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EF35LP16Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma)Forma de composição dos textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Gente, hoje eu quero falar sobre como eu trabalho aquela habilidade EF35LP16 da BNCC com minha turma do 3º ano. Essa habilidade é sobre os alunos identificarem e reproduzirem coisas tipo notícias, manchetes, lides e corpo de notícias, tudo isso voltado para o público infantil. Também tem cartas de reclamação dessas revistas infantis, nas versões digitais ou impressas. E não é só a leitura e escrita não, é também saber como esses textos são formatados e diagramados, até em versão oral.

Olha, na prática, isso quer dizer que os meninos precisam entender como cada um desses tipos de texto funciona. Tipo, quando você lê uma notícia, a primeira coisa que chama atenção é a manchete. Ela é curtinha e precisa ser interessante o bastante pra gente querer ler o resto. Depois tem o lide, que é aquele primeiro parágrafo que vai te dar uma ideia do que você vai encontrar na notícia toda. No corpo do texto é onde tudo é desenvolvido. Eles têm que saber identificar essas partes e também como elas são organizadas visualmente.

Os meninos do 3º ano já vêm com algumas noções dessas coisas desde a série anterior. Eles já sabem o básico de leitura e escrita e conseguem identificar textos simples. Agora, a ideia é aprofundar isso pra eles perceberem a função de cada parte dentro de um texto maior e começarem a criar os próprios textos usando essas estruturas.

A primeira atividade que eu faço é meio que um "dia de jornal". Eu trago algumas revistas infantis e jornais que a gente consegue encaixar na linguagem deles. Aí a galera se divide em grupos pequenos, geralmente quatro ou cinco alunos. Eu dou uns 30 minutos pra eles folhearem aquilo tudo, prestando atenção nas manchetes, nos lides e no corpo das notícias. O material aqui são só os jornais e revistas mesmo. Na última vez que fizemos isso, o João ficou encantado com uma revista sobre animais e ele foi logo falando: "Olha, professor! Tem uma manchete aqui sobre um cachorrinho herói!". É legal ver como eles vão se empolgando.

Depois disso, fazemos uma roda de conversa pra compartilhar o que cada grupo descobriu sobre as manchetes mais legais ou os lides mais interessantes. Aí já dá pra gente notar quem tá entendendo a proposta. A Ana Clara, por exemplo, sempre traz umas sacadas ótimas sobre como as manchetes são feitas pra chamar atenção com poucas palavras.

Outra atividade bacana é quando a gente cria nosso próprio jornal da turma. Primeiro eu explico rapidinho como funciona um jornal: tem editor-chefe (sou eu nesse caso), repórteres (os alunos) e um diagramador (costumo chamar o Gustavo pra me ajudar porque ele gosta dessa parte). Cada aluno escreve uma notícia curta sobre algo que acontece na escola ou uma história inventada mesmo, mas usando as estruturas corretas: manchete, lide e corpo do texto. Eles têm uns 40 minutos pra escrever e depois a gente junta tudo num "jornal" da turma.

Da última vez que fizemos isso, a Mariana escreveu uma notícia sobre uma "invasão de formigas" no pátio da escola, com direito a descrição detalhada do "ataque". Foi hilário e os colegas adoraram! E ela fez certinho: começou com uma manchete engraçada e já foi pro lide explicando o que tinha acontecido.

Por último, faço uma atividade com cartas de reclamação. A ideia aqui é mostrar pra eles como esse tipo de texto funciona. Eu explico que existem cartas bem diretas e educadas que você escreve quando quer reclamar de algo numa revista infantil, por exemplo. Então, dou um exemplo simples: "Vamos supor que vocês assinam uma revista sobre desenhos animados e ela veio com um erro feio na página preferida de vocês."

Na aula seguinte, cada aluno escreve sua própria cartinha. Normalmente eu dou uns 30 minutos pra isso também. O interessante foi quando a Isabela escreveu reclamando que uma revista não tinha personagens femininas suficientes nos quadrinhos dela preferidos. Ela argumentou direitinho o porquê da reclamação e deu ideias de como melhorar.

