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EM13MAT403Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar e estabelecer relações, com ou sem apoio de tecnologias digitais, entre as representações de funções exponencial e logarítmica expressas em tabelas e em plano cartesiano, para identificar as características fundamentais (domínio, imagem, crescimento) de cada função.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13MAT403 da BNCC, estamos falando da capacidade dos alunos de relacionar funções exponenciais e logarítmicas de diferentes formas. Na prática, isso quer dizer que os alunos precisam ser capazes de olhar para uma tabela de valores ou um gráfico e identificar o que tá rolando ali. Eles têm que entender como cada tipo de função cresce ou decresce, qual é a sua dominância, a imagem dela, essas coisas. Por exemplo, uma função exponencial cresce rapidinho depois de um certo ponto, enquanto a logarítmica é mais tranquila, vai subindo devagar. E isso tem tudo a ver com o que eles já estudaram antes sobre funções lineares e quadráticas. É tipo uma evolução do conhecimento deles. Nas séries anteriores, os meninos já vinham trabalhando com gráficos e tabelas, então essa habilidade é mais um passo na construção desse entendimento.

Pra dar conta dessa habilidade na minha turma do 3º ano do Ensino Médio, desenvolvo algumas atividades práticas que ajudam os alunos a visualizarem esses conceitos. A primeira atividade que eu gosto de fazer é uma comparação entre as funções exponenciais e logarítmicas usando gráficos em papel quadriculado e tabelas simples de valores. Eu peço pra galera trazer calculadora ou celular mesmo pra facilitar os cálculos. Divido a turma em duplas ou trios, o que também ajuda os alunos mais tímidos a se soltarem com a ajuda dos colegas. Essa atividade leva uma aula inteira, cerca de 50 minutos. A ideia é que eles calculem alguns pontos pra cada tipo de função e desenhem o gráfico. Na última vez que fiz isso, o Lucas e a Mariana estavam discutindo se uma curva era mais inclinada que a outra porque tinham plotado errado um ponto. Foi legal ver eles resolvendo esse erro juntos e entendendo melhor o comportamento das funções.

Outra atividade que faço é usar softwares de matemática, tipo o GeoGebra, no laboratório de informática da escola. Nesse caso, dá pra ver as transformações das funções em tempo real ao alterar os parâmetros. Isso desperta muito o interesse da galera porque é bem visual e interativo. Eles gostam de brincar com os parâmetros pra ver como o gráfico muda. Aqui, eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos pra garantir que todos vão conseguir mexer no computador e discutir as mudanças que veem na tela. Essa atividade toma cerca de duas aulas porque sempre preciso explicar um pouco sobre o uso do software antes deles começarem a mexer. Na última vez, o Pedro quase ficou enlouquecido quando viu como uma pequena alteração no parâmetro da base da função exponencial mudava completamente o gráfico.

Por fim, gosto de propor um desafio prático: criar uma situação do mundo real onde as funções exponenciais e logarítmicas aparecem naturalmente. Eu dou um exemplo simples sobre crescimento populacional (que é uma função exponencial) e nível sonoro (que pode ser medido por escala logarítmica). Depois, deixo eles criarem suas próprias situações em grupos e apresentarem pros colegas. Isso costuma levar umas duas aulas também porque eles têm tempo pra discutir, escrever e depois apresentar. É aí que a criatividade deles brilha! Uma vez, o João e a Letícia bolaram uma situação onde uma bactéria crescia exponencialmente num experimento deles (tipo numa "petri dish") e eles compararam isso com a quantidade de música (em decibéis) que escutam nas festas. Foi muito legal ver como eles aplicaram os conceitos de forma criativa!

Essas atividades são bem simples em termos materiais: papel quadriculado, computadores no laboratório (quando possível) e muita conversa entre eles mesmo. O mais importante é que eles consigam visualizar e discutir entre si as características dessas funções. E olha, sabe o que eu percebo? Quando os alunos conseguem realmente enxergar essas relações nas atividades práticas, eles ficam muito mais confiantes em resolver questões teóricas depois.

