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EF89LP30Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a estrutura de hipertexto e hiperlinks em textos de divulgação científica que circulam na Web e proceder à remissão a conceitos e relações por meio de links.

Análise linguística/semióticaTextualização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de EF89LP30, essa habilidade aí da BNCC, é basicamente ensinar os meninos a entenderem como funciona um texto na internet, tipo um artigo de divulgação científica cheio de links. A ideia é que eles consigam perceber que esses links não estão ali à toa. Eles apontam pra outras informações, ampliam o que tá sendo discutido e ajudam na compreensão do texto todo. Tem que saber por que aquele link tá ali e como ele se conecta com as ideias do texto. Se no ano passado eles aprenderam a ler textos mais longos e até a identificar a ideia principal e as informações secundárias, agora é como se eles estivessem aprendendo a fazer isso em um ambiente na internet, onde tudo pode estar interligado com um clique.

Na prática, eu tenho trabalhado isso de algumas maneiras diferentes. Vou contar um pouco do que faço por aqui.

Primeiro, eu costumo começar com uma atividade bem básica de navegação. Trago um texto simples de divulgação científica da internet, tipo aqueles sobre curiosidades do espaço ou avanços na medicina. Os sites da Superinteressante ou da BBC Brasil são ótimos pra isso. Aí eu imprimo uns trechos e faço uns prints coloridos em preto e branco mesmo dos hiperlinks e coloco no papel. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos. A ideia é eles lerem juntos e discutirem o que acham daquele trecho e pra onde cada link leva. Tipo assim: "O que vocês acham que esse link aqui tá tentando acrescentar na ideia central?" Essa parte leva uns 20 minutos e rende muita conversa boa. Da última vez, o João até comentou que achava engraçado como num texto sobre Marte tinha um link sobre água em outros planetas e como isso ajudava ele a entender o quão raro é achar água por aí.

Depois, a gente faz uma segunda atividade que eu gosto bastante: a construção de um mini hipertexto em grupo. Ainda usando o mesmo tema do texto científico inicial, cada grupo escolhe um aspecto pra pesquisar mais a fundo. Aí eles precisam montar um parágrafo novo sobre esse assunto e nele incluir pelo menos dois links que eles achariam interessante colocar. Eu libero os computadores da escola ou eles podem usar os celulares com meu acompanhamento pra fazer essas pesquisas rápidas na internet. Normalmente levam uns 30 minutos pra montar tudo. E é muito legal ver como eles se empolgam achando links relevantes. Lembro que uma vez o Lucas e a Ana ficaram super animados porque encontraram um vídeo sobre o tema escolhido por eles e queriam colocar no hipertexto imaginário deles.

Por fim, faço uma integração com outra disciplina: ciências. Combino com o professor de ciências e a gente faz uma atividade conjunta onde os alunos têm que fazer uma apresentação usando slides com hyperlinks dentro do tema abordado em ciências naquele bimestre. A atividade dura umas duas aulas inteiras, porque envolve pesquisa, montagem dos slides e apresentação final para a turma. Eles adoram quando percebem que o que aprendem em português ajuda em outras matérias também. Na última atividade dessas, o grupo da Júlia fez uma conexão super interessante sobre mudanças climáticas, usando dados atualizados de sites confiáveis e conseguiram mostrar como a informação flui melhor quando bem conectada.

É sempre um desafio trabalhar habilidades novas dessa forma mais integrada, mas vejo os meninos evoluírem muito melhor quando têm a chance de ver na prática como usar o que aprendem. E eles mesmos costumam comentar isso depois das aulas, tipo quando dizem "ah, agora entendi porque tem tanto link nas matérias da internet!". Aos poucos vão pegando jeito e se tornando mais críticos em relação ao que leem online.

Acho que o segredo é esse: deixar eles experimentarem, fazerem perguntas, tentarem errar e acertar nesse ambiente digital que tá tão presente no cotidiano deles. Não tem fórmula certa nem jeito igual pra todo mundo; cada turma vai reagir de um jeito e cabe à gente ir ajustando conforme as necessidades aparecem. Mas é gratificante ver quando eles começam a perceber essas conexões! Bom, era isso por hoje! Até mais!

