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EF89LP37Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem como ironia, eufemismo, antítese, aliteração, assonância, dentre outras.

Análise linguística/semióticaFiguras de linguagem
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89LP37 da BNCC é uma daquelas que a gente olha e pensa: "Ok, figuras de linguagem, já vi isso antes", mas aí o buraco é mais embaixo. Quando falo pros meus alunos do 8º Ano sobre analisar os efeitos de sentido do uso de figuras de linguagem, tô querendo que eles vejam como as palavras podem mudar tudo dependendo de como a gente usa. Tipo assim, não é só saber que a ironia é "dizer uma coisa querendo dizer outra", mas perceber o efeito que isso causa quando alguém fala. Na prática, os alunos precisam conseguir pegar um texto ou uma fala e identificar onde essas figuras de linguagem estão e entender o impacto delas ali. Por exemplo, se um personagem num livro diz "Nossa, que dia lindo" enquanto tá chovendo canivete, a gente quer que eles sintam essa ironia e entendam o sarcasmo.

Agora, a galera já chega no 8º Ano com uma noção básica das figuras de linguagem. Lá no 7º ano, eles já viram metáfora, comparação, hipérbole... E meio que entendem o que cada uma significa. Então, a gente pega essa base e começa a aprofundar. A ideia é mostrar que essas figuras não estão ali à toa, que elas têm um efeito no texto e que fazem a gente sentir algo diferente ou pensar além do óbvio.

Uma atividade que sempre faço é com música. Uso músicas porque elas estão no dia a dia dos meninos. Aí, escolho uma música cheia de figuras de linguagem, imprimo as letras e distribuo pra turma. A turma fica em grupos pequenos, tipo 4 ou 5 pessoas, porque isso facilita a troca de ideia. Eu dou uns 20 minutos pra eles discutirem entre si, depois cada grupo apresenta o que achou. Na última vez fiz com uma música do Legião Urbana, e foi engraçado ver o João dizendo pra turma toda que achava que "O mundo anda tão complicado" não era só sobre um relacionamento complicado. Ele falou: "Pro Renato Russo, esse mundo tá igual quando a gente briga com a mãe e acha que nunca mais vai melhorar". A turma riu, mas aí começaram a perceber que a letra falava de várias complicações.

Outra atividade que gosto muito é usar tirinhas de jornal ou quadrinhos. Olha só: as tirinhas são curtas, engraçadas e cheias de figuras de linguagem porque precisam passar uma mensagem rápida. Trago algumas tirinhas impressas e distribuo uma por grupo. Dou uns 15 minutos pra eles tentarem identificar as figuras ali presentes e passar pros outros grupos o efeito delas na historinha. Teve um dia que usei uma tirinha do Garfield, e a Maria olhou pra mim e disse "Professor, o Garfield tá usando ironia aqui. Tipo quando ele fala que ama lasanha mais do que qualquer coisa na vida". Foi legal ver como os olhos dela brilharam ao perceber isso sozinha.

E tem uma outra atividade que funciona bem: fazer os alunos criarem seus próprios textos usando figuras de linguagem específicas. Primeiro peço pra escolherem entre ironia, eufemismo ou antítese e criarem uma historinha curta usando essa figura como foco principal. Eles têm uns 30 minutos pra isso e depois lemos juntos na sala. O legal é ver como cada um usa isso de um jeito diferente. Da última vez fizemos isso com antítese e o Lucas escreveu um texto sobre duas irmãs gêmeas completamente diferentes em tudo: "uma acorda cedo pra estudar e outra dorme até tarde toda bagunçada". Enquanto lia, a turma caiu na risada porque se identificou com as situações.

No fim das contas, o importante é ver como cada aluno reage ao exercício de analisar esses efeitos de sentido. Como eles descobrem novos sentimentos e interpretações em coisas simples do dia a dia. Tem dias que eles saem meio confusos, mas sempre tem aquele momento em que alguém levanta a mão e faz aquela observação brilhante que mostra que eles tão sacando.

