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EF09LP05Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, em textos lidos e em produções próprias, orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09LP05 da BNCC é uma daquelas que parece meio complicadinha quando a gente lê, mas na prática, ela é bem mais simples do que parece. A ideia é trabalhar com os meninos do 9º ano as estruturas das orações, especificamente aquelas em que a gente tem sujeito, verbo de ligação e predicativo. Bom, basicamente, eles precisam conseguir identificar e entender essas partes dentro de um texto e também quando estão escrevendo os próprios textos. Então, por exemplo, numa oração como "A casa está bonita", eles precisam sacar que "A casa" é o sujeito, "está" é o verbo de ligação e "bonita" é o predicativo.

O legal é que essa habilidade meio que dá continuidade ao que eles já vinham vendo nos anos anteriores. Lá no 8º ano, por exemplo, a galera já começou a entender o básico da estrutura das frases – tipo o que é sujeito, predicado –, então agora a gente só tá aprofundando um pouco mais. E isso ajuda muito porque eles chegam já com uma basezinha.

Vou contar como faço isso na sala de aula. Pra começar, uma das atividades que eu curto fazer é um jogo de palavras. Eu uso tirinhas de quadrinhos simples, geralmente do tipo que a gente acha na internet mesmo ou aquelas de jornal antigo. Gosto de quadrinhos porque têm uma linguagem visual bacana e os diálogos curtos ajudam a focar nas orações. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Entrego as tirinhas impressas pra eles e peço pra identificarem juntos as orações com sujeito, verbo de ligação e predicativo. A atividade leva uns 30 minutos. Os meninos adoram porque rola uma competição saudável pra ver qual grupo encontra mais orações em menos tempo. Semana passada mesmo, teve uma situação engraçada: a Mariana, que costuma ser bem tímida, achou uma oração bem esquisita num diálogo e todo mundo riu porque era tipo "O gato é meio maluco", e ela defendeu com unhas e dentes que o gato realmente parecia maluco no desenho!

Outra atividade que uso bastante envolve música. Escolho umas músicas populares – geralmente aquelas mais antigas ou clássicos porque têm letras menos aceleradas e mais claras (e sem palavrão, né?). Funciona assim: distribuo as letras impressas para os alunos e, primeiro, lemos juntos em voz alta. Depois, eu peço pra sublinharem as orações com a estrutura sujeito-verbo de ligação-predicativo. Na última vez fizemos isso com "Sozinho", do Caetano Veloso. Os alunos ficam superengajados porque muitos conhecem a música dos pais ou dos avós. Essa atividade leva cerca de 40 minutos porque depois ainda discutimos algumas das escolhas deles e eles adoram debater se tal palavra deveria ser sublinhada ou não – o Robson sempre entra na discussão com tudo e às vezes até me faz questionar minhas próprias certezas!

A terceira atividade é mais mão na massa: produção de texto. Eu sempre peço que escrevam uma pequena crônica ou um texto descritivo sobre algo do dia a dia deles – pode ser sobre o caminho pra escola, um dia no parque, coisas assim. O objetivo aqui é que eles usem conscientemente orações com sujeito-verbo de ligação-predicativo nos textos deles. Primeiro eles escrevem individualmente por uns 20 minutos, depois trocam de texto com um colega pra identificar as estruturas nas produções uns dos outros. Isso ajuda muito na autoavaliação e no entendimento do uso prático dessas orações. Da última vez que fizemos isso, o Pedro escreveu sobre o cachorro dele e usou várias vezes frases como "O Rex está sempre alerta" ou "A comida parece deliciosa". Ele mesmo ficou surpreso ao perceber como as frases estavam cheias desses elementos que estávamos estudando.

Bom, eu sei que às vezes essas coisas parecem só tecnicidades da língua portuguesa, mas quando a gente vê os alunos sacando as estruturas e usando isso na hora de escrever ou interpretar textos, dá uma satisfação danada! E você vê como cada um vai desenvolvendo suas próprias estratégias pra entender melhor nossa língua – esse é o barato da coisa toda!