No fim das contas, todas essas atividades ajudam os alunos não só a entender esses gêneros textuais mas também a se expressarem melhor por escrito. Quando eles percebem que conseguem identificar as partes dos textos e reproduzi-las nas próprias criações, é incrível ver como ficam orgulhosos. E esse orgulho faz toda a diferença no jeito como eles encaram a leitura e a escrita depois disso.

Aí é isso pessoal! Espero ter ajudado vocês a entenderem melhor essa habilidade e como pode ser divertida trabalhá-la com os meninos em sala de aula! Fico por aqui hoje e qualquer coisa estamos aí pra trocar ideia! Abraço!

Olha, pra saber se os meninos realmente aprenderam a habilidade EF35LP16, eu fico bem de olho no dia a dia da sala. Não é só na hora da prova que a gente percebe, não. Aí, quando tô circulando entre as mesas, observo como eles lidam com as atividades. Tipo, se eles conseguem identificar e diferenciar uma notícia de uma carta de reclamação sem me chamar a cada cinco minutos. E quando ouço as conversas deles, é um termômetro danado. Se eu vejo o Pedro explicando pro Lucas como que uma manchete tem que ser chamativa e como ele pensa em fazer isso, aí já sei que o Pedro tá entendendo bem a parada.

Teve uma vez que a Ana tava mostrando pros colegas como escolher uma imagem legal pra uma notícia e falando que ela tinha que "chamar atenção sem contar tudo". Ela explicou direitinho pro Miguel, que tava meio perdido. Naquele momento, pensei: "Ah, ela pegou a ideia!" É nesses detalhes do dia a dia que a gente percebe o aprendizado.

Agora, sobre os erros mais comuns, olha... tem vários! O João, por exemplo, sempre tenta transformar uma carta de reclamação em um conto. Ele começa muito bem, mas depois se perde e começa a inventar história. É até engraçado ler, mas tenho que explicar pra ele que cada texto tem sua estrutura. Acho que isso acontece porque ele adora inventar histórias e misturar tudo. Quando pego um erro desses na hora, geralmente chamo o aluno pra conversar e mostro exemplos concretos. Mostro um conto e uma carta lado a lado e peço pra ele apontar as diferenças. Isso funciona bastante porque eles conseguem ver no papel o que tô tentando explicar.

Outro erro comum é confundir notícia com opinião. A Beatriz adora dar palpite em tudo e às vezes acaba escrevendo o que ela acha no meio da notícia. Aí eu pergunto: "Bia, essa parte aqui é você falando ou é um fato?" Ela geralmente dá risada e se corrige.

E sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus, que tem TDAH, preciso ser um pouco mais flexível com o tempo das atividades. Ele tem muita dificuldade em ficar focado por muito tempo. Então, acabo dividindo as atividades em partes menores e dou intervalos pra ele levantar e se movimentar um pouco. Uso também recursos visuais mais chamativos nos materiais dele. Uma coisa que deu certo foi usar cores diferentes pra destacar partes do texto que ele precisa prestar mais atenção. Antes eu tentava fazer ele terminar tudo de uma vez e não dava certo, agora ficou bem melhor.

Já com a Clara, que tem TEA, adaptei algumas estratégias mais visuais e previsíveis. Ela funciona bem com rotinas fixas, então tenho uma sequência bem definida nas atividades dela. Uso também figuras e cartões com imagens para ajudá-la a organizar as ideias antes de escrever. Um dia fizemos uma atividade sobre manchetes e usei figuras grandes com expressões faciais diferentes pra ela associar ao tom da manchete. Isso ajudou demais na compreensão dela.

Então é isso. Nosso trabalho de professor não é fácil, mas é cheio de momentos legais quando vemos os meninos realmente entendendo as coisas. Cada aluno é único e a gente vai ajustando conforme precisa. Espero ter ajudado vocês aí no fórum com essas experiências!

Fico por aqui hoje! Se alguém tiver dicas ou quiser trocar mais ideias sobre essas adaptações ou outras habilidades da BNCC, só mandar mensagem! Até mais!

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