Olha, essa habilidade EM13LGG305 da BNCC pode parecer meio complicada de entender quando você lê o texto formal, mas na prática ela é até que bem legal de trabalhar com a galera. É assim: a ideia é ajudar os meninos a enxergarem como eles podem se envolver com o mundo ao redor deles por meio da linguagem — seja escrevendo, falando, ou de qualquer outra forma. A gente quer que eles percebam que podem usar o que aprendem na escola para fazer alguma diferença na sociedade, sabe? Tipo identificar problemas e pensar em soluções criativas, sempre com um olhar crítico e ético. E isso tem tudo a ver com o que eles já vêm vendo nos anos anteriores, quando começam a entender mais sobre cidadania e seus papéis como membros da comunidade.
Então, pra traduzir isso pro dia a dia, imagina que o aluno precisa conseguir, por exemplo, olhar para o bairro onde mora e pensar em que tipos de projetos poderiam melhorar aquele lugar. Ou então discutir questões mais amplas, como o impacto das redes sociais na vida deles e na sociedade. Eles têm que conseguir articular essas ideias de maneira clara e pensar sobre as consequências delas. Isso conecta bastante com as discussões sobre identidade, cultura e política que já começaram a fazer lá no primeiro ano do ensino médio.
Agora, deixa eu contar como eu faço aqui na sala com a turma do 2º ano do ensino médio. São atividades que buscam justamente estimular essa visão crítica e participativa.
Uma atividade que eu gosto muito envolve um debate sobre temas atuais. Eu trago algumas notícias recentes de jornais ou da internet — sempre tento escolher algo que tenha a ver com o cotidiano deles ou com temas polêmicos que estejam em alta. Aí, divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por defender uma posição sobre o tema escolhido. Isso leva uma aula inteira, geralmente de 50 minutos. O legal é ver como eles vão se envolvendo no tema. Da última vez, discutimos sobre a questão do uso de celulares nas escolas. Teve uma hora que o Pedro e a Clara começaram a debater tão intensamente que parecia até que estavam num tribunal! No fim, eles mesmos comentaram como foi interessante pensar nos dois lados da questão.
Outra atividade é a produção de um pequeno documentário sobre algum aspecto cultural ou social do bairro deles. Para isso, eles podem usar só os celulares mesmo. Divido a turma em duplas ou trios e dou uns 15 dias para eles produzirem o vídeo. Eles têm que entrevistar pessoas da comunidade, pesquisar sobre o tema e depois mostrar o resultado para os colegas. Essa atividade sempre tem boas surpresas. Recentemente, o Lucas e a Mariana fizeram um documentário sobre as festas tradicionais do bairro deles, e foi emocionante ver eles descobrindo histórias incríveis que nem faziam ideia!
E tem também um projeto que faço todo ano: uma feira cultural na escola onde cada grupo escolhe um tema para apresentar. Pode ser qualquer coisa — desde movimentos sociais até expressões artísticas contemporâneas. Eles têm algumas semanas para preparar tudo: montar estande, criar cartazes, preparar apresentações orais... No dia do evento, os alunos se tornam "professores" dos visitantes, explicando suas pesquisas e discutindo sobre aquilo com quem passa por lá. Da última vez, a Júlia e o Ricardo fizeram uma apresentação incrível sobre arte urbana e grafite, trazendo até um grafiteiro local pra dar uma oficina rápida. Foi sucesso total!
Os alunos reagem super bem a essas atividades porque elas se conectam direto com a realidade deles. É muito gratificante ver quando eles conseguem trazer ideias novas e começam a entender seu papel como cidadãos ativos na sociedade. E digo mais: eles acabam se aproximando mais uns dos outros nesses projetos colaborativos.
Enfim, eu acredito mesmo que trabalhar essa habilidade ajuda muito os meninos a perceberem que têm uma voz ativa na sociedade e podem fazer uso disso de forma positiva e transformadora. Isso é preparar pra vida! Vamos seguir firme nessa missão aí! Abraço!