E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre essa habilidade EF89LP30 que a gente tava discutindo, vou compartilhar como eu percebo que os alunos estão realmente aprendendo sem precisar aplicar uma prova formal daquelas. Olha, tem muita coisa que a gente percebe no dia a dia mesmo, sabe? Quando eu tô circulando pela sala e ouvindo as conversas entre eles, dá pra ver quem já entendeu o lance dos links e quem ainda tá meio perdido.

Teve uma vez que eu tava passando entre as mesas e ouvi o João explicando pra Maria. Ele falou algo tipo: "Olha, Maria, esse link aqui tá apontando pra um artigo que explica mais sobre essa teoria aqui no texto. Então, se a gente clicar, vai ajudar a entender melhor o assunto." Na hora pensei "ah, esse entendeu". A maneira como ele explicava mostrava que ele não só tinha decorado a função dos links, mas realmente compreendia por que eles eram importantes pro texto como um todo.

Outro exemplo foi quando a Ana tava discutindo com o Pedro e falou: "Esse vídeo aqui tá no link porque ajuda a visualizar o que o autor tá falando. É como se o autor dissesse 'olha, se você ver isso aqui, vai entender melhor o que eu tô dizendo'." Isso é música pros ouvidos de um professor! Ali a gente percebe que eles não tão só lendo o texto por ler, mas tão fazendo conexões e entendendo a intenção do autor.

Agora, falando dos erros mais comuns que essa galera comete... Nossa, tem alguns clássicos! Tipo, o Lucas vive achando que todo link é propaganda. Já peguei ele várias vezes ignorando os links achando que são inúteis ou só pra vender alguma coisa. Isso acontece porque muitos deles passam tanto tempo nas redes sociais onde link é quase sempre anúncio, né? Então eu sempre reforço: "Gente, nesses textos aqui do artigo de divulgação científica os links têm outro papel, beleza?"

Outro erro comum é a Clara achar que todo link é pra clicar e ler na hora. Ela começa a abrir tudo de uma vez e acaba se perdendo no meio das informações. Aí eu explico: "Clara, calma! Primeiro entende o texto principal. Os links são pra você aprofundar depois ou quando tiver dúvida sobre algo específico." Mostro pra ela que nem todos os links precisam ser acessados imediatamente, são complementares.

Agora entrando nos desafios com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Olha, é um trabalho diário e ajustando as coisas conforme vamos descobrindo o que funciona melhor pra eles. Pro Matheus, eu comecei a dividir as atividades em partes menores com objetivos bem claros. Se eu dou um artigo grande pra turma trabalhar num dia só, ele perde o foco rapidinho. Então faço assim: "Matheus, vamos trabalhar nessa parte aqui primeiro e amanhã a gente vê o resto." Pros links dele não perderem o fio da meada, eu tenho usado cores diferentes pra destacar no texto qual link tá relacionado com qual parágrafo. Isso ajuda ele a entender melhor onde cada coisa se encaixa sem se distrair.

Com a Clara é um pouco diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Então sempre aviso antes quando vou introduzir uma atividade nova ou mudar algum formato de trabalho. E os materiais visuais ajudam bastante! Então uso muitos gráficos e mapas mentais pra mostrar como os links se conectam ao texto principal. E também faço questão de perguntar: "Clara, esse material tá te ajudando? Como você prefere visualizar?" Pra ela ter um espaço onde possa expressar o que funciona ou não tá sendo essencial.

Uma vez tentei usar um aplicativo interativo pra turma toda achar que ia ser super legal. Mas pro Matheus aquilo virou um prato cheio de distrações e a Clara não gostou das animações muito rápidas. Foi aí que aprendi a nunca mais seguir por esse caminho sem testar antes.

Bom, é isso! Todo dia é aprendizado novo com essa turma. Espero ter ajudado aí quem também enfrenta essas situações em sala de aula. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, manda aí! É sempre bom trocar ideia com quem tá na mesma jornada.

Até mais, gente! Nos vemos nos próximos posts!

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