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EF89LP23Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, em textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, os movimentos argumentativos utilizados (sustentação, refutação e negociação), avaliando a força dos argumentos utilizados.

Produção de textosMovimentos argumentativos e força dos argumentos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, galera, essa tal habilidade EF89LP23 da BNCC pode parecer complicada no papel, mas na prática é mais simples do que parece. Quando a gente fala de analisar textos argumentativos, reivindicatórios e propositivos, estamos basicamente ajudando os alunos a perceberem como os argumentos são construídos e como eles podem ser fortes ou fracos. Quer dizer, os meninos precisam entender o que faz um argumento se sustentar bem, como refutar um argumento contrário de uma forma eficaz, e o que é negociar uma ideia pra chegar a um consenso. E já que eles vêm do sétimo ano com alguma noção de texto argumentativo, agora o negócio é aprofundar esse conhecimento.

Na prática, o aluno precisa ser capaz de ler um texto e identificar onde o autor está tentando convencer a gente de alguma coisa. Tipo assim, ele tem que ver que um argumento forte é baseado em fatos ou dados concretos e não em achismos. E também precisa sacar quando o texto tenta rebater um ponto fraco do lado oposto ou quando tenta chegar a um meio termo. Aí, com isso tudo na cabeça, ele vai conseguir discutir melhor, sabe? Não só na escola, mas também lá fora.

Agora vou contar como eu faço isso lá na sala com os meninos do oitavo ano. Primeiro de tudo, eu tento não inventar moda e usar materiais que qualquer escola tem ou que dá pra encontrar fácil na internet. Uma das atividades que faço é chamada de "debate dos absurdos". É legal porque os meninos se envolvem mesmo! Funciona assim: eu levo artigos de opinião sobre temas controversos, mas que são leves e engraçados. Tipo "Por que deveríamos ter um dia nacional do pijama?" ou "As aulas deveriam começar às 10 da manhã". Divido a turma em dois grupos, cada um defendendo um lado diferente. Eles têm uns 20 minutos pra preparar os argumentos, e depois debatem por mais uns 20 minutos.

A última vez que fiz isso foi hilário. O João e a Ana estavam num grupo defendendo o "dia do pijama", e eles vieram com uns argumentos tão criativos que quase me convenceram! Falaram sobre economia de tempo de manhã e aumento da felicidade geral da população. E aí a Mariana e o Pedro estavam contra, falando do impacto na produtividade nacional. No fim das contas, a galera toda riu muito, mas aprendeu a importância de ter argumentos sólidos.

Outra atividade que faço é a análise de discursos famosos. Escolho algum discurso histórico relevante que tenha uma boa carga argumentativa. Um dos meus favoritos é o "I Have a Dream" do Martin Luther King Jr. Passo um vídeo legendado do discurso pra galera assistir. Depois disso, peço pra turma identificar trechos onde ele sustenta suas ideias com fatos ou exemplos concretos, onde ele refuta preconceitos ou críticas, e onde ele tenta negociar ou unir as pessoas em torno de uma ideia comum.

Na última vez que fiz isso, a Júlia levantou a mão toda empolgada falando sobre como o King usou experiências pessoais dele pra fortalecer os argumentos. O Lucas comentou sobre como ele refutou preconceitos ao falar de uma sociedade unida. Essa atividade geralmente leva uma aula inteira — uns 50 minutos — porque gosto de deixar tempo pros meninos irem além do óbvio e realmente discutirem as ideias.

E tem uma atividade mais simples também: a "troca de cartas". Os alunos escrevem uma carta argumentativa sobre um tema atual (tipo mudança climática) defendendo um ponto de vista específico. Depois eles trocam as cartas entre si pra alguém do grupo fazer uma análise crítica dos argumentos apontando pontos fortes e fracos. Isso ajuda muito na hora de entender como refutar ou sustentar ideias diferentes. Dá pra fazer em uns 30 minutos — 15 pra escrever e mais 15 pras trocas e discussões.

A última vez que fizemos essa atividade foi interessante ver como os meninos conseguem perceber falhas nos argumentos dos outros de uma forma que nem sempre conseguem ver nos próprios textos. O Thiago escreveu sobre energia solar e ficou animado ao ver como a Bia conseguiu refutar algumas das suas ideias usando exemplos práticos.

