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EF89LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar textos de opinião (artigos de opinião, editoriais, cartas de leitores, comentários, posts de blog e de redes sociais, charges, memes, gifs etc.) e posicionar-se de forma crítica e fundamentada, ética e respeitosa frente a fatos e opiniões relacionados a esses textos.

LeituraEstratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto Apreciação e réplica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP03 da BNCC é um negócio muito importante que a gente tem que trabalhar direitinho com a galera do 8º ano. Na prática, o que a gente quer é que os meninos consigam ler um texto de opinião e, mais do que entender do que se trata, consigam refletir sobre o que tá ali. Não é só achar que tá certo ou errado, mas entender por quê. Eles precisam ser capazes de analisar os argumentos, ver se têm base, se são bem fundamentados ou se é só alguém falando sem pensar, sabe? Depois disso, eles devem ser capazes de se posicionar de maneira crítica, mas também educada e ética. A gente quer formar gente que saiba argumentar sem brigar, sem desrespeitar o outro. Acho que é algo que leva tempo, mas é muito valioso.

Os alunos chegam no 8º ano já tendo um certo contato com textos argumentativos lá do 7º ano. Muitos já leram algumas cartas de leitores em revistas ou jornais, e já ouviram falar sobre editoriais. Mas agora a gente aprofunda essa análise. E como a maioria deles já tá acostumada com redes sociais, a gente usa isso ao nosso favor também. Eles estão o tempo todo vendo posts e comentários online, então por que não transformar isso em aprendizado?

Bom, vou contar aqui três atividades que faço com a turma pra dar uma ideia de como trabalho isso na prática:

Uma atividade que sempre dá certo é a análise de memes. Todo mundo adora memes e eles estão cheios de opinião embutida. Eu geralmente pego uns 5 ou 6 memes que estejam bombando na internet e levo pro projetor da sala. Aí, divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos pra analisarem juntos. Eles têm uns 20 minutos pra discutir entre eles e anotar o que acham que o meme tá dizendo realmente. Depois cada grupo apresenta suas conclusões pra sala toda. Na última vez que fiz isso, o grupo do Felipe levantou um ponto muito interessante sobre como as imagens usadas nos memes podem reforçar estereótipos sem a gente nem perceber. Foi uma discussão boa porque fez todo mundo pensar sobre a responsabilidade por trás do humor.

Outra atividade legal é trabalhar com editoriais de jornais. Escolho um texto atual sobre algum tema que esteja em alta, tipo mudanças climáticas ou educação pública. Cada aluno recebe uma cópia do editorial e eu dou uns 30 minutos pra leitura e anotações. Depois, em duplas, eles têm mais 15 minutos pra discutir o ponto de vista do texto e preparar uma resposta crítica. Depois disso, cada dupla lê sua resposta em voz alta pra turma toda. Da última vez, o Lucas e o João se destacaram bastante discutindo sobre um editorial sobre transporte público em Goiânia. Eles trouxeram experiências pessoais pro debate, como os atrasos diários nos ônibus e a superlotação, mostrando como isso afeta a opinião deles sobre o texto.

A terceira atividade envolve comentários de redes sociais. Eu pego alguns prints de discussões no Twitter (sempre cuido pra escolher coisas mais "leves", sem brigas feias) e distribuo entre os alunos em grupos maiores dessa vez, tipo uns 6 por grupo. O desafio é identificar os argumentos mais comuns ali e debater se são válidos ou não. Eles têm uns 25 minutos pra isso e depois rola uma discussão aberta na sala toda sobre o que foi analisado. Na última execução dessa atividade, a Ana foi brilhante ao explicar por que achava que certas respostas eram mais emocionais do que racionais, mostrando uma maturidade bem legal na análise dos textos.

A reação dos alunos varia bastante nessas atividades. Alguns são tímidos no começo e ficam meio relutantes em participar das discussões abertas, mas quando percebem que estão num ambiente seguro onde podem expressar suas opiniões sem medo de serem julgados, eles acabam se soltando mais. Outros já chegam com opinião formada sobre tudo porque viram algo na internet ou ouviram em casa, mas aprendem a importância de realmente entender antes de sair afirmando alguma coisa.