Então, continuando o papo sobre essa habilidade EM13LGG305, uma das coisas que eu mais gosto de fazer é observar como os meninos vão aprendendo no dia a dia, sem precisar de prova formal. É no olho mesmo, sabe? Aquele olhar de professor que fica ligado nas conversas, nas trocas, no jeito deles de se expressarem cada vez melhor. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala e ouço um aluno explicando uma ideia pra outro com clareza, usando as palavras certas, aí eu penso "Esse aí tá sacando o lance".
Teve um dia que eu tava ouvindo o Pedro e a Júlia discutindo sobre um projeto de cidadania. O Pedro disse algo como "Mas a gente não pode só falar que tá errado, tem que propor uma solução também", e a Júlia completou "E tem que ser uma solução que funcione aqui na nossa cidade, não só em teoria". Aí, na hora, me deu aquele estalo: eles estavam aplicando direitinho o que a gente discutiu em aula sobre pensar criticamente e propor soluções práticas. É nessas horas que você percebe que a coisa tá funcionando.
Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, um erro clássico é quando a galera ainda não consegue distinguir bem entre opinião e argumento sustentado. O Lucas, por exemplo, vivia dizendo "Ah, eu penso assim porque eu acho" e pronto. Aí eu tinha que parar ele: "Lucas, beleza você achar isso, mas me diz por quê? O que te faz acreditar nisso?". Essa confusão rola bastante porque muitas vezes eles não têm o hábito de refletir sobre suas opiniões. E é normal! Quando vejo isso acontecendo, eu tento ajudar pedindo pra eles pesquisarem mais sobre o assunto ou discutirem com colegas pra enriquecer a conversa.
Tem também aquela questão de identificar problemas reais e propor soluções viáveis. Às vezes eles querem abraçar o mundo e acabam propondo soluções mirabolantes que não são exequíveis. A Ana Clara uma vez sugeriu resolver o problema do lixo na escola com um robô coletor. Adorei a criatividade dela, mas precisei puxar pro chão: "Tá ótimo sonhar grande, Ana! Mas vamos pensar numa coisa que a gente possa começar ainda esse semestre?" E aí fomos afinando a ideia.
Falando especificamente do Matheus e da Clara... Bom, com o Matheus que tem TDAH, é importante manter as atividades bem dinâmicas e quebradas em partes menores. Ele se perde se tiver muita coisa pra fazer de uma vez. Então eu divido as tarefas em etapas curtas e dou umas paradas pra mexer com ele durante as atividades. Por exemplo, às vezes uso jogos ou debates rápidos pra segurar o interesse dele e garantir que ele tá acompanhando.
Já a Clara, que tem TEA, precisa de um pouco mais de estrutura nas atividades. Eu aprendi que ela responde melhor quando as instruções são bem claras e visuais. Então uso cartazes ou esquemas na lousa pra ajudar na compreensão dela. E também dou um tempo extra pra ela processar as informações sem pressa. Em atividades em grupo, às vezes ela prefere trabalhar sozinha numa parte específica antes de juntar com os colegas, e eu deixo isso acontecer naturalmente.
O que não funcionou muito bem foi tentar forçar muita interação em grupo logo de cara — nem sempre essa abordagem é confortável pra eles. Então eu vou adaptando conforme vou conhecendo melhor cada um deles. Tem dias que o Matheus tá particularmente agitado; nesses dias eu foco mais em atividades práticas onde ele possa explorar o espaço sem ser muito restrito.
Enfim, o importante é lembrar que cada aluno tem seu jeito de aprender e se expressar. E como professores, nosso trabalho é criar um ambiente onde todos possam desenvolver essas habilidades da melhor forma possível. Não precisa ser perfeito — só precisa funcionar pra eles.
Acho que é isso aí por hoje! Espero ter ajudado quem tá tentando entender mais sobre essa habilidade. Se alguém tiver outras perguntas ou ideias pra compartilhar, tô sempre por aqui no fórum. Abraço!