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EM13MAT101Matemática e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar criticamente situações econômicas, sociais e fatos relativos às Ciências da Natureza que envolvam a variação de grandezas, pela análise dos gráficos das funções representadas e das taxas de variação, com ou sem apoio de tecnologias digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, essa habilidade EM13MAT101 da BNCC é um troço interessante e super importante. Na prática, o que a gente quer é que os meninos consigam olhar pra um gráfico e entendam o que ele tá dizendo sobre alguma situação do nosso dia a dia. Pode ser algo sobre economia, tipo a inflação, ou sobre uma questão ambiental, como a quantidade de água nos reservatórios ao longo do ano. É fazer com que eles vejam além das linhas e pontos, que consigam interpretar as variações, o que tá aumentando, diminuindo e o porquê disso tá acontecendo.

Quando a gente fala de variação de grandezas, estamos conversando sobre mudanças ao longo do tempo ou de outro parâmetro, né? Os alunos precisam saber enxergar essas mudanças nos gráficos como algo significativo. Eles têm que entender que se uma linha tá subindo, descendo ou se mantendo estável, isso diz algo fundamental sobre o fenômeno em questão. É tipo quando o preço do tomate sobe no mercado: não basta saber que subiu, mas também entender o quanto subiu e porquê.

No primeiro ano do ensino médio, a galera já teve algum contato com essas ideias lá no fundamental. Eles já viram um pouco de gráficos e funções básicas. Então, agora é mais aprofundar essa análise e deixar eles mais críticos em relação ao que tão vendo. A ideia é puxar mais pro lado prático mesmo, usando exemplos que eles veem na TV ou na internet todo dia.

Uma atividade que faço é bem legal: eu peço pra galera trazer notícias de jornal ou sites de economia que tenham gráficos. Pode ser num jornal impresso que os pais assinam ou mesmo na internet. A única regra é ter um gráfico lá. Eu divido a turma em grupos e cada grupo fica com uma notícia. Dou umas três aulas pra essa atividade. Eles têm que explicar pros colegas o gráfico, o que ele quer dizer e qual é a situação por trás daquela informação. No final, todo mundo comenta onde esses dados podem interferir na vida deles.

Uma vez, a Ana trouxe um gráfico sobre a alta no preço do petróleo e como isso afetava o preço dos combustíveis aqui no Brasil. Foi legal porque outros alunos começaram a discutir sobre o impacto disso na vida deles: desde o aumento do preço da passagem de ônibus até o custo das compras no supermercado. A aula virou um debate bom, com os alunos participando ativamente.

Outra coisa que gosto de fazer é usar uma ferramenta digital. Tem um programa de computador bem simples chamado GeoGebra, onde dá pra criar gráficos e brincar com eles. Nem todo mundo tem computador em casa, então eu levo os meninos pro laboratório de informática da escola. Aí dou uns exemplos de funções e peço pra eles mudarem os parâmetros pra verem o que acontece no gráfico. Eles passam umas duas aulas fazendo isso e se divertem bastante vendo as linhas dançando pra cima e pra baixo na tela.

Teve um dia que o Lucas ficou tão empolgado que começou a tentar prever como algumas mudanças afetariam as funções sem nem mexer no programa. Ele tava tão dentro do assunto que os colegas começaram a pedir ajuda pra ele. Foi massa ver como a ferramenta digital ajudou ele a entender melhor as taxas de variação só com a prática.

Por último, às vezes organizo um debate onde os meninos têm que defender ou criticar uma decisão baseada em dados apresentados em gráficos. Normalmente uso dados reais: taxas de desemprego, gráficos de crescimento populacional ou até mesmo gráficos climáticos mostrando variações de temperatura ao longo dos anos. Dou umas duas aulas pra isso também — uma pra preparação e outra pro debate em si.

Na última vez que fiz isso, escolhemos discutir sobre o aumento das temperaturas globais e quem deveria ser responsável por tomar medidas contra isso — governo, população ou empresas? O João formou grupo com a Mariana e outros colegas e defenderam que as empresas deveriam investir mais em tecnologias limpas. Já a Larissa argumentou bem forte sobre o papel dos governos em criar leis mais rígidas. Foi super enriquecedor ver como cada aluno se posicionou usando dos gráficos para embasar seus argumentos.

