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EF05LP07Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Morfologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar com a habilidade EF05LP07 da BNCC é algo bem interessante e bastante desafiador. A ideia dessa habilidade é fazer com que os meninos consigam identificar, nos textos, as conjunções e as relações que elas estabelecem. No fundo, é mostrar pra eles como essas palavrinhas, tipo "e", "mas", "porque", "se", "para", podem mudar completamente o sentido do que a gente tá lendo. Então, na prática, o aluno precisa conseguir olhar pra um texto e entender, por exemplo, que quando aparece um "mas", a coisa tá indo pra um lado e depois vira. Ou quando vê um "porque", tá explicando alguma coisa que aconteceu antes.

Agora, isso se conecta muito com o que eles já vêm vendo nas séries anteriores. Os alunos já chegam no quinto ano sabendo identificar ideias diferentes em frases simples. Tipo, eles sabem que se você diz “Eu fui à escola e joguei bola”, tem duas ações aí, né? Mas o nosso objetivo no quinto ano é dar um passo além e fazer eles perceberem como essas ações se conectam num texto maior. Não só identificar a ação, mas entender a relação entre elas.

Vou contar aqui como trabalho isso na sala de aula. Primeiro, tem uma atividade que eu curto muito e os meninos também gostam, que é a leitura compartilhada de contos curtos. Eu pego um conto bem simples, tipo uma fábula curtinha. O material é só o texto impresso mesmo. A gente lê junto em voz alta e vou parando em cada conjunção pra perguntar: "E aí, o que essa palavrinha tá fazendo aqui?" A galera geralmente se empolga pra responder. O João, por exemplo, da última vez levantou a mão rapidinho e já foi falando que o “mas” no meio do texto tava mostrando uma mudança na história.

Outra atividade legal que faço é com música. Essa turma adora música! Então escolho uma que tenha uma letra mais tranquila e traga várias conjunções. Imprimo a letra (só um trecho curto) e divido a turma em grupos de três ou quatro alunos. Dou uns 20 minutos pra eles lerem e marcarem todas as conjunções que encontrarem. Depois disso, cada grupo explica pro resto da turma qual foi a função da conjunção no contexto da música. A última vez fizemos isso com uma música do Skank e olha, a Maria não parava de falar como o “porque” explicava direitinho os sentimentos na música.

A terceira atividade envolve escrita criativa. Eu dou aos alunos algumas situações básicas e eles precisam escrever pequenas histórias usando um conjunto de conjunções que eu dou previamente. Por exemplo: “Você está indo ao parque com seu amigo quando começa a chover." Eles têm que usar “mas”, “então”, "porque", "se" etc., pra criar a narrativa deles. Aí dou uns 30 minutos pra isso. É bacana porque além de identificar, eles têm que aplicar as conjunções de maneira lógica no texto deles! Na semana passada o Pedro inventou uma história hilária sobre como ele acabou indo pra casa do amigo jogar videogame porque choveu demais.

E olha, essa atividade da escrita foi um sucesso! No final, peço pra dois ou três alunos lerem suas histórias em voz alta. Quando foi a vez do Lucas ler a dele, a turma toda riu porque ele fez uma sequência super engraçada sobre como o amigo dele escorregou na lama “mas” conseguiu salvar um cachorro perdido “porque” ele ouviu um latido “quando” estava voltando pra casa.

De modo geral, eu diria que a chave pra trabalhar essa habilidade é fazer os alunos perceberem como essas pequenas palavras são poderosas em dar sentido ao texto todo. E claro, trazer essas atividades de forma divertida e próxima da realidade deles torna tudo muito mais fácil e fluído. No final das contas, é isso que faz eles realmente entenderem e aplicarem essas relações nas leituras e escritas deles.

Ah! E sempre gosto de lembrar da importância de ouvir o que os próprios meninos têm pra dizer sobre o que tão aprendendo. Cada um tem um jeito diferente de pegar as coisas e às vezes o jeito como alguém entendeu pode ajudar outro colega também! Bom, espero ter ajudado vocês aí com algumas ideias práticas pra trabalhar essa habilidade na sala de aula! Se vocês tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô aqui pra ouvir!

Aí, pessoal, perceber se os meninos entenderam uma coisa sem aplicar uma prova formal é mais sobre ficar atento ao que tá rolando na sala, sabe? Quando eu tô circulando por ali, dá pra ver algumas coisas que são sinais. Tipo assim, quando eles estão fazendo uma atividade em grupo e eu escuto alguém explicando pro colega "ó, a gente usa 'mas' aqui porque tá mudando a ideia", já dá um estalo na cabeça: "Ah, entendeu!" Lembro uma vez da Carol, que tava ajudando o Rafael. Ela falou algo assim: "Se você colocar 'porque', vai explicar o motivo. Mas se for 'para', é uma finalidade". É nesses momentos que vejo que a coisa tá funcionando.

Outra coisa que observo é quando eles não precisam mais ficar pedindo ajuda o tempo todo. Sabe aqueles alunos que estão sempre levantando a mão? Quando eles começam a resolver sozinhos ou a consultar primeiro os colegas, é um sinal de que tão pegando o jeito. E tem também aquelas perguntas mais elaboradas que começam a aparecer, tipo quando o Pedro veio me perguntar se dava pra usar "embora" mesmo quando não tivesse uma mudança de lugar, mas sim de ideia. Dá pra ver que ele tava pensando além do básico.

Agora, claro que nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns giram em torno de não entender bem a diferença entre as conjunções. A Juliana, por exemplo, sempre confundia "mas" com "porque". Ela fazia frases como "Eu fui ao parque porque estava chovendo", querendo dizer o contrário. Acho que isso rola porque às vezes eles decoram as regras sem realmente entender o uso no contexto. Aí, quando pego esses erros na hora, gosto de sentar com eles e dar exemplos bem concretos. Tipo: "Olha, pensa assim: 'Eu trouxe o guarda-chuva MAS não choveu'. Tá vendo como a ideia muda?"

Ah, e não posso deixar de falar do Matheus e da Clara. Com o Matheus, que tem TDAH, preciso sempre pensar em atividades bem dinâmicas e dividir as tarefas em partes menores. Uma vez tentei uma atividade onde ele tinha que ficar sentado por muito tempo lendo um texto longo. Não deu certo. Agora, gosto de usar cartões coloridos com conjunções e fazer jogos rápidos onde ele precisa escolher o cartão certo pra completar frases. Isso mantém o interesse dele e ajuda a fixar.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é um pouquinho diferente. Preciso ter certeza de que as instruções são bem claras e visuais. Uso fichas com desenhos e setas mostrando a relação das conjunções nas frases. Também percebo que ela funciona melhor quando tem um padrão ou rotina na atividade. Uma vez vi que ela gostava de desenhar enquanto pensava nas respostas. Então passei a incluir isso nas atividades dela – tipo ligar desenhos com frases usando conjunções corretas.

Bom, gente, cada aluno é um universo à parte e a gente vai adaptando conforme vai conhecendo melhor cada um deles. O importante é estar atento ao que cada um precisa pra aprender do jeito deles. E claro, trocar essas experiências aqui com vocês sempre ajuda a gente a pensar em novas ideias. É isso aí, até a próxima!

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