como eu percebo que os meninos realmente entenderam a habilidade EF02MA11, é bem mais na prática do dia a dia do que num teste formal. Tipo, quando eu tô circulando pela sala durante as atividades, já dá pra notar muita coisa. Às vezes eu vejo aquele olhar de "eureka" quando eles finalmente pegam o padrão. É um brilho nos olhos, sabe? Teve um dia que o João tava lá lutando pra completar uma sequência de figuras geométricas e de repente ele solta: "É igual ao jogo da memória, né, professor?" Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!" Ele associou duas coisas diferentes e fez a conexão com o padrão.

Outra coisa que me ajuda são as conversas entre eles. Quando ouço a Ana explicando pra Maria como seguir a sequência dos números ímpares e ela usa o exemplo de subir degraus de dois em dois, é sinal claro de que ela sacou a ideia. E o mais legal é ver quando um aluno consegue ensinar pro outro. É ali que você vê que o conhecimento tá sendo construído de forma sólida.

Claro que eles também erram bastante no caminho. Um erro muito comum é quando começam a sequência direitinho, mas lá pelo meio se perdem no padrão. O Pedro, por exemplo, tava fazendo uma sequência de números pares e em vez de 2, 4, 6, 8... ele mandou um 9. Aí já dá pra perceber que ele não tava tão atento assim ao padrão do começo ao fim. Acho que esses erros acontecem porque às vezes eles aceleram demais, ficam ansiosos pra terminar logo ou não revisam o que fizeram. Quando vejo isso na hora, paro e pergunto: "Confere aqui esse número, tá seguindo o mesmo ritmo?" Eles geralmente olham de novo e percebem onde escorregaram.

Agora falando do Matheus e da Clara... Olha, adaptar as atividades pra eles tem sido um aprendizado constante pra mim também. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento e menos distrações visuais. Então, eu sempre deixo ele sentado mais na frente, longe das janelas ou coisas que possam tirar a atenção dele. E pro Matheus é essencial ter atividades mais curtas e diretas com intervalos frequentes. Tipo assim: a gente faz uma parte da sequência, dá uma levantada rápida pra esticar as pernas e volta pro próximo passo.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais previsível. Pra ela, eu uso muito mais material visual e tátil. Coisinhas tipo cartões coloridos ou figuras destacáveis que ela pode manipular ajudam bastante. Além disso, tento sempre explicar verbalmente o que vamos fazer antes de começar qualquer atividade, porque ela se sente mais segura sabendo o que vem pela frente.

Outra coisa que faço é tentar dar retornos imediatos pros dois. No caso do Matheus, é tipo um rápido "isso mesmo!" quando ele acerta algo logo de cara. Com a Clara, às vezes uso um cartaz com carinhas felizes pra ela escolher como tá se sentindo em relação ao exercício.

Mas olha, nem tudo funciona logo de início. Teve uma vez que pensei em usar música de fundo pra ajudar na concentração do Matheus e foi um desastre: ele começou a dançar na cadeira e perdeu completamente o foco. Aprendi rápido que silêncio ou som ambiente controlado funciona melhor pra ele.

Com a Clara já testei uns aplicativos educativos também, mas ela não se interessou tanto quanto achei que iria. Então voltei pras atividades manuais que parecem dar mais resultado.

Bom pessoal, era isso que eu queria compartilhar com vocês hoje! Espero ter ajudado um pouquinho aí com as minhas experiências de sala de aula. Se alguém tiver alguma dica pra dividir também ou quiser bater um papo sobre práticas diferentes, tô por aqui! Abraços!

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