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EM13LGG403Linguagens e suas Tecnologias · 1º EM Ano · Ensino Médio

Fazer uso do inglês como língua de comunicação global, levando em conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa língua no mundo contemporâneo.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LGG403 da BNCC é uma daquelas que parece meio complicada na teoria, mas na prática é mais simples do que parece. Basicamente, o que a gente quer com isso é que os alunos consigam usar o inglês pra se comunicar com o mundo todo, entendendo que essa língua tem um monte de jeitos de ser falada e usada por um montão de gente diferente. Não é só sobre saber falar bonito ou ter um sotaque igual ao do professor, mas sim conseguir se virar e entender quando alguém fala com eles, seja um americano, um indiano ou um chinês. Aí, é importante lembrar que a galera já vem do primeiro ano com umas noções de vocabulário e gramática, então a gente aproveita isso pra dar um passo a mais e pensar no inglês de jeito mais global mesmo.

Bom, agora vou contar umas atividades que tenho feito lá com os meninos do segundo ano. A primeira delas é um debate em inglês sobre temas atuais. Pra isso, eu separo a turma em pequenos grupos e cada grupo escolhe um tema que esteja em alta, tipo mudanças climáticas ou tecnologia na educação. O material que uso é bem básico: artigos recentes da internet que os próprios alunos ajudam a encontrar. Cada grupo lê sobre o tema e depois eles têm que discutir entre si, apresentando argumentos prós e contras. Isso leva umas duas aulas de 50 minutos.

A última vez que fiz isso foi bem legal. Tinha um grupo que escolheu falar sobre o uso de redes sociais por adolescentes. O João foi quem começou a falar, e ele tava meio nervoso no início, mas os colegas deram força. Ele trouxe uns dados bem interessantes sobre como as redes influenciam na saúde mental dos jovens e aí a Ana rebateu falando das oportunidades de socialização online. O debate foi fluindo super bem e depois eles mesmos disseram que foi bacana perceber como conseguiam manter uma conversa inteira em inglês sem travar tanto.

Outra atividade que curto bastante é assistir vídeos curtos em inglês no YouTube ou TED Talks e depois discutir em sala. Escolho uns vídeos de até 10 minutos, nada muito longo pra não perder a atenção da galera. Divido os alunos em duplas ou trios pra assistir juntos e isso rola numa aula só. Depois do vídeo, eles precisam repassar o conteúdo pra turma toda, mas em inglês.

Na última vez fizemos isso com um TED Talk sobre inovação tecnológica. A dupla do Gabriel e da Letícia ficou responsável por explicar tudo pra turma. Eles tavam bem empolgados porque tinham achado o vídeo super interessante. Gabriel começou contando sobre as principais ideias do vídeo e Letícia completava com exemplos práticos. O legal foi ver como eles não só entenderam o conteúdo como também conseguiram passar esse entendimento pros colegas.

A terceira atividade envolve música. Todo mundo sabe que música é uma baita ferramenta pra aprender idioma, né? Então a gente usa músicas em inglês pra treinar interpretação e pronúncia. Cada semana escolho uma música diferente (eles ajudam na escolha também) e entrego a letra impressa pra todo mundo. Aí ouvimos a música algumas vezes na sala e depois discutimos o significado das palavras, das expressões e até mesmo da mensagem da música como um todo.

Um dia desses escolhemos "Imagine", do John Lennon. A turma já conhecia a música, mas prestar atenção no significado foi um desafio novo pra muitos deles. Quando chegamos na parte "Imagine all the people living life in peace", abriu espaço pra uma discussão bacana sobre utopia e realidade global hoje em dia. O Marcos perguntou se as pessoas na Inglaterra entendem essa música como um sonho distante ou algo mais próximo da realidade deles. Isso abriu uma discussão interessante sobre perspectivas culturais diferentes.

