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EF04LP02Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a combinação VV (ditongo) é reduzida na língua oral (ai, ei, ou).

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Construção do sistema alfabético e da ortografia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04LP02 da BNCC parece complicada de entender, mas na prática é bem concreto o que a gente precisa fazer com a turma. Basicamente, a ideia é ajudar os alunos a perceberem e usarem direitinho aquelas combinações de vogais que fazem a gente escorregar na hora de falar, mas que na escrita têm que estar certinhas. Tipo aqueles ditongos em “pai” ou “leite”, onde a gente fala rapidinho e quase não percebe que tem duas vogais juntas. O aluno do 4º ano precisa conseguir identificar essas sílabas VV e CVV e saber escrever sem tropeçar nelas. E isso se conecta direto com o que eles já viram no 3º ano, sabe? Onde começaram a trabalhar com fonemas e sílabas mais simples. A gente só tá subindo um degrau agora, trazendo mais atenção para esses ditongos que aparecem de um jeito na fala e de outro na escrita.

Tem umas atividades que eu curto fazer pra treinar essa habilidade com os meninos. A primeira delas é um bingo das palavras. É simples e funciona bem. Eu distribuo cartelas com palavras que eles já conhecem, mas que têm essas combinações VV e CVV. Coisas tipo “mãe”, “noite”, “fogo” e por aí vai. Aí, vou sorteando as palavras e eles precisam marcar na cartela. Uso papel mesmo, o bom e velho grão da escola, e lápis de cor para marcar. Organizo eles em grupos pequenos de quatro ou cinco pra rolar uma interação. Dá pra fazer em uma aula de 50 minutos tranquilamente. Os alunos ficam super empolgados quando a palavra sai na cartela deles. Da última vez, o João se levantou dando um pulo quando bateu bingo e gritou "Ganhei!". Teve uma risada boa, foi animado.

Outra atividade que é sucesso é o ditado interativo. Aqui eu misturo ditado tradicional com um pouco de tecnologia – tipo assim, tem quem ache que sala de aula pública não pode usar tecnologia, mas eu uso o celular meu pra gravar a voz dos meninos. Eu escolho umas dez palavras com esses ditongos complicados e coloco num papelzinho dobrado num potinho. Um aluno de cada grupo vem à frente, pega uma palavra e lê pros colegas, mas lê como se fosse uma charada: “Começa com ‘no’ e termina com ‘ite’”. O grupo tem que adivinhar escrevendo no caderno e aí vou lá com meu celular gravando eles falando a palavra pra dar aquele feedback depois sobre como tão pronunciando também. Eles gostam bastante porque é desafiador, e ainda mexe com o falado e o escrito ao mesmo tempo. E dá risada também! Na última vez, a Maria Clara leu “cuidado” como “cui-di-ado” e todo mundo parou pra rir até ela mesma.

A terceira atividade é a escrita criativa com foco nesses ditongos. Dou um tema simples como “Um dia de aventura” e peço que escrevam uma historinha usando no mínimo cinco palavras das listas que trabalhamos antes. Dou cerca de 30 minutos pra eles escreverem em grupos – eu sou fã de trabalho em grupo porque acho que os meninos aprendem muito uns com os outros – e depois cada grupo lê a sua história pra sala toda. Uso papel reciclado aqui também pra economizar. É legal ver como eles vão pegando o jeito de usar as palavras novas no contexto certo. Na última vez, o grupo do Pedro escreveu uma história super engraçada sobre uma viagem para um parque aquático cheio de “escorregadores” (essa foi uma das palavras) onde um dos meninos ficava sempre com medo de cair nos “cuidado” (comédia pura).

Então é isso pessoal, essas atividades ajudam muito a galera a fixar essas combinações VV e CVV sem ficar aquela coisa chata da gramática pura no caderno. E mais do que passar conteúdo, acho que nosso papel é fazer eles se interessarem pela língua, por ler e escrever cada vez melhor. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser compartilhar como faz isso na sala de aula, tô aqui pra conversar! Um abraço!

Ah, esse lance de perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é quase um "super poder" que a gente desenvolve com o tempo. Quando você circula pela sala, dá pra sacar quem tá pegando a matéria e quem ainda tá meio perdido. Tipo assim, na hora que eu passo pelas mesas, gosto de dar uma olhada nos cadernos e observar como os meninos estão escrevendo as palavras que a gente trabalhou. Se eu vejo o Pedro escrevendo "pai" e "leite" direitinho, sem hesitar, já é um bom sinal. E melhor ainda quando ele explica pro amigo ao lado como fazer, aí sim eu penso "Ah, esse entendeu".

Também tem os momentos de conversa entre eles que são muito reveladores. Às vezes, estou caminhando pela sala e ouço a Ana corrigindo o Caio: "Não, Caio, é 'leite', com 'e' no final, não 'leit'". Nessas horas, percebo que a Ana captou bem a ideia do ditongo e conseguiu aplicar o que aprendeu praticamente sem perceber. E quando eles começam a usar essas palavras mais naturalmente nas redações ou nas historinhas que eles inventam, dá pra ver que internalizaram mesmo.

Agora, sobre os erros mais comuns que os meninos cometem... bom, isso faz parte do processo de aprendizagem. Um exemplo clássico é o João. Ele sempre troca as vogais nos ditongos. Já vi ele escrever "peixe" como "pexe". É um erro comum porque eles podem confundir o som das vogais quando falam rápido ou quando não prestam atenção nas letras que estão ali. E quando eu pego esse erro na hora, procuro não chamar atenção de forma negativa. Sento com o João e mostro no caderno como a palavra deve ser escrita. Às vezes faço ele repetir a palavra devagarinho pra ele perceber onde tá escapando.

E falando em desafios, tem o caso do Matheus e da Clara que me faz ajustar um pouco as atividades. O Matheus tem TDAH e isso significa que precisa de atividades mais dinâmicas e quebradas em partes menores pra não perder o foco. Faço atividades em blocos curtos com bastante interação. Uma coisa que funciona muito bem é o uso de jogos educativos no computador por um tempo limitado. Ele adora um joguinho de montar palavras onde precisa arrastar as letras até formarem a palavra correta. Isso ajuda a fixar os ditongos sem cansar.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso ser mais estruturado. Ela prefere uma rotina bem definida e se beneficia de instruções visuais claras. Então sempre deixo um quadro na sala com as etapas das atividades do dia. Uso cartões com desenhos e cores pra mostrar cada etapa do exercício. E dou tempo extra pra ela processar as informações sem pressa, garantindo que entenda cada parte antes de seguir adiante. Uma vez tentei usar músicas pra ajudar na memorização dos ditongos, mas não funcionou muito bem com ela porque teve dificuldade em acompanhar o ritmo.

No fim das contas, lidar com essas diferenças dentro de sala faz parte do nosso trabalho e é muito gratificante ver o progresso dos meninos. É assim que vamos ajustando nosso jeito de ensinar pra garantir que cada um aprenda do seu jeito.

Bom, galera, acho que por hoje é isso. Adoro compartilhar essas histórias com vocês e ouvir as experiências de vocês também! Vamos continuando trocando essas figurinhas por aqui. Até a próxima!

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