Pra mim, ver essa evolução deles ao longo do ano é recompensador demais. A galera fica mais crítica não só com textos escritos mas também com o que consomem online no dia a dia. E saber se posicionar e argumentar com respeito é algo que eles vão levar pra vida toda.

Então é isso aí! Espero ter dado uma ideia de como trabalho essa habilidade na sala e quem sabe inspire outros professores também. Qualquer dúvida ou sugestão nova pra essas atividades tô aqui aberto pra ouvir!

E aí, continuando nosso papo, a gente consegue perceber que o aluno realmente entendeu essa habilidade EF89LP03 não só na hora da prova, mas no dia a dia também. Quando eu tô circulando pela sala, eu sempre fico atento ao jeito que eles estão lidando com os textos e as ideias que estão discutindo. Às vezes é numa conversa entre a galera mesmo que você saca que alguém pegou o espírito da coisa. Outro dia, por exemplo, a Júlia tava explicando pro Pedro por que ela achava que o autor de um texto não tava sendo justo em alguma afirmação. Ela disse algo tipo "ele tá só falando isso porque quer convencer a gente, mas não tem dado nenhum pra provar". Foi na simplicidade do comentário dela que eu vi que ela tinha entendido bem como criticar um argumento.

E olha, tem umas vezes que eles me surpreendem. Tipo quando o Lucas veio me mostrar um artigo na internet e perguntou se aquilo era fake news porque "não tem fonte confiável citada". Ele nem precisou de teste pra me mostrar que já tava sacando o lance de analisar criticamente o conteúdo. E fora isso, tem aqueles momentos quando um aluno ajuda o outro a entender alguma coisa durante um trabalho em grupo. O Gabriel, por exemplo, é ótimo em trazer exemplos do cotidiano pra explicar certos conceitos pros colegas. Quando ele fez isso outro dia, eu percebi que ele realmente tinha internalizado o que havíamos discutido.

Agora, sobre os erros mais comuns, ah, sempre tem aqueles tropeços clássicos, né? A Lara, por exemplo, ainda confunde opinião pessoal com análise crítica. Ela começa a falar do texto e logo solta algo tipo "eu acho isso errado" sem dar muita sustentação pra opinião dela baseada no texto. É um erro bem comum porque eles tendem a misturar o pessoal com o analítico. O erro acontece porque eles ainda estão aprendendo a separar o eu do "o autor diz".

A gente tenta trabalhar esses erros na hora com umas intervenções durante as discussões ou atividades. Se eu vejo que eles tão se perdendo no meio da argumentação ou tudo fica muito pessoal, dou uma parada e pergunto "mas de onde você tirou essa informação?" ou "como você pode sustentar essa opinião baseada no texto?". Isso ajuda a puxar eles de volta pro caminho certo.

Agora sobre o Matheus e a Clara, são desafios diferentes mas que também trazem muito aprendizado pra turma toda. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento e mudança de foco frequente nas atividades. Pra ele, eu tento sempre dividir as tarefas em partes menores e incluir algumas dinâmicas. Uma vez fizemos uma atividade onde cada grupo tinha que construir parte de um argumento com cartões coloridos. Isso funcionou super bem porque ele podia mexer nas coisas enquanto pensava.

Já a Clara com TEA é um pouco diferente. Com ela, o importante é garantir previsibilidade e clareza nas instruções. A gente usa alguns quadros visuais pra ajudar ela a entender os passos da atividade. E cara, uma coisa que descobri que não funciona é mudar as atividades de última hora. Clara fica desconfortável com mudanças mútuas, então tento sempre manter a rotina e avisar com antecedência se algo vai ser diferente.

Esses ajustes não são só pra eles, acabam ajudando outros alunos também porque forçam a gente a ver coisas por outros ângulos e ser mais criativo na hora de ensinar.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter ajudado com algumas ideias ou pelo menos mostrado como é nosso dia a dia tentando driblar os desafios. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências por aqui também, vai ser ótimo continuar esse papo! Até mais!

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