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EF89LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso, em textos, de recurso a formas de apropriação textual (paráfrases, citações, discurso direto, indireto ou indireto livre).

LeituraEfeitos de sentido
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP05 da BNCC, que fala de analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de formas de apropriação textual, parece um bicho de sete cabeças quando a gente lê ali no papel, né? Mas na prática, é mais simples do que parece. O que a galera do oitavo ano precisa entender é como diferentes formas de se apropriar de um texto – tipo usando paráfrase, citação, discurso direto e indireto – podem mudar o jeito que a gente entende uma mensagem. É como se eles tivessem que perceber o "temperinho" que cada recurso desses traz pro texto. Se a turma já aprendeu a identificar discursos diretos e indiretos no sétimo ano, agora é hora de dar um passo além e começar a entender porque o autor escolheu usar um tipo ou outro.

Então, pra trabalhar isso lá na sala com os meninos, eu tenho feito umas atividades bem legais. Uma delas é usar notícias de jornal – nada muito complexo –, só aquelas matérias que os meninos conseguem acessar facilmente. A gente pega uma notícia que tenha citação direta, por exemplo. Eu levo cópias pra sala, divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou um tempo pra eles discutirem o que muda se a citação fosse um discurso indireto. Normalmente, essa atividade toma uns 40 minutos da aula. É engraçado ver as reações. Semana passada, o Lucas levantou a mão super animado e falou "Professor, assim o texto fica mais frio, né? Tipo, sem a voz da pessoa!" Aí eu aproveitei pra puxar essa ideia do tom mais impessoal do discurso indireto.

Outra coisa que faço é trabalhar com literatura – não precisa ser livro inteiro não! Pode ser um capítulo ou até um trecho maior. Usei um conto do Machado de Assis outro dia e foi ótimo. Escolhi um que tivesse exemplos claros de discurso indireto livre. Primeiro, leio com eles em voz alta pra garantir que todo mundo tá acompanhando. Depois, peço pra cada aluno individualmente identificar trechos numa cópia que distribuo pra eles e marcar onde tem discurso direto, indireto e indireto livre. Aí vem a parte divertida: eles têm que reescrever pelo menos duas dessas passagens trocando o tipo de discurso. Dá uns 20 minutos de trabalho individual e depois discutimos os resultados em dupla por mais uns 20 minutos. Nessa atividade, a Fernanda ficou empolgada demais quando percebeu que certos pensamentos do personagem ficaram mais confusos quando ela tentou converter tudo pro discurso direto. Isso gerou uma discussão ótima sobre como cada recurso influencia a forma como entendemos o interior dos personagens.

A última atividade que gosto bastante é com música – geralmente escolho letras conhecidas e peço pros alunos trazerem sugestões também. Na aula mais recente, trabalhei com uma música do Legião Urbana que eles adoram. Dei uma versão das letras impressa onde algumas partes estavam em discurso direto e pedi pra turma transformar essas partes em indireto ou paráfrase. Deixo eles em duplas pra discutirem as mudanças por uns 25 minutos e depois partimos pra um debate em círculo sobre como isso alterou o sentido das letras. O João Pedro disse algo incrível: "Professor, quando eu mudo pra indireto, parece que a letra perde emoção!" Eu achei fantástico ele ter captado esse efeito porque é exatamente isso! Essa atividade funciona bem porque conecta algo que eles gostam com uma análise mais técnica de linguagem.

Enfim, trabalhar essa habilidade é sobre mostrar pros alunos como as escolhas linguísticas afetam nossa leitura e interpretação dos textos. É legal perceber como eles começam a pegar essas nuances e entenderem melhor por que os autores escrevem do jeito que escrevem. E olha, sempre rola umas descobertas bacanas quando os meninos se dão conta dessas sutilezas – é tipo abrir uma nova janela pro entendimento deles sobre a língua! Termino cada aula dessas satisfeito ao ver como eles se envolvem e até se divertem com as atividades. É isso aí, precisando de mais ideias ou quiser trocar figurinha sobre isso, tô por aqui!

