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EF89LP31Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar e utilizar modalização epistêmica, isto é, modos de indicar uma avaliação sobre o valor de verdade e as condições de verdade de uma proposição, tais como os asseverativos – quando se concorda com (“realmente, evidentemente, naturalmente, efetivamente, claro, certo, lógico, sem dúvida” etc.) ou discorda de (“de jeito nenhum, de forma alguma”) uma ideia; e os quase-asseverativos, que indicam que se considera o conteúdo como quase certo (“talvez, assim, possivelmente, provavelmente, eventualmente”).

Análise linguística/semióticaModalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vou te contar como que eu trabalho essa tal habilidade EF89LP31 da BNCC lá com os meninos do 8º ano. Isso aí é sobre uma coisa que chamam de modalização epistêmica. Parece complicado, mas na prática é até interessante. A ideia é fazer os alunos entenderem como a gente, ao falar ou escrever, dá a nossa opinião sobre algo ser verdade ou não. É tipo quando a gente usa palavras pra mostrar certeza, dúvida ou desacordo com o que tá sendo dito. Por exemplo, quando você fala “realmente” ou “sem dúvida” você tá afirmando algo com certeza. Já quando você usa “talvez” ou “possivelmente”, dá aquele toque de incerteza.

Na prática, pro aluno a coisa é saber identificar e usar essas palavrinhas na hora certa, entender quando a gente tá seguro do que tá dizendo ou quando tá jogando uma hipótese pro ar. E isso vem também daquilo que eles já trouxeram lá do 7º ano, onde aprenderam a interpretar textos e identificar opiniões e argumentos. Agora com a modalização epistêmica, eles têm que ir um pouco além e perceber o quanto de verdade a gente coloca nas nossas palavras, se é certeza ou só uma possibilidade.

Vou contar umas atividades que eu faço em sala pra trabalhar isso com eles. A primeira delas é um debate que gosto de organizar. Olha só, não tem muito segredo: escolho temas polêmicos mas acessíveis, coisas do tipo “a tecnologia ajuda ou atrapalha na escola?”. Divido a turma em dois grupos, cada um defendendo um ponto de vista. Duração? Ah, uns 50 minutos, tempo de uma aula mesmo. O legal é que eles têm que usar palavras que mostrem o quanto eles estão certos do que dizem. Em uma dessas discussões, o Lucas tava lá firme dizendo “claro que a tecnologia ajuda!” e a Júlia rebateu com um “talvez nem sempre”, chamando atenção pra questão das distrações. É bacana ver como eles começam a pensar no peso das palavras que usam.

Outra atividade que faço é análise de textos jornalísticos ou crônicas. Escolho um texto que tenha bastante dessas modalizações e levo xerox pros meninos. Em pequenos grupos, eles têm uns 30 minutos pra ler e identificar quais são essas palavras que indicam certeza ou dúvida e anotar do lado por quê acham isso. Da última vez escolhi uma crônica sobre mudanças climáticas, cheia de “provavelmente”, “sem dúvida” e “eventualmente”. A Ana Clara logo pegou um trecho e disse “olha só, aqui ele diz ‘certamente’, então ele acredita mesmo nisso”. É bem legal quando essa ficha cai pra galera!

A terceira atividade envolve produção escrita. Peço pra turma escrever pequenos textos opinativos sobre temas da atualidade, tipo fake news ou redes sociais. O objetivo é eles usarem conscientemente as modalizações que a gente estuda. Dou uns 40 minutos pra isso e depois trocamos os textos entre os alunos pra eles analisarem se o colega conseguiu passar bem o grau de certeza ou dúvida no discurso. Numa dessas atividades, o Pedro escreveu sobre fake news e usava direto expressões como “sem dúvida” e “de forma alguma”, mostrando segurança na análise dele. Foi bacana porque deu pra turma toda rever o uso dessas expressões nos textos dos outros.

