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EM13MAT311Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e descrever o espaço amostral de eventos aleatórios, realizando contagem das possibilidades, para resolver e elaborar problemas que envolvem o cálculo da probabilidade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13MAT311 da BNCC é uma daquelas que a galera precisa entender com um pé na prática, sabe? Quando a gente fala de identificar e descrever o espaço amostral de eventos aleatórios, é tipo ensinar os alunos a pensar nas possibilidades de resultados de uma situação. É como se eles tivessem que ser mestres em prever o que pode acontecer, como quando jogamos um dado e queremos saber todas as possíveis opções que podem sair. Os meninos precisam conseguir listar todos esses resultados possíveis de um evento antes de calcular a probabilidade de cada um acontecer.

Na prática, isso significa que, se eu der para eles uma situação onde um dado é jogado, eles têm que me dizer que o espaço amostral é 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Aí, a partir disso, eles conseguem entender as chances de sair cada número. Isso se conecta com o que já trabalharam nas séries anteriores sobre frações e proporções, porque calcular probabilidade é basicamente ver quantas vezes um evento pode acontecer em relação ao total de possibilidades. E olha só: quem já entendeu frações na série anterior já está meio caminho andado!

Vou contar pra vocês três atividades que tenho feito com minha turma do 2º ano do ensino médio, que funcionam super bem pra desenvolver essa habilidade. A primeira é o “Jogo do Dado”. Eu levo dados comuns pra sala — aqueles de seis lados mesmo. Divido a turma em duplas ou trios, depende do tamanho da turma naquele dia. Cada grupo recebe um dado e uma folha de papel para anotar os resultados. Eu peço pra eles jogarem o dado 30 vezes e anotarem os resultados. Aí, a mágica acontece: eles têm que contar quantas vezes cada número aparece e depois calcular a probabilidade experimental de cada número sair.

Dessa última vez que fizemos isso, o Pedro e a Sara estavam juntos. O Pedro ficou espantado porque o número 6 quase não saiu no grupo deles! Aí foi a deixa perfeita pra gente discutir sobre variabilidade nos resultados e como a probabilidade teórica (1/6 para cada número) nem sempre aparece igualzinho na prática.

A segunda atividade envolve cartas do baralho. Eu levo um ou dois baralhos pra sala e peço pra galera formar grupos pequenos ou até rodo em estações se a sala estiver cheia. A ideia aqui é bem parecida com a dos dados: cada grupo tira uma carta do baralho várias vezes (tipo umas 20 ou 30 vezes), anotando o naipe e o valor da carta. Depois, eles têm que determinar quantas cartas de cada tipo (copas, espadas, etc.) saíram e calcular a probabilidade experimental dos naipes.

Uma história engraçada foi da Ana e do Lucas. Eles começaram tirando muitas cartas de copas seguidas e ficaram achando que o baralho tava "viciado" ou algo assim. Foi engraçado ver como eles tentaram justificar o evento aleatório. Aí aproveitei pra explicar sobre eventos independentes e como cada retirada é independente da anterior.

Por último, gosto muito de trazer moedas para uma atividade mais rápida. Essa é ótima praqueles dias em que o tempo tá mais apertado. Dou uma moeda para cada dupla ou trio e peço pra jogarem 50 vezes, anotando cara ou coroa. Essa é rapidinha — dá pra fazer em uns 15-20 minutos — mas gera ótimas discussões depois sobre como cara e coroa deveriam ser "meio a meio", mas nem sempre sai igual.

Um dia desses, o João tava jogando com a Mariana e na primeira metade dos lançamentos saiu muito mais cara do que coroa. Eles estavam quase achando que a moeda tava desequilibrada! No final das contas, quando terminaram os 50 lançamentos, perceberam que as proporções ficaram muito próximas do esperado. Foi uma lição bacana sobre como precisamos de muitos testes pra poder confiar nos resultados.

