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EM13MAT407Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Interpretar e comparar conjuntos de dados estatísticos por meio de diferentes diagramas e gráficos (histograma, de caixa (box-plot), de ramos e folhas, entre outros), reconhecendo os mais eficientes para sua análise.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13MAT407 da BNCC com a galera do 3º ano é sempre um desafio e tanto, mas ao mesmo tempo é muito gratificante. A habilidade fala sobre interpretar e comparar dados estatísticos com diferentes tipos de gráficos e diagramas, tipo histograma, box-plot, gráficos de ramos e folhas e por aí vai. Na prática, o que essa habilidade pede é que os meninos sejam capazes de olhar pra um monte de dados e saber qual é o melhor jeito de apresentar isso, qual gráfico vai contar a história daqueles números da maneira mais clara e eficiente.

Por exemplo, imagina que eles têm dados sobre a média de notas em diferentes matérias na escola. Um histograma pode mostrar bem como as notas estão distribuídas, enquanto um box-plot vai dar uma noção melhor dos quartis, da mediana e se tem alguma nota muito fora do esperado. Eles precisam saber escolher qual gráfico usar dependendo do que querem mostrar ou descobrir.

Aí entra uma coisa legal: os meninos já têm uma base de gráficos e estatísticas do ano passado. No 2º ano, eles aprenderam a criar gráficos básicos, como barras e setores. Agora no 3º ano, a ideia é aprofundar esse conhecimento e trazer mais opções para eles visualizarem os dados. Na prática, é como passar de saber mexer no Paint para começar a usar um software de edição de imagem mais avançado.

Bom, deixa eu contar um pouco das atividades que rolam na sala pra trabalhar isso aí. Uma coisa que funciona muito bem é usar informações que eles mesmos trazem. Tem uma atividade que faço que é o "Censo da Turma". Nessa atividade, peço pra galera levar informações sobre eles mesmos: idade, altura, tempo que gastam nas redes sociais por dia, essas coisas. A gente usa papel milimetrado, lápis de cor e régua. Organizo a turma em grupos de quatro ou cinco, e cada grupo fica responsável por pegar uma parte desses dados e transformar em diferentes tipos de gráficos. Essa atividade costuma levar umas duas aulas de 50 minutos cada.

Lembro da última vez que fizemos: tinha a Maria, o João, a Luana e o Pedro num grupo. Eles estavam encarregados das alturas da turma. O João ficou chocado ao ver como um box-plot ajudou ele a entender que ele era um dos mais altos, coisa que o gráfico de barras não deixava tão evidente. A reação deles foi bem bacana porque começaram a perceber a utilidade prática desses gráficos no dia a dia.

Outra atividade é "Gráficos do Mercado". Gosto de usar anúncios de supermercado pra isso. Trago panfletos com promoções e peço para eles escolherem produtos cujos preços eles vão acompanhar durante um mês. A ideia é fazer um gráfico de linha mostrando como esses preços mudam ao longo das semanas. Nessa atividade eu costumo dividir a turma em duplas para facilitar o acompanhamento e rola bastante troca entre eles sobre as diferenças nos preços dos mercados perto de casa. Normalmente essa atividade se estende por umas quatro semanas com encontros semanais para acompanhamento.

Da última vez que fizemos isso, o Gabriel estava surpreso porque ele achava que os preços dos produtos eram estáveis durante o mês inteiro. Ele ficou bem empolgado quando viu no gráfico que tinha semanas em que o preço do leite subia justo antes do pagamento do salário dos pais dele - coisa que ele não esperava.

Também faço uma atividade chamada "Mundos Imaginários". Nessa aí eu deixo a criatividade rolar solta! Peço pra galera inventar um mundo fictício onde existem algumas regras econômicas ou sociais diferentes das nossas. Eles criam dados fictícios sobre essa sociedade - pode ser qualquer coisa: distribuição de população por regiões mágicas ou consumo semanal de poções mágicas - e depois apresentam esses dados em forma de gráficos que acharem mais adequados.

É uma atividade mais livre e divertida, mas exige deles muita reflexão sobre qual gráfico escolher pra cada tipo de dado. Divido eles em grupos maiores dessa vez – tipo umas seis pessoas – pra ter bastante ideia sendo trocada. Isso leva umas três aulas geralmente.