Aí, gente, como é que eu sei que os meninos aprenderam essa tal habilidade EF89LP05 sem precisar fazer aquela prova formal? Bom, é tudo na base da observação mesmo. Quando a gente tá ali circulando pela sala, dá pra notar quem pegou o jeito. Eu sempre ando entre as mesas, escuto um aqui, outro ali. Tem um momento que você vê aquele brilho no olho do aluno, sabe? Tipo quando o Rafael vira pra colega e fala: "Olha, nessa parte aqui quando o autor usa discurso direto, dá uma emoção diferente". Foi ali que eu soube, ele pegou o espírito da coisa.

Outro exemplo? Uma vez a Ana tava explicando pro Lucas no intervalo. Eu tava de longe e ouvi ela falando que quando a gente coloca uma citação num texto, dá uma certa autoridade pro que tá sendo dito. Fiquei só observando, e aí percebi: esses dois já tão entendendo o "temperinho" que esses recursos trazem pros textos deles. E é bom demais ver a molecada ensinando uns aos outros. A Clara também é ótima nisso. Com o jeitinho dela mais reservado, uma vez ela foi lá na frente e começou a ler um texto e a apontar as diferenças entre discurso direto e indireto. Meu coração até bateu mais forte.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, esses sempre aparecem. O João, por exemplo, tem uma mania de misturar discurso direto com indireto tudo numa frase só. Outro dia ele escreveu assim num trabalho: "Ele disse que estava cansado e 'vou dormir agora'". Aí eu entendi onde ele bagunçou tudo, né? É porque às vezes eles se empolgam e não percebem que precisam manter uma consistência no tipo de fala que estão usando. Então eu cheguei nele e disse: "João, olha só, cada método tem seu tempo e lugar no texto", aí dei uns exemplos práticos pra ele conseguir visualizar a diferença. A Mariana também confunde quando tenta fazer paráfrase e acaba usando as mesmas palavras do texto original. Isso geralmente acontece porque eles pensam que tá mudando bastante, mas na realidade tão quase copiando.

Com relação ao Matheus e à Clara, que têm suas particularidades com TDAH e TEA respectivamente, eu faço algumas adaptações nas atividades pra ajudá-los mais diretamente. O Matheus é bem agitado e perde o foco fácil, então procuro quebrar as atividades dele em partes menores. Além disso, deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental em volume baixo pra ajudar a concentração. Descobri que música ajuda ele a focar mais do que silêncio total.

Já com a Clara, a questão é outra. Ela às vezes precisa de um pouco mais de tempo pra processar as informações, então dou a ela alguns minutos extras pra concluir as atividades, sem pressa. Também uso materiais visuais mais claros, tipo gráficos ou desenhos esquemáticos que mostram como cada recurso textual funciona na prática. Isso ajuda muito! Uma técnica legal que uso é mostrar exemplos concretos antes de pedir que ela crie algo próprio; parece funcionar bem!

Claro que nem tudo dá certo sempre. Teve uma vez que achei que ia ser super legal fazer um esquema de teatro improvisado pra praticar os tipos de discurso com a turma toda junta. Achei que fosse ser divertido pro Matheus gastar energia e pra Clara se engajar socialmente, mas acabou virando um caos total! O Matheus não conseguia parar quieto e a Clara ficou sobrecarregada com tanta gente falando ao mesmo tempo.

Enfim, cada dia é um aprendizado novo com eles. No final das contas, o importante é estar atento ao jeito de cada aluno e tentar encontrar o melhor caminho pra eles entenderem o conteúdo da forma deles. Aposto que muitos de vocês também têm histórias parecidas pra contar sobre suas turmas! Bom, vou ficando por aqui porque já falei demais! Abraço pra todo mundo!

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