Bom, eu sempre termino essas aulas com uma boa conversa sobre como as figuras de linguagem tão por aí nas músicas favoritas deles, nos memes da internet e até nas conversas com os amigos. É legal ver como eles começam a notar essas coisas fora da sala de aula também. E aí, quando voltam contando tudo animados na próxima aula, dá aquele orgulho danado de ser professor!

Aí, uma das coisas que eu sempre falo é que dá pra perceber quando o aluno tá pegando o jeito da coisa sem precisar de prova, né? Olha, quando a gente circula pela sala, dá pra sentir a mudança. Tipo, tô ali andando entre as mesas, de olho na galera, e aí escuto o João explicando pro Pedro: "Não, cara, se o autor tá falando isso aqui com essa metáfora, ele tá querendo dar ênfase no quão importante é essa parte!" E aí meu coração de professor fica quentinho porque você vê que ele realmente entendeu o peso daquela figura de linguagem.

Outra coisa que ajuda muito é quando você vê os alunos usando esses conceitos nas conversas deles, mesmo fora do contexto de sala de aula. Teve um dia que eu tava corrigindo umas atividades e escutei a Rebeca comentando com a amiga sobre um meme que usava ironia. Ela mandou um "Você viu aquilo? O cara fala como se fosse uma coisa boa, mas ele tá tirando sarro total!" Pronto, pra mim, isso já mostra que ela sacou a ideia da ironia e como ela é usada pra criticar ou fazer piada.

Agora, os erros mais comuns... Ah, isso aí tem bastante! Geralmente, os meninos confundem algumas figuras parecidas. O Lucas, por exemplo, sempre trocava metáfora por comparação. Ele dizia que "a vida é como uma montanha-russa" era metáfora. Aí eu tinha que parar e explicar novamente: "Olha, Lucas, quando você usa 'como', tá fazendo uma comparação direta. A metáfora já assume que a vida é uma montanha-russa sem precisar do 'como'." Esses erros vêm porque muitas vezes eles querem simplificar e acabam não percebendo as nuances.

E quando a Clara acha que todo tipo de repetição é anáfora. Essas confusões são normais porque eles veem essas definições tudo meio misturado nos livros e acham que é tudo a mesma coisa. Quando eu percebo um erro assim na hora, paro e faço uma mini revisão. Tipo: "Pessoal, rapidinho aqui! Vamos esclarecer isso..." E tento dar uns exemplos mais do dia a dia pra fixar melhor.

Agora, com o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, a gente precisa adaptar algumas coisas pra eles. Com o Matheus, eu percebo que ele funciona melhor com atividades divididas em etapas menores. Tipo assim, em vez de pedir uma análise completa de um texto logo de cara, dou uma pergunta por vez. Isso ajuda a manter ele focado e vai construindo o raciocínio sem sobrecarregar.

Já com a Clara, eu tento ser bem claro e direto nas instruções. Às vezes uso imagens ou gráficos pra ajudar ela a visualizar o que precisa fazer. Uma coisa que funcionou foi criar uma tabela com exemplos de figuras de linguagem do lado do significado e do efeito delas num texto. A Clara curte muito isso porque ela consegue ver tudo organizado.

O tempo também é importante. Eu dou sempre um pouquinho mais de tempo pra eles terminarem as tarefas. E evito atividades muito barulhentas ou caóticas porque sei que isso pode distrair ou desconcentrar tanto o Matheus quanto a Clara.

Ah, mas nem tudo dá certo sempre! Teve uma vez que tentei usar um aplicativo super moderno pra ajudar no ensino e foi um desastre com eles. O Matheus ficou perdido com tantos botões na tela e a Clara não conseguiu entender o objetivo da atividade digital. Voltei pro papel e lápis rapidinho!

Bom, acho que é isso por hoje! Espero ter ajudado quem tá passando pelos mesmos desafios ou só queria trocar ideia sobre como lidar com essas situações em sala de aula. Vamos nos falando por aqui! Abraços!

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