Então é isso, gente! Essas são algumas das atividades práticas que faço pra trabalhar essa habilidade de usar o inglês como língua global com os meninos do segundo ano do Ensino Médio. Acho importante que eles percebam desde já como o inglês pode ser uma ferramenta poderosa de comunicação com o mundo todo, independente de sotaques ou gírias locais. E vocês? Que atividades fazem com suas turmas? Vamos trocar ideia! Valeu!

E aí, pessoal! Continuando aqui nosso papo sobre a habilidade EM13LGG403, uma coisa que eu gosto muito é ver como os meninos vão pegando o jeito do inglês no dia a dia, sem precisar daquela prova formal. Tem umas cenas bem legais que a gente vê na sala de aula e que mostram que eles estão entendendo o conteúdo.

Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala enquanto eles fazem uma atividade em grupo, dá pra ouvir umas conversas que são ouro puro. Tipo o João explicando pro Pedro que, mesmo que uma palavra tenha um significado específico no dicionário, depende do contexto a forma como ela vai ser usada na frase. Quando ouço isso, penso: "Ah, esse entendeu!". Ou quando eles começam a usar expressões novas nas frases, que não estavam no material que eu dei, mas que eles ouviram em um vídeo ou música. Dá pra ver que o Spotify tá ajudando mais que muita aula!

Outra hora que fico bem satisfeito é quando um aluno ajuda o outro. A Mariana tava com dúvida sobre como pronunciar algumas palavras, e o Lucas foi lá e explicou: "Imagina que o som é assim...", fazendo uma comparação com uma expressão em português. E acertou na mosca! Esse tipo de interação mostra que eles não só tão aprendendo conteúdo, mas também como se virar sozinhos e ajudar os outros.

Mas claro, nem tudo são flores, né? Tem uns erros clássicos que a galera comete. O mais comum é confundir "their", "there" e "they're". A Larissa, por exemplo, sempre confundia. Uma vez ela escreveu "their" querendo dizer "there" num exercício de localização. Isso acontece porque em português a gente não tem tanto essa diferença entre som e escrita. Quando eu percebo esses erros, tento abordar na hora. Pergunto pra ela: "Larissa, onde você acha que eles estão indo?" e ela mesma acaba percebendo o erro quando precisa explicar em voz alta.

Outra coisa é mexer na estrutura das frases. O Marcelo sempre trocava o verbo de lugar ou esquecia alguma preposição quando tentava falar rápido demais. Nesse caso, faço ele repetir a frase mais devagar e pensar nos passos certinhos antes de falar de novo.

Agora sobre meus alunos com necessidades especiais, tem os casos da Clara e do Matheus. O Matheus tem TDAH e é uma figuraça! Ele precisa de atividades mais dinâmicas pra manter o foco. Gosto de usar muitos jogos rápidos e vídeos curtos pra ele não perder a atenção. Por exemplo, se estamos praticando vocabulário, transformo isso num jogo de memória com cartas viradas na mesa. Ele adora ter algo físico pra mexer e interagir.

A Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais estruturado. Pra ela, uso cronogramas visuais que ajudam a entender o que vem em seguida. Esses cronogramas têm figuras representando cada atividade do dia. Isso funcionou super bem! Mas uma coisa que não deu certo foi usar vídeos com muito estímulo visual ou sons altos demais; percebi que ela ficava desconfortável. Prefiro usar textos curtos com imagens mais calmas e sempre dou um tempo extra pra ela responder as atividades.

Com os dois, tento sempre me adaptar ao ritmo deles e adaptar o tempo das atividades: às vezes dou um tempinho extra ou divido a tarefa em partes menores pra ficar mais fácil de gerenciar.

Bom, é isso aí! Ensinar esses meninos é um desafio constante e sempre tem novidade na sala de aula. Espero que essas histórias ajudem vocês por aí também. E qualquer dica nova ou dúvida pode me chamar aqui no fórum! Até a próxima!

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