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EF89LP10Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto – objetivo, leitores/espectadores, veículos e mídia de circulação etc. –, a partir da escolha do tema ou questão a ser discutido(a), da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, da definição – o que pode envolver consultas a fontes diversas, entrevistas com especialistas, análise de textos, organização esquemática das informações e argumentos – dos (tipos de) argumentos e estratégias que pretende utilizar para convencer os leitores.

LeituraEstratégia de produção: planejamento de textos argumentativos e apreciativos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Ah, trabalhar a habilidade EF89LP10 com a turma do 8º ano é uma baita aventura, mas é também muito gratificante. A ideia principal dessa habilidade é fazer com que os meninos consigam planejar e escrever um artigo de opinião, pensando não só no que querem dizer, mas também no porquê estão dizendo e para quem estão escrevendo. Eles têm que saber escolher um tema relevante, levantar informações, ver diferentes pontos de vista e usar argumentos convincentes. Na prática, os alunos precisam saber escolher um tema quente, que gere interesse na turma ou na comunidade, pesquisar bastante sobre ele e trazer argumentos sólidos para sustentar a opinião deles. É como se eles fossem repórteres investigativos, mas também precisam ser bons advogados, sabe? Convencer o leitor é o que importa.

Agora, antes de chegarem no 8º ano, eles já tiveram um bom chão percorrido. No 7º ano, por exemplo, já estavam começando a se familiarizar com textos argumentativos mais simples e também com a diferenciação entre fato e opinião. Então, quando chegam no 8º ano, os alunos já têm uma base para entender o que é um argumento forte e o que é só conversa fiada.

Agora vou contar como eu trabalho isso na sala. Uma atividade que faço já no começo do ano é a escolha de temas relevantes. Primeiro, eu trago jornais impressos e acesso algumas matérias online sobre assuntos atuais. Deixo eles em grupos de quatro ou cinco pessoas, pedindo para eles selecionarem um tema de interesse que tenha impacto na escola ou na comunidade deles. Isso geralmente leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Os meninos ficam animados nessa parte porque é legal discutir o que está acontecendo no mundo e ver como isso pode impactar a vida deles. Na última vez que fiz isso, a Maria sugeriu falar sobre a falta de espaços de lazer seguros no bairro dela. Foi interessante ver como essa discussão foi longe, porque muitos alunos passaram a compartilhar suas experiências pessoais.

Depois disso, para aprofundar o entendimento e começar a levantar dados concretos sobre o tema escolhido, organizo uma atividade de pesquisa em fontes diversas. Aí entram livros da biblioteca da escola, sites confiáveis da internet e até entrevistas com familiares ou moradores do bairro. Dou uns dois dias para eles trazerem material relevante pra sala. O legal dessa etapa é ver como eles se envolvem na pesquisa. O João, por exemplo, achou uma reportagem online e acabou entrevistando o tio dele que trabalha na prefeitura pra entender melhor as políticas públicas sobre o tema do grupo dele.

A terceira atividade é a organização dos argumentos. Aqui uso um quadro branco onde vamos anotando as ideias principais dos grupos conforme eles vão apresentando suas pesquisas pra turma toda. Cada grupo tem que pensar em três argumentos principais pra defender seu ponto de vista. Digo pra eles: "Vocês têm uma chance aqui de serem advogados dos seus temas". Essa atividade leva umas duas aulas porque a gente vai discutindo os prós e contras das ideias levantadas. É bacana ver como os meninos vão amadurecendo nesse processo. Teve uma vez em que o Pedro percebeu que um dos argumentos dele era mais emocional do que factual e decidiu procurar evidências mais fortes.

Essas atividades são super importantes porque ajudam a galera a entender não só como construir um artigo bom mas também como ser críticos em relação ao mundo ao redor deles. Eles percebem que não basta ter uma opinião; é preciso saber sustentá-la com evidências e apresentar de forma clara pros outros. E isso também reflete em outras áreas da vida deles, né? Saber argumentar bem pode ajudar não só na escola mas também em discussões em casa ou até mesmo em relações sociais.

As reações variam bastante dependendo do aluno e do dia, mas geralmente rola uma animação grande quando percebem que podem falar sobre coisas que realmente importam pra eles. E olha, não tem preço ver aqueles olhinhos brilhando quando percebem que conseguem defender uma ideia com segurança.

