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EM13MAT306Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas em contextos que envolvem fenômenos periódicos reais (ondas sonoras, fases da lua, movimentos cíclicos, entre outros) e comparar suas representações com as funções seno e cosseno, no plano cartesiano, com ou sem apoio de aplicativos de álgebra e geometria.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, galera, hoje vou contar como trabalho essa habilidade da BNCC com os meninos do 2º ano do Ensino Médio aqui na nossa escola. A habilidade EM13MAT306 fala sobre resolver e elaborar problemas que envolvem fenômenos periódicos usando funções seno e cosseno. Parece complicado, mas na prática, é bem interessante!

Olha só, a ideia é que os alunos consigam olhar pra coisas do dia a dia que acontecem de forma cíclica ou periódica, tipo as ondas do mar, as fases da lua, até o som que eles ouvem no fone de ouvido. Eles precisam entender como essas coisas podem ser representadas matematicamente através das funções seno e cosseno. O objetivo é que eles façam essa ligação entre o fenômeno e a matemática por trás dele.

E aí, como é que isso se conecta com o que eles já sabem? Bom, no 1º ano eles já tiveram uma introdução às funções trigonométricas e seus gráficos. Eles sabem o básico sobre o círculo trigonométrico, amplitude, período... Então, agora, a gente expande isso pra aplicar nos fenômenos reais. É tipo assim: "Ah, vocês já sabem o que é uma onda senoidal no papel, agora vamos ver como isso tá presente na vida real".

Pra fazer isso acontecer de um jeito bacana e não deixar a galera perdida, costumo fazer umas atividades práticas. Vou contar três delas que funcionam bem.

A primeira atividade é sobre as ondas sonoras. Eu levo pra sala um aplicativo simples no celular ou computador que simula formas de ondas sonoras. Uso o Audacity ou algum similar. A turma fica em duplas pra poder discutir entre eles o que estão vendo. A gente começa com uma onda senoidal básica e depois vai mudando a frequência e amplitude pra ver como altera o som. Dura uns 40 minutos. Da última vez, o Pedro ficou impressionado quando percebeu que a música favorita dele tem tudo a ver com essas ondas que ele tava vendo ali no app. Isso ajuda muito porque eles acabam relacionando algo matemático com algo que eles realmente curtem.

Outra atividade é observar as fases da lua e relacionar com funções trigonométricas. Peço pra todo mundo trazer uma folha de cartolina e canetas coloridas. Aí a gente desenha numa tabela as fases da lua ao longo do mês e monta um gráfico com isso. A turma normalmente fica em grupos de quatro pra estimular a troca de ideias. Com isso, eles veem o ciclo completo da lua e como a repetição desse ciclo se parece com uma função senoidal. Leva umas duas aulas de 50 minutos cada pra dar tempo de fazer tudo com calma. Na última vez, a Ana ficou toda empolgada porque o grupo dela conseguiu fazer uns desenhos bem legais e entender direitinho como aquilo se traduzia num gráfico.

A terceira atividade envolve movimentos cíclicos, tipo os ponteiros de um relógio. Aqui eu trago relógios analógicos velhos (sabe aqueles que já não funcionam mais?) e dou pra turma desmontar e observar o movimento dos ponteiros. Eles fazem em duplas ou trios, depende do número de relógios disponíveis. A ideia é perceber como os ponteiros se movem de forma periódica e como isso tem tudo a ver com funções trigonométricas! Normalmente faço isso numa aula só de 50 minutos. Não dá pra esquecer da última vez o João empolgado dizendo "Professor, parece que agora eu entendi por que o ângulo muda daquele jeito!", enquanto girava o ponteiro do relógio na mão.

Nessas atividades todas, procuro sempre deixar espaço pros alunos perguntarem, discutirem entre si, fazerem conexões com outras coisas fora da aula de matemática. E é muito bom ver os olhinhos brilhando quando eles fazem essas conexões! Tipo aquele momento "Ahá!" quando percebem que aquilo faz todo sentido na vida deles.

Enfim, é assim que vou tentando desmistificar esse lance das funções trigonométricas conectando com fenômenos periódicos reais. Eu sempre digo pros meus alunos: "A matemática tá por toda parte", e essas atividades são uma prova viva disso! Bom demais ver quando percebem isso também.

