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EM13LGG201Linguagens e suas Tecnologias · 2º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural, histórico, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG201 da BNCC tem tudo a ver com a ideia de usar diferentes formas de expressão pra se comunicar e se entender melhor o mundo. Na prática, a gente tá falando dos meninos conseguirem se expressar não só escrevendo ou falando, mas também através da arte, do corpo, da música e por aí vai. É como se a gente estivesse dando uma paleta de cores bem diversa pra eles pintarem o quadro das experiências e aprendizagens deles, sabe? E tem que ser algo que faz sentido pra vida deles, pro contexto em que estão inseridos.

Aí, como isso se conecta com o que eles já trouxeram de bagagem do ano anterior? Bom, no 9º ano, eles já vêm usando bastante a linguagem verbal e escrita nas atividades. Aqui no 1º ano do ensino médio, a ideia é expandir isso pras outras linguagens. Tipo assim, lá no 9º ano eles discutiam sobre um texto lido. No 1º do ensino médio, além de discutir, eles podem criar uma performance teatral sobre o tema do texto ou até criar um vídeo. E isso tudo é importante porque mostra que a linguagem não tá só nos livros, tá em tudo à nossa volta.

Uma atividade que eu faço com a turma é trabalhar com música. Eu trago letras de músicas populares que têm alguma mensagem social ou cultural forte. Uso um projetor pra mostrar a letra na sala e a gente escuta juntos. Eu gosto de deixar a turma em semicírculo porque facilita na hora da discussão. Essa atividade costuma levar umas duas aulas, porque a gente escuta a música, discute a mensagem e depois tem uma atividade prática que é criar um paródia ou uma versão da música com algum tema atual que seja importante pra eles. Da última vez que fiz isso, o João e a Maria resolveram falar sobre meio ambiente na paródia deles. A turma toda embarcou e ficou uma apresentação incrível! O João até inventou uns sons com as mãos pra fazer um barulho de chuva durante a apresentação.

Outra atividade que eu curto é o teatro. A gente trabalha textos teatrais curtos em grupo. Os alunos ficam em grupos de quatro ou cinco e cada grupo escolhe ou cria uma cena baseada num tema como diversidade cultural ou desigualdade social. Eles têm umas duas semanas pra ensaiar e depois apresentam pra turma. As apresentações são sempre um momento muito legal porque dá pra ver como cada grupo traz algo diferente pro mesmo tema. Da última vez, o Lucas fez uma cena emocionante sobre preconceito racial que deixou todo mundo refletindo bastante. E olha, não precisa de muito material não: só umas cadeiras pra usar como cenário e a criatividade dos meninos.

E tem também o trabalho com artes visuais. A gente faz colagens com revistas velhas que eu trago de casa ou que os alunos trazem pra sala. A ideia aqui é representar uma ideia ou sentimento através das imagens das revistas. Eu dou um tema geral pra começar, tipo "esperança" ou "desafios do futuro", mas deixo eles bem livres pra interpretar como quiserem. Essa atividade dura uma aula e meia, mais ou menos. A turma fica espalhada pela sala, cada um montando sua colagem e discutindo com o colega do lado sobre as escolhas de imagem. Da última vez que fizemos essa atividade, a Ana acabou criando uma colagem incrível sobre "esperança". Ela usou imagens de crianças sorrindo, árvores crescendo e pôr do sol — foi muito bonito e tocante.

Olha, o legal dessas atividades é ver como os alunos se envolvem quando têm liberdade pra usar diferentes linguagens. E é interessante porque muitos deles acabam descobrindo habilidades que nem sabiam ter! O Pedro, por exemplo, ele é bem tímido na hora de falar em público, mas na parte das artes visuais ele sempre arrasa e acaba sendo uma referência pros colegas.

Enfim, trabalhar essa habilidade é mostrar pros meninos que eles têm várias formas de se expressar e entender o mundo ao redor deles. Não fica só no papel ou no discurso; tá no corpo, tá na arte, tá na música — tudo isso junto e misturado. E o mais gratificante é ver eles crescendo não só academicamente, mas como cidadãos conscientes do seu papel social e cultural. É isso aí pessoal!