Enfim, desenvolver essa habilidade vai muito além do cálculo puro: é sobre fazer sentido do que aqueles números estão contando pra gente na prática. E quando os meninos conseguem ligar essas representações gráficas com situações do dia a dia ou perceber onde elas aparecem no mundo real, aí sim eu vejo que o aprendizado tá acontecendo de verdade!

E é isso por hoje! Se alguém tiver ideias novas ou experiências diferentes com essa habilidade, manda aí! Vai ser bom trocar figurinhas! Até mais!

E aí, galera, continuando sobre a habilidade EM13MAT403. Depois de fazer as atividades que mostrei, o jeito que eu percebo que os meninos aprenderam é mais no dia a dia mesmo, sem precisar de prova formal. Olha, quando tô circulando pela sala, gosto de ouvir as conversas deles. Às vezes me aproximo de fininho e escuto um aluno explicando pro outro. Teve uma vez que o João, depois de uma atividade sobre funções exponenciais, tava ali em pé do lado do Marcos e explicou o conceito de crescimento exponencial usando um exemplo de dinheiro que dobra todo mês. Fiquei só observando e pensei "ah, esse entendeu". Ele não só entendeu, como conseguiu passar pra frente com suas palavras.

Outra situação foi com a Ana. Ela tava discutindo com a Camila sobre um gráfico logarítmico que fizemos. Aí a Ana falou algo tipo "aqui ó, tá vendo como ele vai subindo devagarzinho? É porque é logarítmico. Se fosse exponencial já tava lá em cima". Esse tipo de conversa me mostra que elas não só decoraram a matéria, mas realmente tão processando as informações. Aí, nessas horas eu vejo que o aprendizado tá rolando.

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, uma das dificuldades que os alunos têm é confundir as propriedades das funções logarítmicas e exponenciais. Tipo o Pedro, ele caiu na armadilha de achar que toda função que cresce é exponencial. Uma vez ele tava analisando um gráfico e disse "essa aqui é exponencial" só porque tava subindo. Aí eu parei e falei "peraí Pedro, vamos ver de perto, qual é a relação entre os valores?", e mostrei que era uma função linear. Esse erro acontece muito porque as funções exponenciais têm uma curva acentuada depois de um tempo, mas nem toda curva crescente é exponencial.

Outro erro clássico é na hora de manipular as equações logarítmicas. A Mariana uma vez tava tentando resolver um problema e trocou as regras de logaritmos com multiplicação. Tipo assim, ela fez log(a * b) = log(a) + log(b) ao invés de usar a propriedade correta do produto. Isso porque essas propriedades são meio contraintuitivas no começo. Quando isso acontece, eu gosto de voltar ao básico com eles e usar exemplos concretos: “Pensa no logaritmo como um jeito de contar potências, então quando você multiplica dentro do logaritmo não pode simplesmente sair somando fora".

E agora falando sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA. Bom, pro Matheus o desafio maior é manter ele engajado na atividade por mais tempo sem se distrair com tudo ao redor. Eu percebi que ele se dá melhor com atividades mais curtas e diretas ao ponto. Então eu procuro dividir a tarefa em partes menores e dar feedbacks rápidos. Tipo assim: faço ele resolver um exercício por vez e logo após vejo se ele entendeu antes de passar pro próximo.

Já com a Clara, ela precisa de um ambiente mais previsível e estruturado onde tudo esteja bem detalhado desde o começo. Eu sempre começo as aulas mostrando o roteiro do que vai acontecer naquele dia pra ela não se perder no meio da aula. E sempre permito que ela use materiais visuais como gráficos coloridos ou esquemas para entender melhor os conceitos matemáticos. Ah! E dou mais tempo pra ela concluir as atividades se precisar.

Teve uma atividade que não funcionou bem pro Matheus porque exigia muita leitura antes de começar a responder os problemas — ele logo perdeu o interesse. Já pra Clara, às vezes um material muito visual pode ter informação demais e isso deixa ela ansiosa, então preciso sempre ficar atento ao equilíbrio.

Bom pessoal, é isso aí por hoje! Espero que essas histórias do dia a dia ajudem você também na sua sala de aula. Se tiverem dicas também ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Abraços a todos!

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