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EM13LGG604Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política e econômica e identificar o processo de construção histórica dessas práticas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG604 da BNCC é um treco que deixaria qualquer um confuso se a gente fosse só ler o que tá escrito lá, mas na prática, é bem mais simples do que parece. Basicamente, o que a gente quer dos meninos é que eles consigam olhar para uma obra de arte, seja uma pintura, uma música, um filme ou uma peça de teatro, e consigam entender como aquilo se relaciona com o mundo em que vivem. Eles precisam ver o que tá por trás da obra, tipo se foi feita durante uma guerra, se reflete alguma mudança social importante ou mesmo como o artista tava tentando mandar uma mensagem sobre algum problema econômico da época.

A turma já chega no 2º ano do ensino médio com uma noção disso porque lá no 1º ano a gente já começa a falar de como a arte não é só estética, mas também um jeito de comunicar ideias, sentimentos e críticas. Eles já sabem que um quadro não é só um quadro e que uma música pode ser um baita protesto. Aí, o que faço é aprofundar isso e mostrar como essas práticas artísticas dialogam com as várias dimensões da vida.

Agora, falando das minhas atividades na sala de aula, vou compartilhar três que têm dado muito certo:

Primeira atividade: analisando letras de música. Os meninos adoram música, né? Então aproveito isso. Escolho umas músicas que têm bastante conteúdo político ou social. Para isso não precisa de nada muito chique, só algumas letras impressas e acesso ao YouTube ou Spotify se tivermos internet disponível. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco pessoas e dou umas duas aulas para eles trabalharem nisso. A tarefa deles é identificar a mensagem da música e relacionar com um contexto histórico ou social específico. Da última vez fizemos isso com "Construção" do Chico Buarque e olha, foi incrível. A Beatriz descobriu uma entrevista onde o Chico falava sobre a época da ditadura militar e veio toda empolgada contar pra turma o que tinha encontrado. Os alunos se envolvem bastante porque é algo que tá bem próximo da realidade deles e gostam de debater.

Segunda atividade: visita a uma exposição virtual. Hoje em dia, tem tanto museu oferecendo tour virtual que fica até fácil de fazer isso sem sair da sala de aula. Escolho uma exposição que esteja alinhada com o tema que estamos trabalhando e passo um período letivo inteiro nisso. Os alunos assistem ao tour numa tela grande na sala e depois abro para discussão. Eu gosto muito das exposições do MASP que falam sobre arte afrobrasileira ou indígena porque dá pra conectar diretamente com questões culturais e políticas do Brasil. Da última vez, a turma ficou encantada com uma exposição sobre a negritude no Brasil e o Eduardo levantou a bola sobre como muitos artistas hoje em dia continuam usando a arte pra abordar racismo.

Terceira atividade: dramatização de um momento histórico. Esta é um pouco mais trabalhosa, mas vale cada minuto investido. Peço para a turma escolher um evento histórico importante e criar uma peça curta mostrando como as práticas artísticas influenciaram ou foram influenciadas por esse evento. A galera geralmente se divide entre roteiristas, atores e até "produção". Dou umas quatro aulas para isso porque eles precisam pesquisar bastante antes de colocar as ideias em prática. É sempre legal ver como eles se empolgam quando começam os ensaios. Uma vez fizemos algo sobre o movimento Tropicália no Brasil, e o Lucas assumiu o papel do Caetano Veloso numa cena em que ele tá sendo censurado durante a ditadura militar. Foi emocionante ver como eles conseguiram captar a tensão da época.

Enfim, quando você vê os alunos discutindo animadamente sobre como uma música reflete as injustiças sociais ou como uma pintura pode ser um protesto político, percebe que eles realmente estão começando a entender o poder da arte além das cores ou das notas musicais. E é isso aí que eu quero pra eles: esse olhar crítico pro mundo artístico e pro mundo ao redor deles.

