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EM13LGG702Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais, para fazer uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e produção de discursos em ambiente digital.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13LGG702 da BNCC, na prática, é como preparar os meninos pra entenderem o que é essa coisa toda de tecnologia na vida deles, sabe? Tipo assim, não é só saber usar o celular ou o computador, mas entender o que isso tudo causa na maneira como eles se enxergam e se comunicam com o mundo. É como se a gente estivesse ensinando a galera a ser mais crítica, a questionar o que vê e lê por aí, seja em redes sociais, sites ou aplicativos. Antes, eles aprendiam muito sobre interpretar textos impressos e agora precisam aplicar isso ao digital. Então, por exemplo, reconhecer uma fake news, saber que tipo de informação é mais confiável e como criar conteúdos próprios com responsabilidade. E tem toda essa relação de como as tecnologias mudam a maneira deles interagirem com as pessoas e participarem em sociedade.

Aí, vou contar umas atividades que faço na turma do 2º ano do Ensino Médio. Bom, uma das coisas que gosto de fazer é trabalhar com análise de notícias. Pego duas ou três notícias sobre o mesmo tema, mas de fontes diferentes. Tipo assim, trago uma notícia de um portal grande e outra de um blog menor. Aí peço pra turma dividir em grupos e analisar as diferenças na forma como as informações são apresentadas. Cada grupo tem que trazer depois pro debate o que achou mais confiável e por quê. Olha, os alunos adoram discutir isso! Da última vez que fizemos, a Ana e o Lucas até começaram a debater mais acaloradamente sobre a imparcialidade de um dos portais e foi bacana ver como eles cresceram na argumentação. Essa atividade geralmente leva uma aula inteira.

Outra coisa bacana é trabalhar com redes sociais, mas não é só ficar rolando feed, não! Peço pra cada aluno escolher um influenciador ou página que segue e fazer uma análise crítica do conteúdo deles. A ideia é perceber que mensagem aquele perfil passa e como essa mensagem pode influenciar as pessoas. Eles precisam ver se aquilo faz sentido pra eles mesmos ou se estão apenas indo na onda. Aí eu dou duas aulas pra isso: uma pra pesquisa e outra pro compartilhamento das análises com a turma. Na última vez que fizemos isso, o João foi bem interessante porque ele trouxe um influenciador que falava sobre vida saudável e questionou algumas dicas meio sem base científica que eram dadas. A turma toda ficou surpresa porque muita gente seguia esse perfil sem pensar muito.

E também gosto de explorar a produção de conteúdos digitais com eles. Faço isso pedindo pra criarem um pequeno vídeo ou post para redes sociais sobre um tema socialmente relevante. Levo uns celulares extras da escola e deixo eles trabalharem em grupos pra pensar em roteiro, filmagem e edição básica. Eles têm duas aulas pra fazer isso – uma planejando e outra executando. Da última vez foi engraçado porque o Pedro e a Júlia se empolgaram tanto que acabaram fazendo um vídeo super criativo sobre sustentabilidade, misturando humor e informação. Quando assistimos na sala teve riso misturado com reflexão, foi ótimo ver como o digital pode ser usado pra passar mensagens importantes.

Essas atividades ajudam muito porque a galera começa a perceber que rede social não é só pra ver meme ou seguir vida de famosos; entendem que têm voz ali também. E olha, no começo do ano alguns deles tinham dificuldade em discernir entre fato e opinião nas mídias digitais, mas agora já questionam com mais clareza as intenções por trás das mensagens. Acho que fazer uso crítico dessas ferramentas é essencial porque elas já são parte da vida deles – não dá pra ignorar isso.

Bom, é mais ou menos assim que tenho trabalhado essa habilidade por aqui. E sempre tentando manter o ambiente acolhedor pra que eles se sintam à vontade pra expressar as opiniões deles, mesmo quando são diferentes das minhas ou entre si. Espero ter ajudado quem tá começando agora nesse processo todo!

Então, gente, continuando aqui sobre como eu vejo que os meninos realmente aprenderam essa habilidade sem fazer prova formal. Primeiro, eu sempre circulo pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. É incrível o tanto que dá pra perceber só de prestar atenção nas conversas que rolam. Um dia, tava a Júlia explicando pro Pedro sobre como entender se uma notícia que eles viram num site era confiável ou não. Ela falava assim: "Olha, Pedro, tem que ver quem escreveu, se tem fonte confiável, essas coisas. Igual quando a gente faz trabalho e precisa mostrar de onde tirou as coisas." Foi aí que pensei: nossa, ela pegou a ideia!

É muito bacana também quando eles começam a questionar as postagens nas redes sociais e até corrigem uns aos outros. Tipo o dia em que o Lucas falou pra turma sobre um boato que tinha visto no grupo de WhatsApp da família e a Ana rebateu na hora: "Mas, Lucas, você pesquisou isso ou foi só porque o tio falou? Lembra do que a gente discutiu em aula sobre não aceitar qualquer coisa só porque tá no celular?" Isso mostra que eles tão começando a refletir mais criticamente.

Quanto aos erros comuns, percebo que muitos ainda confundem o conceito de fonte confiável com popularidade. O Joãozinho outro dia falou: "Ah, mas apareceu em vários lugares, então deve ser verdade." Aí tenho que entrar e explicar novamente que quantidade não significa qualidade, né? Esse é um erro normal porque muitos acham que se tá espalhado é porque é verdadeiro.

Tem também a questão dos textos longos, especialmente quando envolve linguagem digital. A galera às vezes pula as partes mais chatas e vai direto pro fim, aí perde a mensagem completa. Vi isso acontecer com a Mariana quando tava lendo um artigo sobre segurança digital. Ela chegou pra mim e disse que não tinha entendido por que não podia usar senhas fáceis. Aí eu falei: "Mariana, lê essa parte aqui do meio de novo", e ela: "Ahhh, agora faz sentido!" Quando vejo esses erros acontecendo, eu paro tudo e faço uma roda de conversa pra gente discutir o porquê daquele entendimento errado.

Agora vou contar como lido com o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de uma atenção diferenciada na hora das atividades. Com ele, eu costumo diminuir a quantidade de tarefas por vez e distribuir intervalos curtos pra ele dar uma caminhada pela sala ou tomar uma água. Ah, e sempre tento usar materiais visuais bem coloridos porque prendem melhor a atenção dele. O que funcionou super bem foi quando fizemos um debate com cartazes em vez de só ler textos na tela.

A Clara tem TEA e também precisa de adaptações. Ela se dá super bem com rotinas e avisos prévios. Então, procuro sempre manter um cronograma fixo pra ela saber o que vem a seguir. Uma coisa que funcionou legal foi usar aplicativos de leitura em voz alta porque ela entende melhor as informações assim do que só lendo sozinha. Um erro meu foi achar que ela ia gostar de trabalhar em grupo logo de cara; na verdade, ela prefere tarefas individuais primeiro.

No fim das contas, o mais importante é lembrar que cada aluno aprende do seu jeito, né? O desafio é tornar tudo acessível pra todo mundo sem perder o fio da meada do conteúdo. E é isso aí, pessoal! Espero que essas histórias e dicas ajudem vocês de algum jeito aí na sala de aula também. Qualquer coisa, tô por aqui! Valeu!

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