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EM13MAT304Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Resolver e elaborar problemas com funções exponenciais nos quais seja necessário compreender e interpretar a variação das grandezas envolvidas, em contextos como o da Matemática Financeira, entre outros.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EM13MAT304 da BNCC com os meninos do 2º ano do Ensino Médio é um desafio, mas ao mesmo tempo, é bem gratificante quando a galera pega o jeito. Na prática, essa habilidade envolve os alunos entenderem e resolverem problemas que têm a ver com funções exponenciais. Isso aqui é aquele papo de crescimento rápido, tipo uma bola de neve, que na matemática financeira se traduz em juros compostos. Os meninos têm que entender como as coisas crescem e se transformam quando você aplica esse conceito. E não é só pensar em números crescendo; eles precisam sacar o que está acontecendo com as quantidades envolvidas, interpretar e tomar decisões baseadas nisso.

A maioria dos meninos já vem do 1º ano com uma noção básica de funções e gráficos, já viram coisas como funções lineares e quadráticas. Daí a gente aproveita essa base e sobe um degrau. No 2º ano, a coisa esquenta porque entra a função exponencial, que cresce de um jeito bem diferente das outras. Enquanto a linear cresce devagarzinho e a quadrática dá aquela curvada, a exponencial parece que sai do chão e dispara. Então o que eu faço é pegar exemplos do dia a dia pra tornar isso palpável pros alunos.

A primeira atividade que eu sempre faço é brincar com o conceito de juros compostos, mas não de um jeito chato. Eu peço pra eles pensarem em algo simples como uma poupança ou até mesmo um empréstimo. Aí trago exemplos reais: mostro uma tabelinha no quadro com uma quantia inicial e vamos aplicando os juros mês a mês. Aí os meninos conseguem ver o dinheiro crescer na frente deles. Eu uso giz e quadro mesmo, coisa simples. Essa atividade é mais individual no começo pra galera se concentrar, leva uns 30 minutos. Mas depois eu abro pra discussão em dupla pra eles trocarem ideias sobre o que observaram. E olha, é engraçado porque sempre tem um Pedro ou uma Mariana que solta um "nossa, olha como o negócio cresce rápido!" quando vêem os números subindo.

Outra atividade que faço é um jogo em grupo chamado "Crescimento Populacional". Divido a sala em grupos de quatro ou cinco alunos e dou pra cada grupo fichas com dados fictícios de uma população de cidadezinha crescendo ao longo dos anos com certa taxa de crescimento exponencial. O material é simples: só fichas de papel mesmo. A galera tem que calcular o crescimento da população ano a ano por uns 10 anos e depois apresentar pro resto da turma como esse crescimento afetaria recursos daquela cidade fictícia — tipo água, energia, espaço nas escolas. Essa atividade leva uma aula inteira, uns 50 minutos, porque eles fazem os cálculos e depois discutem entre si antes de apresentar. O interessante é ver como eles começam a perceber as implicações práticas da matemática nos problemas reais. Da última vez teve o João que comentou como seria difícil planejar a infraestrutura se não tivessem esses cálculos.

A terceira atividade é mais desafiadora: introduzir modelos exponenciais em contextos não financeiros, como decaimento radioativo ou crescimento bacteriano. Para isso eu uso vídeos curtos e simuladores online que mostram essas situações acontecendo em tempo real. A turma fica meio hipnotizada vendo no telão como as bactérias se multiplicam exponencialmente. Depois disso, peço para resolverem alguns problemas hipotéticos usando o simulador: coisas como "quanto tempo vai levar até ter X bactérias?". Eles fazem isso em duplas e eu dou uns 40 minutos pra essa parte da aula. O simulador ajuda muito porque os meninos podem ver os números mudando conforme ajustam variáveis, então sai da abstração pura e entra no visual concreto. Na última vez tinha uma Ana super intrigada tentando entender por que pequenas mudanças nas variáveis causavam efeitos tão grandes no resultado final.

Enfim, cada uma dessas atividades tem seu próprio jeitinho de engajar os alunos e mostrar a eles como a matemática tá ali na vida real, mesmo quando a gente não tá prestando atenção. E quando você vê aquele brilho nos olhos deles ao perceberem "ué, faz sentido!", aí você sente que tá no caminho certo. É isso aí! Valeu gente!

lhendo por trás das contas.

Agora, como eu percebo que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal? Cara, é uma questão de estar sempre atento ao que rola na sala de aula. Um dos momentos que mais curto é quando estou circulando pela sala e vejo os alunos discutindo entre eles. Quando escuto alguém dizendo "ah, mas se isso aqui cresce assim, então o próximo valor vai ser maior ainda!", aí já me acende uma luzinha de que eles estão começando a entender o que é uma função exponencial.

Teve uma vez, por exemplo, que eu estava andando pela sala e passei perto do João e da Maria conversando. O João estava tentando explicar pra Maria como ele resolveu um problema de juros compostos. Ele falou algo do tipo "olha, você tem que pegar o valor inicial e depois vai multiplicando pelo fator de crescimento, tipo, várias vezes, até dar o tempo que eles pedem". Quando a Maria respondeu com um "nossa, é tipo crescer puxando pelas pontas", na hora eu pensei "ah, eles estão pegando o espírito da coisa".

Aí também tem aqueles momentos de Eureka individuais. Teve o Lucas, que tava todo perdido no começo do bimestre. Um dia ele levantou a mão com um sorrisão no rosto e disse "professor, se o número dobrar a cada mês, então em 3 meses ele vai estar 8 vezes maior, né?", e eu só confirmei com um sorriso de volta. Esses são os momentos que pagam a profissão, sabe?

Agora, sobre os erros mais comuns, olha... tem bastante. Uma coisa que vejo muito é os alunos confundirem função linear com exponencial. Tipo assim, eles acham que tudo cresce de modo constante e não percebem que na função exponencial o crescimento acelera. Teve a Júlia que num exercício de juros compostos aplicou uma fórmula de juros simples achando que ia dar tudo certo. E isso rola porque o cérebro já está acostumado com essa ideia de crescimento linear; é meio como pensar em degrau por degrau em vez de uma escada rolante.

Quando pego um erro desses na hora, costumo parar tudo e trabalhar com exemplos práticos ali mesmo no quadro ou usando objetos que tenho à mão. Uma vez usei uns cubos empilháveis pra mostrar pra turma como dobrar algo várias vezes leva a um crescimento bem mais rápido do que adicionar. A galera se diverte e aprende melhor vendo as coisas na prática.

Com relação ao Matheus e à Clara, cada um tem suas particularidades e preciso adaptar a abordagem pra atender eles da melhor forma possível. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas e que não exijam longos períodos de atenção contínua. Eu sempre tento quebrar as atividades em partes menores e incluir pausas pra ele se mexer um pouco. E também uso muito jogos matemáticos online; ele adora e acaba entendendo melhor a matéria.

Já a Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais estruturado e previsível. Com ela eu tento ser o mais claro possível nas instruções e uso materiais visuais pra ajudar na compreensão. Desenhos e esquemas são ótimos aliados aqui. A Clara se dá super bem com atividades onde ela pode seguir passos bem definidos. Uma coisa que não funcionou com ela foi mudar muito a rotina; então sempre dou aquela revisada nas atividades antes pra ver se tá tudo em ordem.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado a vocês com essas dicas e experiências! Tô sempre por aqui no fórum se precisarem trocar ideia ou quiserem saber mais sobre como lido com outras questões na sala de aula. Valeu!

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