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EM13MAT308Matemática e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Aplicar as relações métricas, incluindo as leis do seno e do cosseno ou as noções de congruência e semelhança, para resolver e elaborar problemas que envolvem triângulos, em variados contextos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13MAT308, na prática, é como a gente faz os meninos entenderem e usarem coisas como as leis do seno e do cosseno pra resolver problemas de triângulos. E não é só saber que essas leis existem, mas usar de verdade pra resolver situações mais complexas. Tipo assim, eles precisam saber que, se têm um triângulo qualquer e conhecem dois ângulos e um lado, eles podem usar a lei dos senos pra achar os outros lados. Ou então, usando a lei dos cossenos, podem encontrar o lado desconhecido quando já sabem os outros dois lados e o ângulo entre eles.

Isso tudo tá conectado com o que eles já viram no 1º ano sobre semelhança e congruência de triângulos. Aí a gente só aprofunda mais, né? No ano anterior, eles aprendem a identificar triângulos semelhantes e usar as proporções entre os lados. Quando chegam no 2º ano, já devem estar prontos pra aplicar essas noções em situações mais desafiadoras, que exigem pensar e não só memorizar fórmulas.

Sobre as atividades que eu faço na sala pra trabalhar isso... Bom, uma das primeiras coisas que eu faço é uma atividade prática com barbantes e réguas. Eu peço pros alunos trazerem barbantes de casa, porque é algo fácil de conseguir. Aí eu organizo a turma em grupos de quatro ou cinco e cada grupo fica responsável por criar triângulos usando pedaços de barbante de tamanhos diferentes. Eles medem os ângulos e os lados e tentam aplicar as leis do seno e do cosseno pra confirmar os cálculos. Essa atividade costuma levar uma aula inteira, mas vale a pena. A última vez que fiz isso, o João e a Maria do grupo estavam super envolvidos. Eles até criaram um triângulo meio torto, que deu um trabalhão pra calcular direito, mas no final conseguiram. O legal é que dá pra ver a satisfação deles quando conseguem resolver.

Outra atividade que faço é um pouco mais teórica e envolve problemas do cotidiano. Eu trago algumas situações práticas, tipo calcular a altura de um prédio usando a sombra dele e o ângulo de elevação do sol. Pra isso, uso algumas folhas de papel A4 com a situação problema impressa e calculadoras científicas. Os alunos trabalham em duplas e têm que discutir bastante entre eles. Essa leva umas duas aulas completas: uma pra entender o problema e tentar resolver, outra pra discutir as soluções na sala toda. Da última vez, o Carlos estava super empolgado porque ele conseguiu encontrar uma maneira diferente de resolver o problema da altura do prédio comparando com a sombra dele próprio! Foi muito legal ver como ele pensou fora da caixa.

A terceira atividade é mais visual. Eu levo os alunos pro pátio da escola se tiver sol ou uso lanterna se estiver chovendo. A ideia é trabalhar com sombras mesmo: eu peço pros alunos medirem suas próprias sombras em diferentes horas do dia ou usando as lanternas e depois aplicarem as leis dos triângulos pra descobrir a altura deles mesmos apenas sabendo o comprimento da sombra. Nesse tipo de atividade eles ficam super animados porque é meio mágica matematicamente falando. O Pedro sempre acha graça porque ele tem um jeito engraçado de ficar em pé pra medir certinho.

No geral, meus alunos reagem bem nessas atividades porque saem um pouco do tradicional quadro-giz. Eles gostam de se mexer mais, usar objetos mesmo como barbantes ou sombras ao invés só de papel e caneta. Isso ajuda eles a não esquecerem tão rápido do conceito porque vivenciaram algo concreto antes.

Enfim, trabalhar essa habilidade vai além da fórmula; é fazer eles enxergarem como matemática resolve coisas reais também! E o desafio tá aí: prender a atenção deles enquanto realmente entendem o porquê das coisas funcionarem daquele jeito. É isso que tem dado certo com essa galera aqui em Goiânia!

Aí, pessoal, continuando aqui. Uma das coisas que mais gosto é circular pela sala e perceber que a galera tá sacando mesmo a matéria. Não é só sobre eles acertarem tudo bonitinho numa prova, mas sim ver aqueles momentos em que o aluno tá ali, conversando com o colega e rola aquela explicação que você pensa “poxa, ele entendeu mesmo”.

Teve um dia que eu vi o Pedro explicando pro João como usar a lei dos senos. Eles estavam ali num canto, discutindo um problema de campo de futebol. O Pedro virou pro João e disse “Cara, imagina que o campo é esse triângulo aqui. A gente conhece dois ângulos e um lado do campo. Aí, usa a lei dos senos e descobre rapidinho o resto.” Foi aí que pensei, pronto, esse entendeu o babado.

Outra situação bacana foi quando vi a Marcela discutindo um problema sobre vela de barco com a Julia. E ela mandou “Olha, a gente sabe a distância entre dois pontos e o ângulo da vela com o mastro. É só usar a lei dos cossenos que achamos a altura da vela.” Na hora me deu aquele orgulho. São esses momentos que mostram que eles estão realmente assimilando.

Agora, nem tudo são flores né? Tem os erros comuns que aparecem direto. O Caio, por exemplo, sempre esquecia de usar corretamente as relações trigonométricas. Teve um exercício que ele virou pra mim com aquele sorrisão dizendo que tinha resolvido. Fui dar uma olhada e ele tinha aplicado a lei dos cossenos quando precisava era da dos senos. Aí eu perguntei “Caio, dá uma olhada aqui no que você conhece desse triângulo. Tá faltando alguma coisa?” Ele parou, pensou e disse “Verdade professor, era pra usar os senos!” Esse erro acontece porque às vezes eles ficam ansiosos ou tentam decorar as fórmulas sem entender o porquê de cada uma. O jeito é sempre incentivá-los a refletir sobre o problema antes de sair aplicando.

E tem também o Lucas que sempre errava sinal nos cálculos. Sabe quando dá aquela subtração e ele esquece um menos? Isso vira um efeito dominó no resto do cálculo. Eu falo para ele marcar esses sinais logo no começo e revisar no final, mas é prática mesmo.

Bom, agora falando do Matheus e da Clara. Com o Matheus, que tem TDAH, eu procuro sempre deixar as atividades mais dinâmicas, porque sei que ele se dispersa fácil. Quando a turma vai resolver problemas no quadro ou em grupo, eu deixo ele ser o primeiro a tentar resolver pra manter ele engajado. Também uso materiais visuais com cores diferentes pra ajudar na concentração dele. Mas confesso que teve vez que tentei umas atividades em slides mais longos e não deu certo; ele logo perdia o foco.

Com a Clara, que tem TEA, eu já percebi que ela se dá melhor com uma rotina bem definida e previsível. Então eu sempre aviso as mudanças na rotina da aula com antecedência. Ela gosta muito de cartões de resolução passo a passo para seguir nos exercícios. E isso ajuda demais! Outra coisa é dar tempo extra para ela processar as informações; então eu nunca passo pressão de tempo para ela durante as atividades.

Claro que nem tudo funciona sempre do mesmo jeito. Já tentei uns jogos mais interativos com eles e foi meio caótico; o Matheus ficou agitado demais e a Clara não gostou da mudança repentina de ambiente.

Enfim, cada aluno tem seu jeito e vamos aprendendo juntos. Acho que é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com minhas experiências e tô aqui pra trocar ideias! Até mais!

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