Acho que o mais importante é sempre conectar esses conceitos matemáticos com a realidade deles — porque se não fizer sentido na vida deles, vai entrar por um ouvido e sair pelo outro rapidinho. E trazer essas discussões pro dia a dia faz eles pensarem diferente quando veem um gráfico num jornal ou na internet. Eles entendem o peso daquelas linhas todas.

E assim vou tentando fazer o pessoal se interessar mais pela matemática, mostrando como ela tá presente em tudo ao nosso redor. É um desafio diário, mas é também super gratificante quando vejo eles engajados nas atividades. Vale muito à pena! É isso aí pessoal, espero ter ajudado com essas ideias aí! Até mais!

Quando a gente fala de variação de grandezas, estamos conversando sobre entender o mundo em que a gente vive, né? E olha, perceber que os meninos entenderam o conteúdo sem aplicar uma prova formal é uma coisa que dá pra sacar ali no dia a dia da sala de aula. Eu gosto mesmo é de circular pela sala, ouvir as conversas deles, prestar atenção em como eles discutem entre si sobre o que estão aprendendo.

Tipo, teve um dia que eu tava passando perto do grupo do João e do Pedro, e eles estavam bolando um jeito de explicar para o amigo deles como a taxa de juros influencia diretamente no preço dos produtos no supermercado. O João falava algo como "se a taxa de juros aumenta, o preço das coisas também sobe porque..." e já vi que ele tava entendendo a ideia de correlação, mesmo sem usar a palavra complicada. Aí eu pensei, "ah, esse entendeu, tá vendo além dos números".

Outra situação foi com a Luísa. Ela é super tímida, mas quando começou a explicar pra Maria sobre um gráfico que mostrava o nível de poluição em diferentes meses do ano, e como isso alterava a saúde pública... deu pra perceber que ela não só pegou a matéria, mas também fez umas conexões legais. Quando alguém pega isso e ainda tenta ajudar o colega, é porque tá no caminho certo.

Agora, os erros mais comuns... Bom, tem alguns. Por exemplo, teve o Lucas, uma vez ele olhou um gráfico de linhas e achou que cada ponto no eixo X correspondia necessariamente a um mês inteiro do ano. Ele fez umas contas erradas porque achou que dezembro tinha o mesmo número de dias que janeiro só porque tava ali no gráfico lado a lado. Aí eu expliquei que o eixo X é só uma representação e não reflete exatamente o tempo real. Esse erro é comum porque os meninos às vezes ainda tão acostumados com aquela ideia mais rígida das coisas que aprendem.

Tem também quando confundem correlação com causalidade. A Marina viu um gráfico que mostrava o aumento da venda de sorvetes e aumento dos casos de queimadura solar e concluiu logo que um causava o outro diretamente. Mas aí entrei na conversa pra explicar que eles podem ter uma relação indireta, ambos aumentam simultaneamente por causa do calor e não diretamente entre si. Na hora eu uso exemplos engraçados que eles se identificam.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, a gente precisa ter atenção extra mesmo pra garantir que eles também absorvam o conteúdo. Pro Matheus, eu tento usar atividades mais dinâmicas e práticas. Teve uma vez que fizemos uma atividade onde ele precisava medir as mudanças de temperatura num experimento em sala e depois colocar isso num gráfico. Ele ficava empolgado com a parte prática da coisa. Agora, papelada demais ou muita teoria numa tacada só não funciona bem pro Matheus; ele precisa de pausas frequentes.

Com a Clara, é essencial ter uma rotina bem estabelecida e visual. Então eu gosto de usar esquemas e gráficos com cores bem definidas pra ela associar melhor as informações. E ela precisa de instruções claras e diretas. Teve uma vez que eu tentei uma atividade onde todo mundo tinha que se mover pela sala pra encontrar informações diferentes e depois juntar tudo... bom, não foi muito bom pra Clara porque causou um pouco de confusão e ansiedade nela. Agora eu sei que é melhor adaptar as atividades pra ela poder participar sem precisar sair muito do lugar.

A gente vai aprendendo junto com eles o que melhora ou não a compreensão desses conteúdos tão importantes. Faz parte do nosso papel ir ajustando o caminho conforme avançamos ao longo do ano escolar.

Bom, pessoal, vou encerrando por aqui hoje. Espero ter ajudado vocês a pensar em outras formas de perceber se os alunos tão pegando as ideias nas aulas. Qualquer coisa tô por aqui pra continuar essa conversa! Abraço!

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