Com essas atividades simples, usando coisas do cotidiano deles e sempre puxando para algo concreto e palpável, conseguimos fazer com que essa habilidade da BNCC não seja só mais uma linha num currículo mas algo realmente significativo na formação dos meninos como cidadãos críticos e conscientes. E acho que é por aí mesmo que a gente vai construindo uma educação mais rica e conectada com a vida real.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com essas dicas. Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia!

Então, como eu percebo que o aluno aprendeu sem aplicar prova formal? É no dia a dia mesmo, na forma como eles se expressam. Quando tô circulando pela sala, dá pra ver quem tá pegando a ideia. O João, por exemplo, tava analisando uma música com o grupo dele e ouvi ele falando: "Ah, isso aqui foi na época da ditadura, então o artista devia estar querendo falar de censura." Na hora, pensei: "Esse entendeu". Não foi só pelas palavras dele, mas pela forma como brilhou o olho dele em entender essa conexão.

E é entre eles mesmos que a mágica acontece. A Marcela tava explicando pro Pedro sobre um quadro que analisamos em aula. Ela disse: "Olha, percebe como as cores são escuras? Isso mostra o clima pesado da época". E o Pedro fez uma cara de "ahá", aquele momento que todo professor adora. É assim que vejo quem tá captando a mensagem.

Agora, falando dos erros mais comuns... A galera às vezes tá tão focada no que é óbvio que esquece de olhar além. O Lucas outro dia viu um filme e falou: "É sobre amor". Mas quando perguntei mais além, ele não tinha pensado na crítica social embutida ali. Acho que é porque os meninos são bombardeados de informações óbvias todo dia e acabam não treinando esse olhar mais sagaz. Pra corrigir isso na hora, gosto de perguntar "E além disso?" ou "Mas o que mais você acha que tá aí?" Isso faz eles pensarem um pouco mais e saírem do automático.

A Sara também teve uma confusão engraçada outro dia. Ela tava escrevendo sobre um poema e disse: "Ele fala de revolução porque menciona fogo". Mas era só fogo no sentido figurado! Aí expliquei pra ela: "Olha, às vezes o fogo é só pra mostrar emoção intensa". É um erro comum confundir metáfora com literalidade. Mas aí eu peço pra ela pensar em outras palavras ou passar a ideia com outros exemplos. Aos poucos eles vão pegando.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, eu percebi que ele funciona melhor com atividades mais curtas e diretas. Se a gente estica muito uma atividade, ele se perde ou fica agitado. Então faço umas pausas programadas onde ele pode levantar e dar uma volta rápida na sala, sem atrapalhar ninguém. Às vezes dou tarefas onde ele precisa se movimentar um pouco mais, tipo colar cartazes nas paredes ou debater andando. Também uso materiais visuais mais coloridos e gráficos pra prender a atenção dele por mais tempo.

Já a Clara, com TEA, responde muito bem a rotina e previsibilidade. Eu sempre aviso antes qualquer mudança na aula do dia seguinte. Para as atividades, gosto de usar materiais que ela possa tocar e explorar no próprio tempo. Uma vez fizemos um projeto de arte onde os meninos criaram suas próprias pinturas baseadas em estilos de arte diferentes. Ela ficou super envolvida fazendo colagens e desenhando nos próprios termos. O que não funcionou bem foi quando tentei atividades onde ela precisava interagir muito com os outros sem aviso prévio.

Aliás, essa rotina é essencial pra Clara, pois ajuda ela a se sentir segura e saber o que esperar. Eu deixo tudo anotado no quadro também, assim ela pode consultar sempre que precisar se lembrar do próximo passo.

Bom, essas são só algumas das minhas experiências com essa habilidade da BNCC e os desafios do dia a dia na sala de aula com uma turma tão diversa. Cada aluno é único e cabe a nós professores encontrar as melhores formas de ajudá-los a enxergar o mundo de maneira crítica e criativa.

E é isso aí galera! Espero ter ajudado quem tá aí do outro lado da tela tentando encontrar caminhos pra essa habilidade também. Se tiverem mais dicas ou quiserem trocar ideias, tô por aqui! Até a próxima!

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