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EF89LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar, em notícias, reportagens e peças publicitárias em várias mídias, os efeitos de sentido devidos ao tratamento e à composição dos elementos nas imagens em movimento, à performance, à montagem feita (ritmo, duração e sincronização entre as linguagens – complementaridades, interferências etc.) e ao ritmo, melodia, instrumentos e sampleamentos das músicas e efeitos sonoros.

LeituraEfeitos de sentido Exploração da multissemiose
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF89LP07 da BNCC pode parecer meio complicada à primeira vista, mas na prática é mais simples do que parece. Basicamente, a ideia é ajudar os alunos a entender como as imagens em movimento, os sons e a performance dos atores em notícias, reportagens e propaganda influenciam a mensagem que a gente recebe. Então, a gente não tá só lendo ou ouvindo uma notícia, tá vendo e sentindo ela também. Os alunos precisam conseguir perceber, por exemplo, como a música de fundo numa reportagem pode fazer ela parecer mais dramática ou mais leve, ou como cortes rápidos e ângulos de câmera diferentes numa propaganda podem deixar a mensagem mais empolgante ou mais séria.

Isso tudo não é novidade pra galera do 8º ano porque no 7º ano eles já começam a ver um pouco sobre imagens e linguagem verbal e não verbal. Então, quando chegam no 8º ano, eles já têm uma noção básica de que as imagens não falam só por falar e que o som não tá ali por acaso. O desafio é aprofundar isso e mostrar como tudo isso junto - imagens, som, montagem - cria efeitos de sentido bem específicos.

Pra trabalhar essa habilidade com os meninos do 8º ano, eu faço umas atividades que são bem práticas e envolventes. A primeira delas é uma análise de comerciais de televisão. Eu escolho uns três comerciais que estão passando bastante na TV no momento, tipo aqueles que todo mundo conhece. Aí, eu passo os vídeos pra turma assistindo no projetor da sala mesmo. Divido a turma em pequenos grupos e eles têm uns 15 minutos pra discutir entre eles os elementos que mais chamaram atenção: a música, as cores, o jeito que as pessoas se movimentam no comercial... Esse tipo de coisa. Depois a gente faz uma roda de conversa onde cada grupo compartilha o que percebeu. Da última vez que fizemos essa atividade, o Pedro comentou como um comercial de refrigerante usava cores bem vivas pra transmitir uma sensação de frescor e alegria. Ele até falou "parece que dá sede só de olhar". A galera toda entrou na onda e foi comentando outros detalhes que não tinham reparado antes.

Outra atividade bem legal é a análise de reportagens televisivas. Eu escolho uma reportagem de algum jornal conhecido e exibo pra eles. Pode ser uma matéria sobre alguma notícia local ou algo mais geral. Aqui o foco é mais no ritmo da reportagem, nos cortes e nos sons. Peço pra eles prestarem atenção em como a música vai mudando conforme o assunto vai ficando mais sério ou como às vezes uma pausa dramática na fala do repórter pode intensificar a mensagem. Depois da exibição, eles escrevem um pequeno texto individual sobre o que perceberam. Uma vez, a Ana disse que numa matéria sobre um acidente, o jeito como o repórter falava pausadamente e as imagens em câmera lenta davam um tom muito triste e sério à notícia, mesmo antes dele terminar de contar tudo.

A terceira atividade envolve música e é sempre um sucesso com os alunos. Eu levo trechos de videoclipes diferentes, alguns bem conhecidos deles e outros nem tanto. A ideia aqui é perceber como o ritmo da música influencia o vídeo e vice-versa. Separo eles em duplas ou trios e dou uns 20 minutos pra analisarem pequenos trechos desses clipes: como os instrumentos e batidas combinam com as imagens ou como determinada cena só faz sentido com aquela música tocando ao fundo. Lembro que uma vez o Lucas e o Gabriel analisaram um clipe meio antigo onde a música acelerava na hora do refrão e justamente nessa hora as cenas mostravam um monte de gente correndo numa praia. Eles ficaram impressionados em ver como isso fazia parecer que o refrão era ainda mais empolgante.

