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EM13LGG102Linguagens e suas Tecnologias · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13LGG102, é um trem essencial pra moçada do 1º ano do Ensino Médio começar a enxergar o mundo de forma mais crítica. Eu vejo isso como um jeito de ajudar os meninos a perceberem que nem tudo que eles veem ou leem por aí é só preto no branco. É preciso entender o que tá por trás das notícias, das postagens nas redes sociais, dos discursos políticos e por aí vai. Basicamente, eles têm que conseguir analisar e questionar as visões de mundo, os interesses, os preconceitos e as ideologias que tão rodando nas mídias. A ideia é que eles possam não só entender melhor o que acontece ao redor deles, mas também se posicionar e até intervir de forma crítica na realidade.

Antes de chegar no Ensino Médio, nossos alunos já têm uma base de análise crítica dos textos, né. No Fundamental eles já começam a entender que um texto não tem só uma verdade absoluta. Mas aí, no Ensino Médio, a gente aprofunda isso. Agora eles precisam ligar esses pontos de análise ao contexto mais amplo da sociedade. Então bora pensar... um exemplo prático: quando eles assistem um jornal na TV, eles não podem só aceitar aquela informação como sendo tudo que tem pra saber. Eles têm que detectar se o jornal tá favorecendo algum lado político ou se tá deixando alguma info importante de fora. É tipo começar a ler nas entrelinhas, sabe?

Bom, agora vou contar três atividades que eu faço com minha turma pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, tem uma atividade clássica de análise de notícia. Eu trago umas notícias impressas ou pego uns vídeos curtos de reportagens online – coisa simples, sabe? Tipo, duas ou três notícias sobre o mesmo tema, mas de veículos diferentes. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 30 minutos pra eles lerem ou assistirem e anotarem as diferenças entre uma fonte e outra. Eles têm que prestar atenção em palavras que indicam opinião do jornalista, no tom da notícia e em qual informação aparece ou fica oculta. Na última vez que fizemos isso, a Maria Clara percebeu como uma notícia num site usou uma linguagem bem mais alarmista do que as outras duas. Dali saiu uma discussão ótima sobre como cada veículo pode manipular a percepção do leitor.

Outra atividade legal é usar memes e redes sociais pra discutir como se constroem narrativas e preconceitos ali também. A galera adora meme, então já ganhei a atenção deles logo de cara! Eu imprimo alguns memes ou mostro numa projeção na sala mesmo – uns engraçados e outros que têm um fundo mais problemático ou preconceituoso. Aí formamos uma roda de conversa e deixo uns 40 minutos rolar solto pras opiniões surgirem. Na última vez, o João Vitor trouxe um meme super popular na época e todo mundo achou hilário à primeira vista. Mas quando começamos a discutir, perceberam que tava fazendo piada com estereótipos racistas. O bom é ver essa ficha caindo e eles parando pra pensar antes de dar risada.

E por último, tenho um trabalho mais longo onde os alunos criam seus próprios podcasts sobre temas polêmicos atuais. Eles fazem pesquisa sobre o tema escolhido (pode ser meio ambiente, política, desigualdade...) e montam um roteiro discutindo os diferentes lados daquela questão. Durante umas duas semanas eles vão desenvolvendo isso em aula e em casa também. A parte mais interessante foi quando a turma do Lucas decidiu falar sobre fake news na política e trouxe até exemplos reais de notícias falsas que circularam nas últimas eleições. Foi massa ver eles entrevistando gente da escola mesmo pra incluir diferentes opiniões nos episódios deles!

Uma coisa que percebo nessas atividades todas é como a moçada gosta quando sente que aquilo faz parte da vida deles fora da escola também. No começo pode ser difícil sair da zona de conforto do "aprendi assim", mas quando eles sacam como esse olhar crítico muda tudo – até as conversas com amigos – aí realmente vale a pena! E é isso aí pessoal... bora fazendo nossa parte na formação desses jovens críticos! Até mais!

Olha, perceber que o aluno aprendeu mesmo sem aplicar uma prova formal é algo que a gente vai pegando jeito com o tempo. Quando eu tô circulando pela sala, por exemplo, é um ótimo momento pra sentir como eles tão assimilando a coisa. Às vezes vou ouvindo as conversas entre eles enquanto fazem algum trabalho em grupo. Aquele papo solto que parece bobeira mas é cheio de pistas. Quando um aluno explica pro outro e você ouve aquela frase que mostra que ele sacou a parada de verdade, é quando bate aquele "ah, esse entendeu!" No semestre passado, teve uma situação assim com o Lucas, sabe? Tava rolando um debate sobre um artigo de opinião e ele virou pro João e falou: "Cara, olha só, ele tá dizendo isso aqui só pra puxar o lado dele!" Foi ali que percebi que o Lucas tava entendendo bem a ideia de analisar os interesses e as ideologias por trás do que se lê.

Agora, os erros mais comuns nesse conteúdo, são bem fáceis de identificar na nossa rotina de sala de aula. Teve uma vez que a Maria Júlia tava analisando uma notícia e ela fez o seguinte comentário: "Eu acho que isso aqui é verdade porque foi publicado num jornal famoso." Esse tipo de erro acontece porque muitas vezes os meninos associam credibilidade só ao veículo e não olham mais a fundo pra questão das fontes e das intenções por trás do texto. Quando eu vejo esse tipo de erro na hora, tento puxar uma conversa tipo: "Será que só por ser famoso pode ser confiável mesmo? Vamos investigar um pouco mais?" A ideia é sempre inspirar eles a fazer esse questionamento extra.

E agora um capítulo à parte são o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. São dois casos que exigem um tantinho mais de adaptação nas atividades. Pro Matheus, eu tento sempre fazer atividades mais dinâmicas e interativas. Ele responde muito bem quando a gente transforma uma aula teórica em algo prático, tipo uma dramatização ou um jogo de perguntas e respostas em grupos. E essas coisas têm que ser bem rapidinhas porque o foco dele dispersa rápido. Uma vez eu usei um aplicativo no celular pra criar quiz interativo sobre fake news e, rapaz, ele adorou! Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso deixar tudo muito bem estruturado e previsível. Ela se perde fácil se a atividade tiver muitas variáveis ou for muito aberta. Os roteiros passo-a-passo funcionam muito bem com ela. Já tentei colocar ela em atividades em duplas ou pequenos grupos às vezes porque isso ajuda na interação social, mas sempre com dupla que ela já se sente confortável.

E tem coisas que não funcionaram também. Como quando tentei usar vídeos longos pra explicar um tema pros dois ao mesmo tempo. O Matheus não conseguiu ficar focado tempo suficiente e a Clara ficou ansiosa porque o vídeo tinha umas mudanças bruscas de cena e som. Então aprendi a quebrar essas atividades em partes menores ou adaptar o conteúdo pra algo mais visual pra Clara.

Enfim, pessoal, todo dia é um aprendizado tanto pra nós quanto pros alunos. Cada turma é diferente e cada aluno tem seu jeito único de aprender e errar também. E acho que nosso papel como professores é estar sempre atento pra ajustar a rota quando necessário, com paciência e criatividade. É isso aí! Espero ter contribuído com vocês de alguma forma. Até a próxima conversa no fórum!

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