Uma vez o grupo da Ana criou um mundo onde as pessoas viviam em árvores gigantes e tinham seus hábitos diários transformados em gráficos super criativos. Eles usaram histograma pra mostrar quais árvores eram mais populares dependendo do horário do dia - ficou genial! A diversão deles com isso só mostra como podem desenvolver essa habilidade se verem sentido no que estão fazendo.

No final das contas, trabalhar essa habilidade acaba sendo uma mistura boa entre técnica e criatividade. E é sempre legal ver quando eles percebem que aqueles dados todos passam a ter vida própria através dos gráficos!

Por exemplo, imagina que eles têm dados de uma pesquisa sobre os hábitos de leitura dos jovens da idade deles. A ideia é que eles peguem essa pilha de números e transformem em gráficos que façam sentido, que sejam fáceis de entender. E olha, dá pra perceber quando um aluno tá pegando o jeito da coisa sem precisar de uma prova formal, viu? No dia a dia de sala, quando eu tô ali circulando entre as mesas, dá pra sacar quem tá entendendo o conteúdo só pelo jeito que interage com os colegas ou pelos comentários que soltam enquanto trabalham.

Um dia desses, tava rolando uma atividade em grupo e o Joãozinho virou pro colega e disse: "Cara, um histograma vai mostrar melhor a frequência disso aqui do que um gráfico de linha, porque a gente tá falando de intervalos fixos." Quando ouvi isso, pensei: "Ah, esse entendeu!" É nessas trocas entre os alunos que a gente percebe que eles tão começando a pensar com autonomia sobre como representar dados. Outra situação foi com a Maria, numa aula em que estavam explorando gráficos de ramos e folhas. Ela tava explicando pro grupo dela como reordenar os dados antes de montar o gráfico pra não confundir a leitura. Ver isso acontecendo é gratificante demais.

Agora, errar faz parte do aprendizado né? E os erros comuns aparecem sempre. Um dos mais frequentes é quando eles confundem os eixos de um gráfico de barras. Teve um dia que o Lucas fez um gráfico em que o eixo X tinha os títulos das colunas e o eixo Y os valores correspondentes, mas ele inverteu tudo. Aí fica difícil entender qualquer coisa. Isso acontece porque muitas vezes eles querem se apressar e não prestam atenção nos detalhes. Quando eu pego isso na hora, costumo pedir pra ele explicar pra mim o que ele quis fazer e onde acha que tá o problema. Normalmente eles mesmos percebem na hora onde erraram e corrigem.

Outra situação é na interpretação dos outliers num box-plot. A Júlia achou que qualquer ponto fora da caixa era um erro nos dados e não sabia como lidar com isso. Muitos alunos acham estranho quando veem algo fora do padrão esperado. Aí eu entro na conversa perguntando se aquilo realmente é um erro ou se tem uma história ali pra ser contada, como um dado importante sobre a amostra.

Bom, agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento durante as aulas. Então quando faço atividades mais práticas, tipo construir gráficos com materiais manipuláveis, ele se envolve mais e consegue focar melhor. Dá certo também dar pequenas pausas pra ele dar uma volta rápida pela sala antes de retornar à atividade. Já tentei usar aplicativos no tablet pra ajudar na concentração dele, mas percebi que funciona melhor quando ele tem interação física com os materiais.

Com a Clara, que está no espectro do TEA, eu procuro fazer ajustes no ambiente pra não sobrecarregar ela com muita informação visual ou auditiva ao mesmo tempo. Uso muito recursos visuais claros e objetivos e dou mais tempo pra ela processar as informações. Trabalhar com rotinas também é essencial pra ela saber o que esperar das aulas. Uma vez eu tentei introduzir uma dinâmica muito barulhenta e percebi que não funcionou bem, então aprendi a manter um equilíbrio no volume das atividades.

É isso aí pessoal, é sempre bom encontrar estratégias que funcionem pros nossos alunos especiais, mas também entender que algumas tentativas podem não dar certo e tá tudo bem. O importante é continuar ajustando o caminho pra atender cada um do jeito que precisam.

E aí, como vocês fazem na sala de aula com essas situações? Bora continuar trocando ideias por aqui! Até a próxima!

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