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EF89LP16Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a modalização realizada em textos noticiosos e argumentativos, por meio das modalidades apreciativas, viabilizadas por classes e estruturas gramaticais como adjetivos, locuções adjetivas, advérbios, locuções adverbiais, orações adjetivas e adverbiais, orações relativas restritivas e explicativas etc., de maneira a perceber a apreciação ideológica sobre os fatos noticiados ou as posições implícitas ou assumidas.

Produção de textosModalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

E aí, pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje quero falar sobre como eu trabalho a habilidade EF89LP16 da BNCC com os meninos do 8º ano. Esse negócio de modalização nos textos noticiosos e argumentativos é mais importante do que parece à primeira vista. Então, deixa eu contar como eu entendo isso na prática.

Olha, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a perceberem como um texto pode ser "inclinado" de uma maneira ou de outra através das palavras. Tipo assim, quando a gente lê uma notícia e percebe que ela está puxando mais pra um lado do que pro outro, mesmo que não esteja dizendo isso diretamente. É aí que entram os adjetivos, advérbios e todas aquelas estruturas gramaticais complicadas. Eles ajudam a dar essa tal "modalização", sabe? Então, o aluno precisa sacar que, por exemplo, num texto jornalístico, a escolha das palavras pode mostrar se o autor tá achando algo bom ou ruim sem dizer isso claramente. Eles têm que pegar essas sutilezas que às vezes passam batido.

Os meninos já vêm com alguma base do 7º ano, onde já trabalharam com tipos de texto e tal. Agora é aprofundar pra reconhecer essas coisas mais subjetivas. É como se eles aprendessem a ler nas entrelinhas, sacar o que tá por trás das palavras.

Então, pra colocar isso em prática na sala de aula, eu faço algumas atividades bem legais. Vou contar três aqui que funcionam super bem.

A primeira atividade é a análise de manchetes de jornal. Eu levo algumas manchetes impressas sobre o mesmo acontecimento mas de jornais diferentes. Tipo, pego um fato polêmico qualquer e busco matérias de jornais com linhas editoriais diferentes. Aí divido a turma em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 alunos cada. Eles têm uns 25 minutos pra discutir entre eles quais palavras indicam a opinião do jornal sobre o fato e depois apresentam pro resto da turma o que acharam. Na última vez que fizemos isso, a Maria ficou surpresa porque notou que um jornal usava sempre "devastador" enquanto outro falava em "desafio", e aí ela sacou que um jornal tava querendo causar mais impacto emocional que o outro.

Outra coisa que faço é pedir pros alunos trazerem propagandas impressas de revistas ou internet. A ideia é eles identificarem os adjetivos e advérbios usados pra convencer o consumidor. Separo uns 20 minutos pra isso e cada aluno apresenta sua propaganda pra classe. É legal porque eles começam a entender como as palavras são usadas pra criar desejo ou necessidade. Na última vez, o João trouxe uma propaganda de carro e ficou encantado em perceber como a palavra "inovador" aparecia umas 3 vezes só pra dar uma sensação de modernidade.

Uma terceira atividade que sempre dá certo é a reescrita de parágrafos. Eu dou um parágrafo neutro sobre algum tema e peço pros alunos reescreverem duas versões: uma positiva e outra negativa. Eles têm uns 30 minutos pra isso e depois lemos em voz alta na sala. É engraçado porque os meninos começam a perceber o poder das palavras na prática! Na última vez, o Lucas reescreveu um parágrafo sobre comida saudável e na versão negativa ele usou "insípido" e "monótono", enquanto na positiva ele falava "delicioso" e "nutritivo". Ele mesmo ficou surpreso com como dá pra mudar a percepção só trocando algumas palavras.

Os alunos costumam se envolver bastante nessas atividades porque elas são meio investigativas, aí parece até brincadeira. E acho importante essa coisa das reações deles porque dá pra ver quando eles realmente entenderam o objetivo da aula.

Bom, pessoal, espero que essas ideias ajudem vocês no trabalho com essa habilidade importante do currículo! Qualquer coisa estamos aí pra trocar experiências e ideias. Abraço!

Aí, continuando essa conversa sobre a habilidade EF89LP16, é bom lembrar que a gente consegue perceber se a molecada entendeu ou não muito além das provas formais. Quando tô circulando pela sala, sempre com aquele ouvido atento nas conversas, dá pra pegar uns sinais legais. Tipo, teve uma vez que o Lucas tava explicando pro Arthur como ele tinha sacado que a notícia do jornal tava favorecendo um político. Ele falou assim: "Olha aqui, Arthur, eles usam essas palavras aqui, tipo 'corajoso', 'destemido', mas não falam nada disso do outro candidato". Aí eu pensei: "Opa, o Lucas tá captando!".

Outro dia, a Júlia e a Fernanda estavam discutindo sobre um texto argumentativo. A Júlia virou e disse: "Fernanda, esse autor tá jogando umas palavras pesadas demais pro lado que ele não gosta, olha só como ele fala 'insignificante', 'irrelevante', ele quer virar a opinião da gente". Aí eu vi que elas pegaram o espírito da coisa.

Agora, falando dos erros comuns. O Joãozinho às vezes lê uma palavra forte e já acha que é tudo tendencioso. Tipo, num artigo que só tava descrevendo um fato, ele achou que tinham chamado alguém de "problemático". Eu tive que chamar ele e mostrar que era mais uma questão de interpretação do que de intenção do autor. Mas esse erro é comum porque os meninos estão ainda desenvolvendo esse senso crítico mais apurado.

Também tem a galera que confunde informação factual com opinião por causa das palavras usadas. A Camila uma vez me disse que um texto tava opinando porque usou "infelizmente" descrevendo uma situação. Aí eu sento com ela e explico que às vezes uma palavrinha só já dá um tom diferente, mas não significa que o texto inteiro é opinativo. Nessas horas, eu gosto de pedir pra turma reescrever um trecho como se estivesse torcendo pro time adversário; isso ajuda bastante.

Agora, sobre os alunos com necessidades específicas. O Matheus tem TDAH e precisamos ser criativos pra manter o foco dele. Eu dou atividades mais curtas e divido em partes menores. Como ele se distrai fácil, deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental baixa enquanto faz exercícios de leitura. Parece funcionar bem pra ele porque diminui o barulho da sala e ajuda a concentrar. Uma vez tentei deixar ele escolher qualquer música, mas aí virou festa e não deu certo.

Já a Clara, que tem TEA, respondo bem fazendo adaptações visuais. Uso muitos quadros com cores pra destacar as palavras-chave nas notícias ou textos argumentativos; ela visualiza melhor assim. E na hora das discussões em grupo, eu deixo ela escolher se quer participar ou apenas observar no começo. Isso tira a pressão social que às vezes deixa ela ansiosa.

Mas olha, nem tudo são flores. Teve uma atividade em grupo onde pensei em fazer um debate simulado entre os alunos sobre um texto tendencioso. O Matheus até começou bem, mas logo se perdeu no meio da discussão e ficou frustrado porque os turnos eram muito longos pra ele acompanhar sem se distrair. Pra Clara, o formato foi um pouco desafiador demais por causa da interação intensa com os colegas. Então agora tento deixar os debates mais estruturados em etapas menores.

Bom, gente, essas são minhas impressões sobre como trabalhar essa habilidade EF89LP16 na prática. Cada turma é um mundão à parte e cada aluno traz seus desafios e jeitos de aprender únicos. Espero que essas trocas ajudem vocês aí nas salas de aula também! E qualquer coisa, tô por aqui pra trocar mais ideias. Abraço!

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