Olha, perceber que o aluno aprendeu é uma coisa meio mágica, né? A gente não precisa só de prova formal, não. No dia a dia, tem várias pistas que mostram se o menino ou a menina entendeu mesmo. Quando tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas, dá pra perceber quando eles começam a usar as palavras novas com confiança ou quando um explica pro outro aquele conceito que parecia complicado no começo. Tipo assim, teve um dia que eu tava passando pelas mesas e escutei a Luísa explicando pro João como ela usou a música que gosta pra entender um texto. Ela falou algo como "João, é igual na música tal, quando ele fala sobre sentir preso, eu pensei no personagem do texto assim". Aí eu pensei "Poxa, a Luísa sacou direitinho!"

Outra situação que me faz perceber que eles pegaram a habilidade é quando eles interagem com os colegas de forma mais rica e articulada. Ah, tipo, a galera às vezes tem umas discussões sobre os temas das aulas que são melhores do que qualquer redação! Um dia eu vi o Pedro e a Ana debatendo sobre um projeto de vídeo que a gente estava fazendo. Eles estavam discutindo sobre como apresentar os sentimentos dos personagens sem precisar falar. E o Pedro sugeriu umas coisas visuais que eram muito criativas. Isso é um sinal claro de que eles entenderam o conteúdo e estão aplicando.

Agora, falando dos erros mais comuns, sempre tem aquelas coisinhas que a gente vê repetindo. Por exemplo, os meninos às vezes têm dificuldade em conectar as diferentes formas de expressão. Tipo, às vezes eles vão entender um texto ou uma imagem, mas na hora de fazer uma relação com uma música ou uma dança, eles se perdem. Teve uma aula em que pedi pro pessoal criar uma cena expressando o tema de um poema usando o corpo. A Mariana começou super empolgada mas aí travou e só repetia os gestos que via nos vídeos da internet sem pensar no poema. Isso acontece porque falta confiança ou prática em conectar as ideias criativamente.

E quando isso acontece, eu tento ajudar na hora mesmo. Chamei a Mariana de canto e conversei com ela sobre como ela poderia pegar as imagens do poema e pensar em como elas se movem ou mudam na cabeça dela pra criar uma sequência de gestos próprios. Ela tava meio insegura no começo, mas depois conseguiu criar algo bem bacana.

Quando pensamos em alunos como o Matheus e a Clara, aí a história tem mais camadas ainda. O Matheus tem TDAH e precisa de um jeitinho especial nas atividades. Faço questão de quebrar as tarefas em partes menores pra ele e dar pausas estratégicas. Às vezes uso cartões coloridos pra ele organizar as ideias dele visualmente antes de escrever ou falar. Ah, e sempre dou um tempo extra pra ele concluir as atividades.

Pra Clara, com TEA, o desafio é diferente mas também gratificante. No caso dela, usamos bastante material visual e rotina estruturada. Ela se beneficia de saber exatamente o que vai acontecer na aula. Então eu coloco um cronograma bem visual no quadro antes de começarmos. Em uma atividade de encenação, por exemplo, dei pra ela um roteiro passo a passo do que precisava fazer e como poderia utilizar elementos da história para expressar suas ideias. E olha, funcionou super bem porque ela se sentiu tranquila pra participar.

Claro que nem tudo funciona sempre... Tentei uma vez usar música alta na aula pra estimular a criatividade do grupo todo enquanto escreviam uma história. Foi bom pra maioria mas pro Matheus e a Clara foi muito estímulo ao mesmo tempo. Então aprendi que preciso calibrar essas coisas melhor.

Bom, pessoal, é isso aí por hoje! Acho fundamental essa troca de ideias entre nós professores porque sempre podemos aprender uns com os outros. Quem tiver outras dicas sobre como observar se os alunos aprenderam ou lidar com essas diferenças em sala de aula tá mais do que convidado pra compartilhar aqui! Até mais!

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