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EF04LP03Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Conhecimento do alfabeto do português do Brasil/Ordem alfabética/Polissemia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando se trata de trabalhar a habilidade EF04LP03 da BNCC, a parada é sobre fazer a molecada saber usar o dicionário pra entender o significado certo das palavras no contexto que estão lendo ou escrevendo. É tipo assim: eles precisam pegar uma palavra e descobrir o que ela tá dizendo naquele momento específico. Às vezes uma palavra pode ter vários significados e aí é que entra a parte de selecionar o mais plausível. Um exemplo simples: a palavra "banco" pode ser aquele onde a gente guarda dinheiro, ou só um banquinho pra sentar. Então o aluno precisa sacar qual "banco" faz sentido ali.

Bom, no 3º ano eles já têm uma noção básica do alfabeto e ordem alfabética, até porque na época a gente fazia muito songa-songas com as letras, né? Então pro 4º ano, eu espero que eles consigam usar essa base pra folhear o dicionário sem se perder. Agora, na prática mesmo, como é que eu trabalho isso com os meninos?

Primeira atividade que eu faço é a corrida do dicionário. É bem simples! Eu levo uns dicionários físicos pra sala — normalmente uns 10, aí a gente forma grupos de 3 ou 4 alunos. Dou uma lista de palavras que podem ter mais de um significado e peço pra cada grupo encontrar a definição no dicionário e escolher qual faz sentido num determinado contexto. Esse contexto tá numa frase que eu também dou pra eles. Coisa rápida, dá uns 30 minutos. Eles sempre ficam super animados nessa hora, porque rola uma competição saudável pra ver quem encontra primeiro. Na última vez que fiz, o Pedro quase pirou de felicidade quando o grupo dele achou "manga" primeiro. E olha que não foi fácil decidir entre manga de fruta ou manga da camisa!

Outra atividade que é sucesso é o teatro das palavras. Funciona assim: eu divido a turma em duplas ou trios e cada grupo fica responsável por encenar uma palavra homônima em dois contextos diferentes. Por exemplo, eles escolhem "vela" e têm que representar tanto uma vela de barco quanto uma vela de aniversário. Eles têm uns 15 minutos pra preparar e depois apresentam pra sala. O material é zero complicado, geralmente só precisam de papel e lápis pra anotar as ideias. E é impressionante como eles adoram! Da última vez, o João e o Mateus fizeram uma apresentação hilária das duas velas — todo mundo riu até não poder mais.

A terceira atividade que sempre dá certo é o caça ao tesouro do significado. Aqui eu monto um pequeno circuito na sala com pistas relacionadas a significados diferentes de palavras polissêmicas. A ideia é que eles passem por cada estação resolvendo qual significado faz mais sentido naquele contexto específico. Tipo, numa estação pode ter uma foto de banco de praça e na outra pode ter uma imagem de um banco financeiro. Eles têm que escolher qual letra vai pro mural final, que forma uma palavra-chave no final da atividade. Essa leva mais tempo, geralmente uns 50 minutos a uma hora, mas vale a pena! Na última caça ao tesouro, a Maria ficou super empolgada em resolver as pistas e não parava de correr pra lá e pra cá — ela tava decidida a montar a palavra antes dos outros!

Essas atividades não só ajudam os alunos a se familiarizarem com o uso do dicionário, mas também tornam o aprendizado divertido e dinâmico. E olha, quando você vê aqueles olhinhos brilhando porque encontraram a resposta certa ou porque entenderam finalmente aquilo que antes era confuso, não tem preço! O importante é ir adaptando conforme o ritmo da turma e garantir que todos participem.

Então é isso, pessoal! Trabalhar essa habilidade pode ser muito divertido e enriquecedor tanto pra nós quanto pros alunos. Espero que essas ideias ajudem vocês também! E quem tiver sugestões ou experiências diferentes pra compartilhar, tô sempre aberto pra ouvir. Abraço!

Então, galera, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos tão pegando a ideia dessa habilidade sem precisar jogar uma prova formal no colo deles... é bem interessante. Aí, o que eu faço muito é circular pela sala enquanto eles tão lá fazendo as atividades. Fico com os ouvidos atentos e o olho em todo canto. Tipo assim, sabe quando você tá passando entre as mesas e ouve um aluno explicando pro outro? Isso é música pros meus ouvidos! Quando vejo a Mariazinha falando pro João: "Ah, claro, aqui 'banco' é aquele que a gente senta", eu já sei que eles tão começando a entender o contexto da palavra.

E também, na hora que eles tão escrevendo suas histórias ou textos, sempre rola um momento em que um deles levanta a mão pra perguntar: "Professor, é esse mesmo o significado dessa palavra?" Quando o Felipe manda essa, já sei que ele tá pensando no que tá escrevendo. Não tá colocando só por colocar. Ele tá realmente tentando entender o que tá fazendo. Outro dia, o Lucas tava escrevendo uma historinha e me chamou: "Professor, 'manga' aqui é de fruta ou de roupa?" Eu quase bati palma! Essa dúvida mostra que ele tá sacando que a mesma palavra pode ter mais de um significado e quer aplicar isso certo.

Agora os erros comuns... Aí tem alguns clássicos. O Pedro, por exemplo, tem um hábito de sempre pegar o primeiro significado do dicionário sem conferir se faz sentido no que ele tá escrevendo ou lendo. Outro dia ele tava lendo um texto sobre um parque e viu a palavra "vela". Ele saiu dizendo que era "vela" de aniversário! Daí eu chamei ele e discutimos juntos até ele perceber que era de "vela" de barco mesmo. Esses erros acontecem porque às vezes eles tão correndo, sabe? Querem terminar logo e não param pra pensar se faz sentido.

Quando pego esse tipo de erro na hora, gosto de fazer perguntas: "Você acha que esse significado faz sentido aqui?" ou "Vamos ver todas as opções juntos e escolher a melhor?". Isso ajuda eles a irem mais devagar e realmente pensarem sobre a escolha.

Agora sobre o Matheus, com TDAH, e a Clara, com TEA... Bom, cada um deles precisa de uma abordagem um pouco diferente. Pro Matheus, preciso quebrar as atividades em partes menores e dar intervalos frequentes. Ele se distrai fácil, então não adianta colocar ele pra fazer uma atividade longa direto. Faço tipo assim: dou uma parte da atividade pra ele fazer em 10-15 minutos e logo depois rola aquele intervalo pra ele levantar, dar uma volta. E isso funciona! Outra coisa é usar muita cor e imagens nos materiais. Tipo um dicionário visual pras palavras. Ele se conecta muito mais com essas coisas do que só texto puro.

Agora pra Clara, eu mudo um pouco mais a organização do tempo porque ela precisa de previsibilidade. Ela tem essa dificuldade de transição entre atividades, então sempre tento avisar antes: "Daqui a 5 minutos vamos mudar pra outra coisa". E olha só, uso muitas histórias visuais com ela. Tipo quadrinhos mostrando o uso da palavra em diferentes contextos. Ajuda ela a entender sem precisar de longas explicações verbais.

Uma coisa que não funcionou muito bem foi tentar fazer atividades em grupos grandes com eles dois no início. O Matheus ficava perdido com tanto estímulo e a Clara se isolava. Então agora faço grupos menores ou até duplas quando possível.

Bom, gente, é isso aí! Trabalhar essas habilidades tem seus desafios e recompensas. Cada dia aprendemos mais com os meninos e encontramos novas formas de ensinar. Espero que essas histórias ajudem alguém aí também. Um abraço!

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