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EM13MAT202Matemática e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Planejar e executar pesquisa amostral sobre questões relevantes, usando dados coletados diretamente ou em diferentes fontes, e comunicar os resultados por meio de relatório contendo gráficos e interpretação das medidas de tendência central e das medidas de dispersão (amplitude e desvio padrão), utilizando ou não recursos tecnológicos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13MAT202 na prática tem tudo a ver com despertar nos meninos aquele olhar mais investigativo, sabe? É sobre eles aprenderem a fazer pesquisa, mas de um jeito que eles vão ver sentido, que eles vão usar no dia a dia. Então, quando a BNCC fala disso, tá pedindo pra gurizada aprender a planejar e executar uma pesquisa amostral. Eles precisam saber como coletar dados - pode ser perguntando pros colegas, pros vizinhos ou buscando em sites confiáveis. Depois, eles têm que organizar esses dados em gráficos bacanas e entender as medidas de tendência central, tipo média, moda e mediana. Sem esquecer das medidas de dispersão como amplitude e desvio padrão. Tudo isso pra comunicar os resultados direitinho.

Pros meninos do 2º ano do Ensino Médio, isso não é novidade total porque no 1º ano já começaram a ver estatística, mas agora é hora de aprofundar. O que eu sempre digo é que essa habilidade ajuda eles não só na matemática, mas também em outras disciplinas e na vida, né? Eles vão precisar saber analisar dados em várias situações, tipo ao escolher uma profissão ou entender pesquisas que aparecem na TV.

Aí vou contar umas atividades que faço com a galera lá na sala. A primeira é uma pesquisa sobre hábitos alimentares da turma. Material básico: papel, caneta e o celular pra quem quiser fazer digital. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. Na primeira aula, discutimos o que eles querem descobrir - tipo assim, quantas vezes por semana a galera come fast food, ou se preferem frutas ou doces como lanche. Eles têm duas aulas pra planejar as perguntas e coletar os dados entre si e com gente de fora da escola também.

Depois, com os dados na mão, vem a parte dos gráficos. Pode ser em papel milimetrado ou usando o Excel (pra quem já manja um pouquinho mais). Isso leva mais duas aulas. Lembro do João e do Pedro, que na última vez se empolgaram tanto no Excel que fizeram um gráfico de pizza animado! No final, uma aula pra discutir os resultados e as conclusões da pesquisa. O legal foi ver a Maria argumentando que as pessoas comem mais fruta do que imaginava porque os dados mostraram isso claramente.

Outra atividade que rola bastante é a famosa "pesquisa de opinião sobre música". Mudo um pouco o foco dependendo do que tá bombando no momento. Material? Só um bloco de notas no celular ou papel mesmo. Eles saem pela escola perguntando pra galera qual gênero musical mais curtem. Essa atividade é rápida: dá pra fazer em duas aulas tranquilas.

O desafio maior aqui é quando chega a hora de calcular as medidas de tendência central e desvio padrão. Usei uma situação real: o Lucas estava meio perdido com os cálculos e aí expliquei do jeito mais simples possível. Disse: "Imagina que estamos falando da média dos votos no funk. Se um monte de gente gosta muito mas você não soma direito tudo, essa média não vai fazer sentido." A sacada foi mostrar como esses números ajudam a entender o perfil da turma.

Uma terceira atividade bacana é sobre esportes preferidos. Aqui o material é o mesmo: papel e caneta ou celular/computador pra quem tiver acesso. Divido a galera em duplas pra facilitar as discussões e eles têm três aulas pra fazer tudo: planejar, coletar e interpretar os dados.

Lembro bem da última vez em que fiz essa atividade: o Bruno ficou surpreso ao descobrir que tinha menos gente do que ele pensava curtindo futebol americano! Aí ele aprendeu a importância de não confiar só nas suposições.

