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EF89LP22Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Compreender e comparar as diferentes posições e interesses em jogo em uma discussão ou apresentação de propostas, avaliando a validade e força dos argumentos e as consequências do que está sendo proposto e, quando for o caso, formular e negociar propostas de diferentes naturezas relativas a interesses coletivos envolvendo a escola ou comunidade escolar.

Produção de textosEscuta Apreender o sentido geral dos textos Apreciação e réplica Produção/Proposta
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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Tipo assim, pessoal, essa habilidade da BNCC que a gente tá falando, EF89LP22, é mega importante, sabe? Na prática, basicamente, os meninos e meninas precisam conseguir entender e comparar diferentes pontos de vista numa discussão ou numa apresentação de propostas. Então, é como se a gente tivesse assistindo um debate e precisasse sacar quem tá dizendo o quê, qual argumento é mais forte ou fraco e quais podem ser as consequências se a ideia do fulano for aceita. E não para por aí: se der, eles ainda têm que pensar em propostas diferentes, sabe? Algo que envolva a escola ou a comunidade deles. Isso cria uma consciência crítica muito bacana nos estudantes.

Essa habilidade já vem de um trabalho anterior. Lembra do 7º ano? A galera já começou a ter contato com debates e argumentação. Eles aprenderam a defender suas ideias com mais clareza, enfeitando bem o bolo, por assim dizer. Agora no 8º ano, a coisa fica mais séria: além de defender o ponto de vista deles, eles têm que estar afiados para perceber o que o outro tá falando e avaliar aqueles argumentos lá. Isso é essencial pra vida lá fora da escola também, né?

Bom, vou contar três atividades que faço aqui na turma do 8º Ano pra galera pegar no tranco com essa habilidade.

Primeira atividade que rola aqui é o "Debate do Dia". É bem simples: eu trago um tema atual que tem a ver com eles de alguma forma. Pode ser algo tipo "uso de celular na sala de aula" ou "merenda escolar". Uso notícias impressas dos jornais ou vídeos curtos do YouTube pra contextualizar. Divido a turma em dois grupos: um pró e outro contra a ideia. Dou uns 15 minutos pra eles se organizarem e discutirem entre si sobre quais argumentos vão usar. Depois cada grupo tem 5 minutos pra expor seus pontos de vista.

A última vez que fiz isso foi sobre "uniforme escolar obrigatório". O Paulo tava no time contra e era engraçado ver ele argumentando todo empolgado que o uniforme limita a individualidade dos alunos. Do outro lado, a Amanda defendeu que o uniforme evita comparações entre quem tem mais condição e quem tem menos grana. A turma vibrou!

Geralmente essa atividade leva uns 50 minutos e os alunos curtem porque é uma chance deles falarem o que pensam de verdade, sabe? E eu sempre observo como eles vão mudando de opinião durante o debate quando ouvem o outro lado.

A segunda atividade é a "Roda de Propostas". Aqui eu dou uma situação problema real da escola ou comunidade deles, tipo "como melhorar o ambiente da biblioteca". Eles têm que pensar em propostas práticas pra resolver aquilo. Uso papel pardo e canetão mesmo pros grupos anotarem suas ideias. Divido em grupos menores de 4 ou 5 pessoas pra garantir que todo mundo participe.

Na última rodada, cada grupo tinha um porta-voz que apresentava as ideias pro resto da turma. E foi engraçado quando o Lucas sugeriu colocar pufes na biblioteca pra deixar mais confortável, aí a Joana levantou a questão da limpeza e manutenção desses pufes. Foi legal ver eles negociando essas questões ali mesmo.

Essa atividade leva umas duas aulas geralmente, porque na primeira eles discutem e preparam as ideias e na segunda fazem as apresentações e discutem como turma toda.

A última atividade que faço é meio um misto das duas anteriores: "Simulação de uma Reunião do Conselho Escolar". Aqui eles têm que defender propostas de diferentes áreas da escola: infraestrutura, merenda, atividades extracurriculares... Cada grupo representa uma área. Uso fichas descritivas com informações básicas sobre os temas pra orientar os grupos.

Da última vez que fizemos isso, a Clara arrasou defendendo melhorias nos banheiros da escola. Ela destacou pontos como quantidade insuficiente de papel higiênico e falta de limpeza regular. O interessante foi quando o grupo da saúde argumentou que o orçamento era limitado e sugeriu priorizar outras áreas naquele semestre. Rolou uma negociação intensa!