Bom, no geral os alunos reagem bem a essas atividades porque saem daquele formato tradicional e põem eles pra pensar e se expressar mais. Claro que sempre tem os que reclamam por achar difícil no começo, mas aos poucos vão pegando o jeito. E é muito recompensador quando vejo eles aplicando isso em outras situações, até fora da sala de aula mesmo.

E assim a gente vai caminhando com essa habilidade, sempre tentando trazer pro cotidiano dos meninos porque senão fica só aquela coisa teórica e distante deles. Quando conseguem perceber o impacto das palavras nas conversas do dia a dia e nos textos que leem ou escrevem, aí sinto que tamo no caminho certo. É isso aí! Se alguém já tiver experimentado algo diferente ou tiver outra sugestão de atividade, tô aqui aberto pra ouvir também!

Agora, como é que eu percebo que um aluno aprendeu sobre essa modalização epistêmica sem aplicar uma prova formal? É tudo questão de observação no dia a dia. Bom, quando eu tô circulando pela sala, eu presto muita atenção nas conversas dos meninos. Aí, às vezes, escuto eles discutindo alguma coisa e usando expressões do tipo "eu acho que", "certamente", "talvez", aí já dá pra perceber que eles estão pegando o jeito. Um dia desses, o João tava explicando pro Pedro sobre um texto e disse "olha, eu acho que o autor quis dizer isso, mas talvez não seja exatamente assim". Na hora pensei: "ah, esse entendeu!". Ele não só aplicou a modalização, mas também mostrou flexibilidade na compreensão. E é legal demais ver quando um aluno ajuda o outro a entender e usar essas coisas no contexto certo.

Os erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo são bem interessantes. O Lucas, por exemplo, tem dificuldade em diferenciar quando usar "talvez" e "provavelmente". Ele ficava falando "talvez" em situações onde "provavelmente" seria mais adequado. Isso acontece porque a diferença entre dúvida e probabilidade pode ser meio sutil pra eles. Outra situação é a Maria, que adora usar "com certeza" em tudo que fala, mesmo quando claramente ainda tá pensando sobre o assunto ou não tem tanta certeza assim. E isso é normal. Esses erros acontecem porque interpretar nuances de linguagem leva tempo e prática. Quando eu vejo um erro desses, tento abordar na hora. Chamo o aluno de lado e explico com exemplos concretos: "Olha, Lucas, se você diz 'talvez', tá deixando muito aberto; agora 'provavelmente' já indica mais convicção". E vou mostrando essas diferenças em situações do cotidiano deles.

Sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, tenho que pensar em algumas estratégias diferentes. Com o Matheus, eu descobri que ele se sai melhor quando divido as aulas em blocos menores e intercalo com atividades mais dinâmicas. Tipo assim, depois de uma explicação sobre a modalização, dou uns 10 minutinhos pra ele fazer uma atividade prática ou até mesmo levantar e conversar com um colega sobre o tema. Também uso materiais visuais porque ajudam ele a manter o foco. Já tentei usar música durante as atividades, mas isso não deu muito certo; ele acabava se distraindo ainda mais.

Agora, a Clara é um caso onde preciso ser bem direto e claro nas instruções. Então eu sempre dou roteiros bem estruturados das atividades pra ela seguir. Uma coisa simples como listar passos do que ela deve fazer já faz uma diferença enorme. E também procuro sempre ter alguns recursos visuais à mão, como cartazes ou slides coloridos com exemplos. O que realmente funciona é dar mais tempo pra ela pensar antes de responder algo na sala. Não adianta pressionar ou apressar; aquele tempo extra faz toda a diferença pro entendimento dela.

No fim das contas, lidar com essas individualidades é sempre um desafio interessante que me ensina bastante também. Como professor, tenho que estar sempre atento, observando e ajustando as coisas conforme necessário pra garantir que todos tenham oportunidade de aprender.

Bom, acho que é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entender um pouco mais de como essa habilidade pode ser trabalhada na prática e como reconhecer se os meninos estão realmente aprendendo. Se alguém tiver outra ideia ou dica sobre como lidar com tudo isso, compartilha aí porque esse fórum é mesmo pra gente trocar figurinhas e crescer junto!

Até a próxima!

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