Espero que essas ideias ajudem vocês aí também! Se alguém tiver outras sugestões de atividades ou formas diferentes de trabalhar essa habilidade, compartilha aqui no fórum! Vamos trocar figurinhas! Abraço!

Bom, continuando aqui, gente. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é andar pela sala enquanto os meninos estão fazendo as atividades. É ali que eu percebo se eles realmente entenderam o que tão fazendo, sabe? Não é só na prova que a gente vê isso, não. Às vezes, é naquele momento em que o João tá explicando pro Pedro como ele resolveu a equação e o Pedro faz aquela cara de quem entendeu. Aí você saca que o João tá sabendo mesmo do que tá falando.

Teve uma vez que eu tava circulando pela sala e ouvi a Maria conversando com a Ana sobre como as ondas do mar podem ser representadas por uma função seno. Aí a Ana perguntou: "Mas por que não cosseno?" E a Maria explicou que elas começam de lugares diferentes na função, sabe? Como se a onda do mar começasse do zero e fosse subindo, igual o gráfico do seno. Quando eu vejo essas trocas, percebo que eles realmente internalizaram a ideia.

Outra situação foi com o Lucas, um dia ele tava lá na frente do quadro explicando pra turma como ele pensou pra resolver um problema sobre as fases da lua. O jeito como ele organizou as ideias e conseguiu explicar passo a passo me deu certeza de que ele tinha pego o espírito da coisa. Não é só sobre fazer conta certa, mas sobre ter clareza no raciocínio e saber comunicar isso pros outros.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, um erro que acontece bastante é a galera confundir qual função usar em cada situação. Tipo assim, o Felipe sempre misturava qual função era mais adequada pra representar determinado fenômeno. Teve um dia que ele tava usando a função cosseno pra explicar a variação das horas de luz ao longo do ano e ficou meio confuso. Aí eu preciso voltar e esclarecer essas diferenças de aplicação prática. Às vezes uso exemplos visuais, tipo gráficos ou até aplicativos no celular pra ajudar a fixar.

Outro erro é no cálculo das amplitudes e períodos das funções. A Sofia vivia errando essas contas porque esquecia de ajustar as unidades ou misturava radianos com graus. Então eu comecei a fazer uns jogos de cartas com eles onde cada carta tinha uma parte do problema e eles tinham que montar o quebra-cabeça certo. Isso ajudou bastante porque virou uma atividade mais prática e menos teórica.

Agora, quanto ao Matheus, que tem TDAH, minha abordagem é bem diferente. Eu tento fazer atividades mais curtas e dinâmicas pra manter ele interessado. Em vez de dar um exercício longo, divido em partes menores com objetivos claros. E durante as explicações, eu procuro sempre olhar pra ele e fazer algumas perguntas diretas pra manter ele engajado. Outra coisa que tem dado certo é usar cores em todas as etapas: canetas coloridas, post-its pra marcação... isso ajuda ele a se organizar melhor.

Já com a Clara, que tem TEA, o ritmo precisa ser mais previsível e constante. Eu criei um conjunto de cartões visuais com passinhos pra cada tipo de problema que trabalhamos na habilidade EM13MAT306. Assim ela consegue seguir o passo a passo de forma mais tranquila sem se perder no meio do caminho. A Clara também se dá bem quando uso materiais manipulativos, tipo aqueles ábacos ou blocos lógicos pra representar graficamente as funções antes de passar pro papel. Tive que adaptar algumas explicações também usando mais imagens e menos texto, porque ela responde melhor dessa forma.

O que não funcionou muito foi tentar usar vídeo-aulas online com ela. Achei que seria uma boa ideia por ser visual, mas ela não se adaptou bem à dinâmica dos vídeos. Então eu deixo os vídeos como material extra pra quem quiser revisar em casa.

Bom, galera, acho que é isso! Trabalhar essa habilidade exige paciência e criatividade da nossa parte, mas quando vejo os meninos pegando gosto pelo assunto e discutindo conceitos complexos como se fossem coisa simples, vale todo o esforço! Tô sempre buscando novas estratégias e acho super importante trocar essas ideias com vocês aqui no fórum.

Abraço!

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