Por fim, vou te contar uma situação engraçada: na última vez que fizemos essa série de atividades, o Lucas estava super empolgado defendendo um tema sobre o meio ambiente e acabou virando o “porta-voz da turma” pra cuidar das plantas do pátio da escola! É legal demais ver como essas atividades fazem eles se envolverem não só nas aulas mas também em ações concretas.

Espero ter ajudado a galera aí a entender como colocar essa habilidade em prática! E qualquer dúvida ou ideia nova tô aqui pra trocar ideia com vocês!

Olha, vou te contar que perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é como achar um tesouro escondido. É uma sensação boa demais, porque você vê o resultado do seu trabalho ali, no dia a dia. Bem, quando eu tô circulando pela sala, fico de olho na forma como eles debatem entre si. Você percebe que eles aprenderam quando começam a usar argumentos mais sólidos durante as discussões. Tipo assim, quando eles falam sobre um tema e conseguem articular suas ideias, apoiando-se em fatos que pesquisaram ou em pontos de vista que discutimos em aula, aí eu sei que a coisa tá andando bem.

Teve uma vez que a Letícia tava explicando pro João sobre como usar uma fonte confiável pra sustentar um argumento. Ela falou algo como "João, nesse texto aqui a gente vê que o autor usou dados de uma pesquisa séria pra dar mais força à opinião dele". Cara, ouvir isso foi demais! Na hora pensei "ah, essa entendeu direitinho". É um sinal claro de que ela captou a essência da coisa. Outro exemplo foi quando eu vi o Lucas ajudando a Mariana a reformular uma frase pra deixar mais clara a posição dela sobre um tema polêmico. Ele falou algo tipo "tenta começar com essa ideia e depois você desenvolve no parágrafo seguinte", e eu percebi que ele tava usando as estratégias que discutimos em aula.

Agora, em relação aos erros mais comuns... Bom, tem bastante coisa que aparece por aí. Um erro clássico é quando os alunos juntam todas as informações sem fazer uma seleção crítica. O Pedro, por exemplo, sempre coloca mil ideias diferentes no texto, mas não amarra bem os argumentos. Ele pega tudo que acha na internet e vai jogando no papel sem filtrar. Isso acontece porque eles estão nessa fase de querer absorver tudo, mas ainda não têm o discernimento pra escolher o que realmente importa pro artigo deles.

Quando pego esse erro na hora, tento fazer com que enxerguem isso durante o processo de escrita. Às vezes paro ao lado do aluno e pergunto "E aí, você acha que essa informação tá ajudando ou atrapalhando o seu ponto principal?". Isso faz com que pensem e revisem suas próprias ideias antes de seguir em frente.

Outros erros acontecem nas conclusões. A Ana, por exemplo, sempre fecha os textos de forma abrupta sem conectar bem as ideias finais com o resto do trabalho. Acho que isso acontece porque ela fica empolgada com o desenvolvimento e esquece do fechamento. Então, sempre digo pra eles voltarem ao começo do texto e pensarem em como resolver a questão proposta no início.

Agora falando sobre o Matheus e a Clara. O Matheus tem TDAH e precisa de mais estrutura nas atividades. Com ele, eu divido as tarefas em etapas menores e dou algumas pausas pra ele se reorganizar. Por exemplo, se a turma tá escrevendo um artigo completo, eu peço pro Matheus primeiro fazer um esboço só da introdução num dia e depois ir avançando aos poucos.

Com a Clara, que tem TEA, procuro atividades mais visuais e concretas. Uso materiais complementares como imagens ou gráficos, porque ajudam muito na compreensão dela. Quando explicamos como estruturar os argumentos num artigo de opinião, por exemplo, fizemos um mapa mental colorido juntos. Isso facilitou demais pra ela entender a sequência lógica das ideias.

Uma coisa legal que funciona bem é o uso de tecnologia: aplicativos ou programas de escrita colaborativa permitem que tanto o Matheus quanto a Clara revejam suas produções com mais calma e autonomia. Já testei alguns aplicativos de organização de ideias e vi bons resultados com os dois.

Enfim, é um aprendizado constante pra mim também. A gente vai ajustando conforme as necessidades deles vão aparecendo. Acho que o segredo é ter paciência e estar disposto a adaptar as práticas sempre pensando na individualidade dos nossos alunos.

Bom, pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado um pouco compartilhando essas experiências do dia a dia com vocês. Qualquer dúvida ou sugestão, tô por aqui no fórum! Abraços!

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