O interessante dessas atividades é ver como os alunos ficam mais atentos às coisas do dia a dia depois. Eles começam a perceber esses detalhes nas coisas que assistem fora da escola também e alguns vêm me contar depois, todo entusiasmados com as descobertas deles.

Enfim, acho importante sempre tentar trazer conteúdos que façam sentido pra eles no mundo real, sabe? Essa habilidade tem tudo a ver com isso porque ajuda os alunos a desenvolverem um olhar crítico sobre o que consomem nos meios de comunicação. E olha, eu vejo diferença na galera depois dessas discussões; eles começam a questionar mais as coisas e isso é bacana demais de ver.

E aí? Como vocês têm trabalhado essa questão nas salas de vocês? Curioso pra saber outras estratégias!

E aí, sabe quando eu percebo que os alunos realmente captaram essa habilidade? Quando eu tô andando pela sala e escuto a conversa deles. É incrível ver como eles começam a comentar sobre uma propaganda no intervalo, falando do jeito que a música mudou o tom dela ou como a cor do anúncio fez parecer mais animada. Tipo assim, teve um dia que eu vi o João explicando isso pro Lucas, bem empolgado: "Cara, sacou como a música ficou mais tensa na hora que eles mostraram o produto? Isso faz a gente pensar que é super importante!". Foi ali que eu pensei: "O João entendeu o recado!".

Outro momento que mostrou bem isso foi durante um trabalho em grupo. A Gabriela tava tentando convencer a galera do grupo que aquela cena específica de um filme mudava completamente com ou sem música de fundo. E ela foi além, apontou o ângulo da câmera, falando como dava pra sentir o nervosismo do personagem só por causa da posição da câmera. Nesse dia, eu nem precisei interferir, só fiquei observando e pensando: "Missão cumprida, esses meninos pegaram a ideia!"

Mas, claro, nem tudo são flores. Tem aqueles erros comuns, né? Os alunos às vezes se perdem na interpretação e acabam focando muito em apenas um elemento de mídia. Tipo aquele vídeo super engraçado que rolou nas redes sociais. O Pedro, por exemplo, achou que ele era engraçado só por causa do que o cara tava falando no vídeo, mas aí ele deixou passar toda a edição e os efeitos sonoros que amplificavam as piadas. Isso acontece porque muitas vezes eles não tão acostumados a prestar atenção em todos os detalhes. Quando vejo isso acontecendo na hora, eu paro tudo e peço pra gente reassistir com calma, analisando cada parte e mostrando como tudo tá trabalhando junto pra criar o efeito.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Olha, são dois desafios grandes e diferentes. O Matheus tem TDAH, então ele precisa de atividades que consigam manter ele focado. O que funciona bem com ele é dividir tarefas em partes menores e mais rápidas de fazer. Então, em vez de pedir pra turma assistir um documentário inteiro e depois discutir, eu trago pequenos clipes de vídeo. Tipo, clipes de 5 minutos ou até menos, e a gente analisa cada um antes de passar pro próximo. Eu também deixo ele fazer esses comentários em voz alta e depois anotar os pontos principais num papelzinho pra ele não se perder.

A Clara tem TEA e precisa de um suporte mais visual. O uso de imagens claras e listas visuais ajuda ela a entender melhor os conceitos. Eu crio materiais específicos com colagens de imagens que representem diferentes elementos de mídia – como ângulos de câmera ou tipos de música – pra ela poder associar cada conceito com algo visual concreto. E a questão do tempo é super importante; ela precisa de um pouco mais pra processar tudo isso, então sempre dou mais tempo pra ela antes de pedir uma resposta ou análise.

E claro, nem tudo sempre dá certo logo de cara. No começo, tentei usar uns softwares mais complexos achando que eles poderiam ajudar a Clara por serem visuais demais, mas acabou deixando ela ainda mais confusa. Aí voltei pro básico: papel e imagem impressa mesmo.

Bom galera, é isso aí! Acho que o importante é a gente tá sempre observando e ajustando as coisas conforme vemos a necessidade deles. Cês também têm essas histórias aí de sala de aula? Como cês lidam com essas questões? Fica aqui meu convite pra gente continuar conversando sobre isso! Abraço!

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