Essas atividades são bem simples quanto aos materiais — dados, cartas e moedas — mas são super eficazes em envolver os alunos e fazer com que eles visualizem a teoria na prática. E olha: os meninos reagem bem melhor quando têm algo concreto nas mãos em vez de só números no quadro.

Enfim, essas são algumas das estratégias que uso na sala pra ajudar os meninos a pegarem essa habilidade da EM13MAT311, sempre tentando ligar ao mundo real pra coisa toda fazer mais sentido. É legal ver quando a ficha cai e eles passam a ver probabilidade não só como números secos no papel, mas como algo que realmente faz parte das coisas do dia a dia deles. É isso aí! Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui!

Na prática, isso significa que eu tô sempre de olho se os meninos conseguem olhar para uma situação e identificar aquelas possibilidades todas. E aí, a gente tem que ser meio detetive, né? Porque assim, perceber se eles sacaram de verdade não é só numa prova.

Quando eu tô circulando pela sala, por exemplo, é um ótimo momento pra sacar quem tá entendendo mesmo. Tem vezes que eu paro do lado do Arthur e ele tá ali explicando pro colega como listar todos os resultados possíveis de um dado. Ele pega uma folha e começa a escrever "1, 2, 3, 4, 5, 6" e aí diz: "você viu? São essas as opções". Aí eu penso "Ah, esse entendeu". Ou quando ouço a conversa entre a Mariana e o João, que ela fala: "mas se a gente muda o dado pra um de 12 lados, o que muda?" e ele responde rapidinho: "Ué, agora são 12 opções!". Quando eles começam a debater entre si e aparecem essas trocas, é sinal que tão ligando os pontos.

Mas olha, tem erros comuns que aparecem sempre. Tem o caso da Valéria, por exemplo. Ela às vezes esquece de considerar todos os resultados possíveis. Semana passada estávamos discutindo sobre cartas de baralho e eu percebo que ela anotou só até o 10 de cada naipe. Aí eu cheguei e falei: "Valéria, cadê as figuras?". É um erro que rola direto porque às vezes eles estão com pressa ou não pararam pra pensar no contexto todo. O que eu faço? Muita conversa individual. Eu peço pra ela recontar as possibilidades e ajuda bastante fazerem isso em grupos pequenos, onde um aluno revisa o trabalho do outro.

Agora lidar com as necessidades do Matheus e da Clara é outro capítulo. Pra começar, com o Matheus que tem TDAH, fica claro que a gente precisa fazer ajustes no tempo das atividades. Eu percebi que ele funciona bem quando damos uma tarefa mais picadinha. Em vez de uma lista de exercícios longa de uma vez só, eu divido em partes menores. Isso funciona porque ele consegue focar por períodos mais curtos e sente aquela sensação de missão cumprida mais rápido. Ah, e quando rola usar recursos visuais ou aplicativos interativos no computador, ele fica bem mais engajado.

Com a Clara que tem TEA, a história é outra. O esquema é mais rotina e menos surpresa. Então sempre explico o que vamos fazer com bastante antecedência e mantenho as atividades bem estruturadas. Uma vez tentei um jogo em grupo sem preparar ela direito e não deu muito certo – ela ficou bem desconfortável. Mas quando uso cartões coloridos para representar eventos aleatórios ou deixo ela trabalhar num espaço um pouco mais tranquilo da sala, ela brilha. A Clara é ótima com padrões e lógica, então às vezes dou problemas mais desafiadores pra ela resolver sozinha antes de compartilhar com a turma.

No fim das contas, cada dia na sala de aula é uma descoberta nova. A gente vai aprendendo com os alunos tanto quanto eles aprendem com a gente. E esse negócio de identificar se eles captaram na prática é muito na base da convivência e observação mesmo. Não tem receita pronta não.

Bom, pessoal, acho que é isso por hoje. Espero que essas histórias ajudem vocês a terem ideias novas aí nas suas salas também! Aquele abraço e até a próxima troca por aqui!

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