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EF05LP08Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a tal da EF05LP08, é basicamente o seguinte: a gente tem que ajudar os meninos do 5º Ano a entenderem que as palavras não aparecem do nada, né? Elas têm umas raízes, umas origens, e às vezes vão ganhando uns pedacinhos a mais. Na prática, o que a molecada precisa sacar é que tem palavras que vêm de outras, tipo assim: a palavra "feliz", aí a gente coloca um "mente" no final e vira "felizmente". Isso é derivação. E também tem as palavras compostas, tipo "guarda-chuva", que junta duas palavrinhas pra formar uma nova.

Agora, os meninos já vêm com uma base disso tudo lá do 4º Ano. Eles já têm uma noção do que é uma palavra e começam a brincar com essas ideias de aumentar ou mudar elas. No 5º Ano, a ideia é aprofundar e sistematizar. A gente quer que eles sejam capazes de identificar essas palavras no texto e entender o efeito disso na comunicação.

Uma das atividades que eu faço é o "Jogo das Palavras Transformadas". Olha só, eu faço umas cartinhas de papel sulfite mesmo, nada muito elaborado, porque a gente não tem tanto recurso, né? Em cada carta tem uma palavra base, tipo "amor". Depois eu dou um tempo pra eles pensarem e criarem o máximo de palavras derivadas possíveis: amável, amoroso, amador. Daí, eu coloco os meninos em grupos de quatro ou cinco e deixo eles discutirem entre si. Leva uns 20 minutos pra eles fazerem suas listas e depois mais uns 10 pra gente discutir em sala todas as palavras que surgiram. A última vez que fizemos isso foi engraçado porque o Joãozinho ficou todo empolgado e saiu criando umas palavras meio loucas que ninguém conhecia, aí tivemos uma boa risada tentando descobrir se realmente existiam ou se ele tava inventando moda.

Outra coisa que faço é o "Desafio dos Prefixos e Sufixos". Eu levo uma lista simples de prefixos e sufixos impressa pra cada aluno, sempre pedindo pra eles ajudarem com o material, porque não temos sempre papel e impressora disponíveis na escola. Aí, durante a aula eu escrevo no quadro algumas palavras simples e peço pra eles transformarem usando aqueles pedacinhos mágicos. Tipo "fazer" pode virar "refazer" ou "desfazer". Eu deixo eles tentarem isso individualmente por uns 15 minutos, depois abro pro debate em sala. O interessante é como cada um pensa num final diferente. Teve uma vez que a Maria inventou "desfeliz" como se pudesse desfazer a felicidade. Achei criativo demais.

E ainda tem uma atividade que a turma adora: "A Caça ao Composto". Pra essa brincadeira, eu preparo algumas tirinhas de jornal ou revistas velhas (a galera aqui em casa sempre junta um monte pra mim), onde eu sei que há várias palavras compostas escondidas. Os alunos têm que encontrar as palavras compostas nas tirinhas. Eles fazem isso em duplas ou trios, o que dá um senso de equipe e ao mesmo tempo aquela competição saudável. Eles têm uns 15 minutos pra isso. Quando fizemos essa atividade mês passado, a Ana Clara achou "boca-de-sino" numa propaganda de moda dos anos 70! Ela ficou encantada porque nunca tinha ouvido essa expressão antes e a classe caiu na gargalhada quando explicamos o significado.

O legal de todas essas atividades é como os alunos começam a ver as palavras como pequenas peças de um grande quebra-cabeça linguístico. Eles se envolvem mesmo na busca por entender como essas peças se encaixam e mudam o sentido das sentenças. No começo alguns ficam meio perdidos, mas depois pegam o jeito rapidinho.

Essas atividades fazem com que os alunos não só reconheçam mas também brinquem com as palavras e suas possibilidades dentro da língua portuguesa. Eles começam a perceber como a língua é flexível e viva, cheia de nuances. E eu me divirto junto com eles vendo as criações malucas e as descobertas engraçadas que vão surgindo.

Enfim, esse trabalho todo com palavras primitivas, derivadas e compostas não só desperta a curiosidade dos meninos pela língua mas também amplia o vocabulário deles de um jeito divertido. É gratificante ver quando eles começam a usar essas estratégias nos textos deles espontaneamente.

Bom, é isso aí! Espero que essas dicas sejam úteis pra quem tá pensando em implementar essa habilidade nas aulas também! Até mais!

Aí, pessoal, continuando a conversa, eu percebo que os meninos entenderam essa tal de EF05LP08 quando tô circulando pela sala, observando de longe. Dá pra ver pela forma como eles começam a falar e usar as palavras nas atividades do dia a dia, sabe? Tipo, quando tô andando pela sala e ouço a Ana explicando pro João que "ah, essa palavra aqui tem um pedacinho a mais". Isso já me mostra que o conceito de derivação tá ali, fresquinho na mente dela.

E tem umas situações que são muito legais também, como quando a galera tá fazendo aqueles trabalhinhos em dupla ou grupo. Aí você percebe o Pedro falando pro Lucas: "Essa palavra aqui é tipo 'solta-pipa', que junta duas coisas". É aí que eu vejo que eles tão sacando bem as palavras compostas. São essas conversas informais, esses momentos em que um aluno explica pro outro, que me mostram que eles realmente entenderam o conteúdo.

Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo, olha só: um clássico é misturar tudo e achar que qualquer palavra com prefixo ou sufixo é composta. Tipo a Mariana uma vez veio toda confiante dizendo que "desorganizado" era uma palavra composta porque tinha o "des" no começo. Aí a gente para e conversa sobre isso.

Esse erro acontece porque eles tão ainda pegando o jeitinho da coisa. É normal confundir derivação com composição. Geralmente eu olho pra eles e digo: "Ô Mariana, presta atenção: não é porque tem um pedaço extra na palavra que já vira composta." Eu gosto de usar exemplos do cotidiano deles. Pergunto: "Quando você escuta 'pé-de-moleque', o que você imagina?" Eles logo associam e percebem que envolve duas ideias juntas formando uma nova. E é assim que a gente vai ajustando a compreensão deles.

Agora, sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um deles tem suas particularidades. O Matheus tem TDAH, então ele fica meio agitado e disperso. O que eu faço é quebrar as atividades em blocos menores. Se eu quero que ele entenda as palavras compostas, por exemplo, começo com exercícios mais visuais e curtos. Faço umas cartinhas com imagens. Isso ajuda ele a focar.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um ambiente mais previsível e estruturado. Eu tento criar uma rotina clara pra ela durante as aulas. Gosto de usar materiais visuais bem coloridos com ela — tipo diagramas e tabelinhas – porque ajudam na compreensão. Um dia eu testei um joguinho de tabuleiro onde cada casa tinha uma imagem ou palavra composta pra eles formarem frases ou associarem corretamente. Com ela funcionou super bem! Mas teve uma vez que tentei usar só textos longos como atividade principal e não deu certo. Ela se perdeu no meio do caminho.

Uma coisa importante é gerenciar o tempo pras atividades funcionarem pra todo mundo na sala, né? Então sempre tento dar tempo extra pro Matheus terminar as atividades porque às vezes ele demora um pouco mais pra se organizar mentalmente. Com a Clara, deixo ela ir no próprio ritmo sem ficar pressionando muito.

Bom, gente, acho que é isso por hoje! Compartilhe suas experiências também. Tô sempre aprendendo com vocês e adoraria saber como vocês lidam com essas situações na sala de aula. Até mais!

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