No fim das contas, galera, o importante é colocar os meninos pra pensar além do texto. Fazer eles perceberem que argumentar bem é mais do que só falar bonito — tem que ter fundamento! Essas atividades ajudam eles a desenvolverem essa habilidade crítica que vão levar pra vida toda.

Bom, é isso por hoje. Espero que tenha dado pra dar uma luz aí sobre como trabalhar essa habilidade na turma de vocês também! Até a próxima!

Quando se trata de perceber se os meninos realmente entenderam a habilidade, eu fico mais esperto nas pequenas coisas do dia a dia, porque nem sempre uma prova escrita vai me mostrar o que eles sabem de verdade. Tipo, enquanto eu tô circulando pela sala, ouvindo as conversas ou só observando de canto de olho, dá pra ver nitidamente quando um aluno pega o jeito. Por exemplo, outro dia eu tava passando pelas mesas e vi a Ana explicando pro Pedro como um argumento que ele escreveu podia ser mais forte se ele usasse um exemplo concreto. Aí pensei: opa, essa entendeu! Porque é exatamente isso que trabalhamos nas aulas, usar exemplos reais pra dar peso aos argumentos.

Aí tem aqueles momentos que me pegam de surpresa, tipo quando a sala tá em silêncio escrevendo e um aluno levanta a mão e solta uma dúvida bem pertinente. O João perguntou outro dia se a gente sempre precisa rebater um argumento contrário com estatísticas ou se só uma opinião bem fundamentada já serve. Isso mostrou que ele tava começando a pensar na coisa de forma mais crítica, entendendo que não existe só um jeito certo de argumentar. Então, são nessas horas que eu vejo que a coisa tá fluindo.

Mas claro, nem tudo são flores, né? Os erros aparecem e é com eles que os meninos mais aprendem. Um erro comum é confundir opinião com argumento. Muitos acham que só expressar o que pensam já é suficiente pra convencer alguém. Lembro bem do Lucas escrevendo que "todo mundo sabe que videogame é melhor que ler", como se fosse um argumento incontestável. Aí eu parei do lado dele e perguntei: "Lucas, mas por quê? O que faz o videogame ser melhor?" Foi ali na conversa que ele percebeu a diferença e começou a buscar justificativas mais sólidas.

Outro erro frequente é na hora de concluir o texto. Muitos acabam repetindo tudo que já disseram sem trazer uma reflexão final ou proposta nova. Eu sempre digo pra eles pensarem no final como aquele momento em que eles deixam uma impressão duradoura em quem lê, tipo uma conversa boa que não dá vontade de terminar.

E sobre lidar com o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, é um desafio constante, mas também gratificante quando vejo progresso. Pro Matheus, foco é sempre um problema. Então, eu costumo dividir as atividades em partes menores e dou intervalos curtos pro cérebro dele dar aquela descansada antes de voltar à tarefa. Uso muito material visual também, porque prende mais a atenção dele do que texto puro.

Com a Clara, minha abordagem é outra. Como ela tem TEA, gosto de trabalhar com rotinas bem definidas nas aulas. Ela se sente mais segura sabendo o que vem a seguir e assim participa melhor. Descobri que usar histórias em quadrinhos funciona bem pra ela entender conceitos de argumentação, porque as imagens ajudam na interpretação e ela consegue visualizar as trocas argumentativas entre os personagens.

Uma coisa legal foi uma vez em que fizemos uma atividade em dupla e coloquei ela pra trabalhar com uma colega super paciente e sensível. A interação foi tão bacana que as duas conseguiram desenvolver um texto argumentativo incrível. Já tentei também algumas coisas que não rolaram tão bem, tipo usar apenas textos longos sem apoio visual pra Clara, porque isso deixava ela meio perdida.

Ensinar é mesmo uma eterna adaptação às necessidades dos alunos. Eu aprendo tanto quanto eles nesse processo todo. E é isso aí, galera! Sempre bom compartilhar essas experiências com vocês e trocar ideias. Quem tiver dicas ou outras experiências sobre essa habilidade ou qualquer outra questão em sala de aula, tamos aí pra ouvir! Abraço!

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