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EF08LP13Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Inferir efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos de coesão sequencial: conjunções e articuladores textuais.

Análise linguística/semióticaMorfossintaxe
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF08LP13 com os meninos do 8º Ano é um desafio e tanto, mas também é gratificante, viu? Essa habilidade fala sobre fazer os alunos entenderem como usar conjunções e outros articuladores textuais pra dar coesão e sequência nas ideias. Aí, pra explicar isso na prática, costumo dizer que é como aquela história de montar um quebra-cabeça: você tem que saber qual peça se encaixa onde pra que tudo faça sentido.

Imagina só: um aluno tá escrevendo uma redação e quer ligar duas ideias. Se ele não souber usar um "mas", "então", "porque" ou qualquer outra conjunção, o texto pode virar uma bagunça. Então, o que eles precisam é conseguir identificar quando uma ideia tá continuando, contrastando, explicando... E aí usar a conjunção certa pra isso. No 7º Ano, eles já começaram a ver isso, só que de uma forma mais básica. Agora no 8º, a gente aprofunda: não é só usar a conjunção, mas entender o efeito da escolha daquela palavra específica.

Agora, vou contar umas atividades que eu faço na sala pra ajudar a galera a pegar o jeito dessa habilidade.

A primeira atividade que curto fazer é o "Jogo das Conjunções". Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Eu levo frases curtas escritas em cartões e algumas conjunções em outros cartões. A missão deles é escolher a conjunção correta pra fazer a melhor ligação entre as frases. O material é simples assim: papel e caneta. A atividade leva uns 40 minutos. Os alunos costumam curtir porque é quase uma competição entre grupos. Na última vez que fizemos, o Pedro, por exemplo, teve uma sacada genial ao usar "enquanto" em vez de "quando", e isso gerou uma discussão legal sobre como a escolha muda o tempo das ações na frase.

Outra atividade que funciona bem é uma espécie de debate. Eu dou um tema polêmico, tipo "Tecnologia na sala de aula: ajuda ou atrapalha?" e peço pra turma escrever argumentos usando conjunções de oposição como "mas", "por outro lado", etc. Depois eles apresentam os argumentos em duplas. Dá pra fazer em uns 50 minutos. O legal é que eles vão percebendo como essas palavras são essenciais pra defender um ponto de vista. Nessa atividade, a Ana se destacou semana passada, usando "apesar disso" de forma brilhante pra defender o uso das tecnologias.

E tem ainda a produção de texto colaborativa. Faço assim: coloco um parágrafo inicial no quadro e cada aluno tem que acrescentar uma frase continuando a história, mas usando uma conjunção diferente da anterior. Tipo um "cadáver esquisito" das aulas de português! Essa costuma ser rápida, uns 30 minutos. A galera adora porque sai cada história doida! Uma vez saiu uma história sobre um cachorro astronauta que a turma não parava de rir. A Mariana começou com "Era uma noite chuvosa" e o João terminou com "portanto, ele decidiu voltar à Terra imediatamente".

Essas atividades ajudam demais porque dão aos alunos uma chance de ver na prática como as conjunções mudam o sentido das frases e dos textos como um todo. Eles começam a entender que essas palavrinhas são mais do que ligações; são ferramentas poderosas de comunicação.

Bom, é isso aí, pessoal. Trabalhar coesão sequencial na prática não tem mistério: é exercitar bastante e sempre puxar discussões sobre os efeitos dos usos diferentes. Os alunos vão pegando gosto pela coisa e começam a perceber esses recursos nos textos que leem fora da escola também. Sempre fico feliz quando alguém chega contando que notou uma conjunção diferente num livro ou filme! Pra mim, esse é o sinal de que tão começando a ver realmente a importância daquilo tudo no dia a dia deles.

Valeu por lerem até aqui! Espero ter ajudado os colegas que estão buscando maneiras legais de abordar essa habilidade com os alunos do 8º Ano. Qualquer coisa ou dúvida, tamo junto!

vai acabar parecendo um monte de frases soltas, né? Então, trabalhar isso na sala é essencial. E, olha, não é só na prova que a gente vê se o aluno aprendeu, não. Eu vejo o aprendizado no dia a dia, enquanto circulo pela sala e ouço as conversas entre eles.

Por exemplo, tem uma coisa que eu adoro fazer: deixar os meninos debaterem temas polêmicos em grupos. Às vezes, só observando de longe, sem nem interromper. Aí você vê quando um aluno como a Júlia pega e começa a explicar pro colega o porquê de uma coisa fazer sentido ou não no texto dele. Tipo ela dizendo: "Olha, se você colocar 'porém' aqui, vai dar um contraste legal com a ideia anterior". Quando ouço isso, eu penso: "Ah, essa entendeu". Também tem aqueles momentos que você vê um aluno mais tímido, como o Pedro, levantando a mão pra dar uma contribuição que faz todo mundo parar pra pensar. Aí eu sei que ele captou a ideia.

Outra maneira de perceber é durante os exercícios mais práticos. Na hora que eles tão organizando um texto em grupo e começam a discutir qual conector usar pra ligar uma ideia na outra. Eu passo pelas mesas e escuto eles experimentando: "Será que 'portanto' ou 'logo' encaixa melhor aqui?". Isso aí é sinal que estão usando a cabeça pra entender o impacto das escolhas deles no texto.

Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos que a galera comete direto. Um exemplo é o Lucas, que uma vez trocou todas as conjunções adversativas por aditivas. O texto dele ficou um samba doido porque ele queria mostrar duas ideias opostas mas usou "e" em vez de "mas", "porém" ou "todavia". Isso acontece muito porque os alunos às vezes não têm clareza total das diferenças sutis entre as conjunções e acabam indo no automático. Quando pego esse erro na hora, tento reverter mostrando na prática como ficaria diferente usando a conjunção correta. Às vezes até fazemos uma pequena dramatização interpretando o texto com e sem a conjunção certa pra eles sentirem na pele o peso da escolha.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um deles tem suas particularidades bem específicas, né? O Matheus tem TDAH e precisa de atividades mais dinâmicas pra conseguir focar. Pra ele, eu procuro sempre ter algumas cartas na manga: textos recortados pra ele montar como um quebra-cabeça mesmo ou jogos rápidos de ligar frases com as conjunções corretas. Essas atividades mais práticas ajudam ele a manter o interesse e fixar a ideia.

Já a Clara, que tá no espectro autista, se dá melhor com rotinas e previsibilidade nas atividades. Então tento sempre explicar bem direitinho o que vamos fazer naquele dia e seguir passos claros na execução da tarefa. Pra ela, faço uso de materiais visuais também, tipo gráficos ou esquemas de textos já conectados pra ela visualizar melhor como as coisas se encaixam. Uma vez tentei mudar isso sem avisar e percebi que ela ficou bem incomodada. Aí aprendi que é importante manter essa previsibilidade.

No fim das contas, trabalhar com essa diversidade é também aprender sempre algo novo sobre como cada um aprende do seu jeito. A gente como professor tá ali pra guiar mas também pra ajustar as velas conforme o vento muda.

Bom, pessoal, é isso aí por hoje! Espero que essas dicas ajudem vocês de alguma forma nas salas de aula também. É sempre bom compartilhar essas experiências e aprender uns com os outros. Até a próxima conversa!

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