Os meninos geralmente reagem bem às atividades porque veem sentido no que tão fazendo. Às vezes alguém solta um "professor, é igual ao que vi na série tal", mostrando como eles começam a ligar os pontos com o mundo fora da escola.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é dar asas pros meninos entenderem melhor o mundo através dos números. E isso eu acho show de bola porque prepara eles pro futuro de forma prática e divertida!

Bom, acho que consegui dar uma ideia de como a gente faz aí na sala com essa habilidade da BNCC. Se alguém aí tiver outras ideias ou práticas diferentes, bora compartilhar!

Então, gente, como é que eu percebo que a galera pegou a ideia do conteúdo sem precisar fazer uma prova formal? Olha, é bem no dia a dia mesmo, sabe? A gente tá ali na sala, eu dou uma atividade, circulo entre as mesas e presto atenção em como eles estão discutindo entre si. Vou te contar, quando dois ou três começam a debater sobre qual gráfico usar pros dados que eles coletaram, já me dá aquele insight de que eles tão sacando a coisa toda. Outro dia, por exemplo, o João tava explicando pra Maria como calcular a mediana dos dados que eles tinham coletado sobre umidade do ar aqui em Goiânia. Ele disse algo tipo "só organiza os números em ordem crescente e vê quem tá bem no meio". Aí pensei: "ah, esse entendeu direitinho!"

Agora, deixa eu te falar sobre os erros mais comuns. Ah, e os erros são parte do aprendizado, né? Por exemplo, tem o Gabriel, que sempre confunde média com mediana. Aí ele vem com todo cuidado mostrando os cálculos e no fim usa tudo pra tirar uma média aritmética que não faz sentido pro contexto. E por que isso acontece? Acho que é porque eles tão acostumados a usar só a média em outros contextos e esquecem das outras medidas. Nesses casos, eu chego junto dele e sugiro fazer um passo a passo ali na hora. Mostro como reorganizar os dados e aí ele mesmo vê onde errou.

E tem a Ana que às vezes enche o gráfico de informações demais. Tipo assim, ela quer colocar tudo num gráfico só e acaba ficando confuso. Aí explico pra ela a importância de simplificar o visual, de mostrar só o essencial pro pessoal entender. Digo algo como "Ana, bora pensar que menos é mais quando se trata de gráfico", e ela dá aquela risadinha e tenta de novo.

Agora vou falar do Matheus e da Clara na turma. O Matheus tem TDAH e ele é um menino super esperto, mas facilmente distraído. Pra ele, tento sempre dividir as atividades em partes menores. Tipo, ao invés de uma grande pesquisa que vai levar semanas, faço mini metas com ele pra cada dia ou aula. E eu uso muito recurso visual pra ajudar na compreensão — cartazes coloridos com passos simplificados funcionam bem. Já tentei aquilo de deixar o Matheus escolher as ferramentas tecnológicas que vai usar, tipo apps de organização e cálculos online, mas nem sempre funciona porque às vezes as opções distraem mais do que ajudam.

A Clara tem TEA e precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Então crio um cronograma bem visual pra ela seguir durante o projeto inteiro. Também dou instruções claras e diretas; uso muito material com imagens e menos texto corrido. Uma vez, testei deixar ela trabalhar sozinha durante um tempo maior achando que ia ser bom pra concentração dela, mas percebi que ela ficava mais segura quando podia dividir as descobertas dela com alguém no final de cada etapa.

No geral, adaptar as atividades pros dois é questão de tentativa e erro até achar o que se encaixa melhor pra eles. E tem sido legal ver como tanto o Matheus quanto a Clara vão evoluindo ao longo do tempo.

Bom, pessoal, acho que era isso que eu queria compartilhar por hoje sobre essa habilidade e como a gente faz pra perceber o aprendizado sem aquela pressão da prova convencional. É um desafio constante adaptar as coisas pro melhor entendimento deles, mas também é gratificante ver cada pequeno avanço.

Fico por aqui por agora! Até a próxima troca de experiência!

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