E aí? Como vocês trabalham isso por aí? Já tentaram alguma coisa diferente? Tô sempre aberto pra novas ideias! Um abraço forte daí!

Olha, na correria do dia a dia em sala de aula, a gente percebe que o aluno entendeu uma habilidade sem precisar aplicar uma prova formal. É aquele momento em que você circula pela sala, ouvindo as conversas enquanto eles trabalham em grupo ou fazem uma atividade individual. Um exemplo concreto disso aconteceu semana passada. O João e a Ana estavam trabalhando juntos, e eu percebi que o João começou a explicar pra Ana como identificar o verbo de ligação numa frase que a gente tava estudando. Ele disse algo tipo: "Olha, Ana, o verbo de ligação é aquele que não mostra ação, mas sim um estado ou uma condição, como 'está' ou 'parece' nessa frase aqui." Nesse momento, pensei: "Ah, esse entendeu."

Outro momento interessante é quando você vê os alunos corrigindo uns aos outros. A Júlia errou numa atividade e disse que "A árvore floresceu bonita" tinha verbo de ligação. Aí o Miguel, do lado dela, falou: "Peraí, Júlia, 'floresceu' não é verbo de ligação porque mostra ação, não um estado." Foi aí que deu aquele clique e você saca que o Miguel pegou a ideia certinho.

Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, tem vários! O Pedro, por exemplo, vive trocando verbo de ação por verbo de ligação. Teve uma vez que ele escreveu "O professor ensina atencioso", e achou que "ensina" era um verbo de ligação. Aí eu fui lá e expliquei que o verbo de ligação sempre tá relacionado com a condição ou estado do sujeito e não com uma ação que ele pratica. Os meninos muitas vezes confundem também predicativo do sujeito com objeto direto. Tipo na frase "Ela comeu o bolo gostoso", acham que "gostoso" é predicativo do sujeito em vez de perceberem que tá qualificando o objeto direto "o bolo". Eles fazem essa confusão porque muitas vezes focam na última palavra da frase sem ver a relação com o resto.

Quando pego esses erros na hora, tento ser bem direto e claro. Chamo o aluno e faço ele reanalisar a frase comigo. Pergunto: "Qual é o verbo aqui? Ele tá mostrando uma ação ou um estado?" E aí vou guiando eles até enxergarem onde tá o erro.

Agora sobre o Matheus e a Clara... Ah, cada um tem seu jeitinho especial e exige atenção diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos mais visuais e atividades mais curtas pra manter a concentração. Então sempre que posso, uso cartazes coloridos ou desenhos na lousa pra explicar as frases. A gente também faz pausas mais frequentes nas atividades pra ele poder se movimentar um pouco, nem que seja cinco minutinhos andando pela sala. Já entendi que ele se dá super bem com atividades práticas também.

Já a Clara, que tem TEA, ela se beneficia muito de rotinas e previsibilidade. Então tento deixar as atividades bem estruturadas e com passos claros. Uso muitos esquemas visuais com ela também. Uma coisa legal é que ela tem um caderno específico onde anotamos algumas das frases trabalhadas de modo mais detalhado. Ah, e sempre é bom ter um espaço calmo onde ela possa trabalhar caso a sala fique barulhenta demais.

O que não funcionou? Bom, tentei uma vez fazer uma atividade onde os alunos tinham que escrever frases no quadro rapidamente como uma competição. Isso deixou a Clara ansiosa e acabou tirando o foco do Matheus também, então lição aprendida ali!

E assim vamos caminhando com essa habilidade no 9º ano. Cada dia é um aprendizado aqui na sala de aula, e mesmo com os desafios, ver a turma toda pegando o jeito compensa qualquer esforço. Bom trocar essas ideias aqui no fórum! Abraços pra galera!

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