Essa simulação leva umas três aulas porque eles precisam estudar as fichas primeiro, depois discutir entre os grupos, apresentar suas propostas na reunião simulada e por fim debater quais são viáveis.

Os meninos saem dessas atividades mais críticos e conscientes sobre como cada decisão impacta a vida escolar deles. Faz a gente ver como esse tipo de habilidade não só prepara eles pro Enem ou pro vestibular mas também pra vida adulta lá fora.

É isso! Espero ter ajudado aí quem tá começando a trabalhar essa habilidade em sala! Se tiverem mais ideias ou dúvidas, bora trocar umas figurinhas nos comentários! Abraço!

E aí, como que a gente percebe que os meninos tão pegando o jeito da habilidade EF89LP22, sem precisar daquela prova formal e tal? Bom, primeiro de tudo, é pura observação do dia a dia. Eu sempre tô de olho neles enquanto circulo pela sala. Quando vejo os grupos discutindo entre si, dá pra sacar quem internalizou mesmo o que a gente tá trabalhando.

Por exemplo, teve um dia que o Lucas tava explicando pro Pedro que em uma discussão sobre meio ambiente, não basta só ficar repetindo que "temos que salvar as árvores". Ele mandou um: "A gente tem que entender também o ponto de vista de quem precisa das áreas pra agricultura e achar um meio-termo". Olha, nessa hora eu pensei: "Ahá, esse aí pegou o espírito da coisa!". É nesse tipo de conversa que a gente percebe quando a ficha caiu.

Outra coisa é ver como eles respondem quando um colega deles levanta uma questão. A Juliana, por exemplo, é campeã nisso. Quando alguém na turma traz uma ideia nova, ela faz umas perguntas que até me surpreendem: "Mas isso não prejudicaria tal coisa? Como é que ficaria se mudássemos isso pro outro lado?". Quando eles começam a se questionar, analisar as consequências do ponto de vista dos outros, aí sim dá pra ver que tão entendendo.

Agora, os erros mais comuns... Nossa, tem uns clássicos. A galera às vezes se empolga e acaba focando só no que acredita ser correto sem ouvir o resto. Tipo o Thiago, ele é todo engajado em causas sociais e tal, mas muitas vezes esquece de considerar outras perspectivas. Ele sempre levanta bandeiras importantes mas as vezes atropela o argumento do colega sem entender o ponto dele. Esses erros acontecem porque é natural a gente se apegar ao nosso próprio ponto de vista e esquecer de ouvir o outro lado.

Quando pego esse erro na hora, paro a discussão e falo na lata: "Thiago, olha só, tenta entender o que a Maria tá dizendo primeiro". Às vezes faço um roleplay, tipo invertendo os papéis deles pra que vejam como é estar do outro lado da situação. Ajuda bastante!

Agora, falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA... Bom, com eles é preciso atenção especial mesmo. O Matheus tem dificuldade em manter foco por muito tempo. Então pra ele eu tento usar atividades mais dinâmicas e cheias de quebra-cabeças ou coisas práticas. Ele gosta muito quando a gente faz debates onde cada lado tem que defender uma opinião com cartazes ou desenhos rápidos. Isso ajuda ele a fixar mais os conceitos sem desanimar.

Já a Clara precisa de rotinas bem estruturadas e previsíveis. Com ela, sempre garanto que ela saiba exatamente o que vai acontecer em cada etapa da aula. Uso uns cards visuais com ícones representando cada parte da aula, tipo um cronograma desenhado mesmo. E olha só, uma coisa que não rolou com ela foi uma atividade surpresa ou sem aviso prévio... Ela ficou super desconfortável e se fechou. Aprendi rapidinho também!

E claro, material sensorial pra ambos faz maravilhas! Pro Matheus uso aqueles stress balls enquanto conversamos ou discutimos algo importante e com a Clara materiais visuais bem coloridos sempre são um trunfo.

Aí pessoal, é isso! No fim das contas, cada aluno tem seu próprio jeito de aprender e perceber quando tá acertando ou errando faz parte do nosso trabalho como professores. Espero que essas experiências ajudem vocês na sala também! Um abração e até a próxima!

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