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EF35LP09Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.

Leitura/escuta (compartilhada e autônoma)Planejamento de texto/Progressão temática e paragrafação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF35LP09 da BNCC parece complicada quando a gente lê do jeito que tá escrito lá, mas na prática não é nada do outro mundo. Basicamente, é a habilidade de organizar um texto direitinho, dividindo ele em parágrafos que façam sentido. Isso significa que os meninos têm que entender que um texto é mais do que um monte de frases grudadas. Cada parágrafo tem uma ideia principal, e todos juntos formam o texto completo. Então, por exemplo, se eles estiverem escrevendo uma história, cada parágrafo pode ser sobre uma parte da história: num parágrafo eles apresentam os personagens, no outro falam sobre o problema que os personagens enfrentam e assim por diante. A turma do 3º ano já vem com alguma noção disso porque no 2º ano a gente já começa a ensinar a separar ideias, mas ainda não com tanto foco em parágrafos e tal.

Agora vou contar um pouco das atividades que eu faço pra trabalhar essa habilidade com a galera. E olha, são atividades bem simples mesmo, nada de coisa complicada porque o tempo é curto e os materiais são limitados.

Primeira coisa que faço é a atividade de “história em quadrinhos”. Essa é uma das preferidas dos meninos, porque eles adoram desenhar e inventar histórias. Eu pego algumas historinhas em quadrinhos já prontas, tipo da Turma da Mônica ou outras mais simples mesmo, e passo xerox pra turma. Aí eu peço pra cada um ler a história e tentar escrever ela em forma de texto corrido, organizando em parágrafos. Então, se nas HQs tem um quadrinho mostrando a Mariazinha tropeçando e outro o Cebolinha ajudando ela, no texto eles têm que transformar isso em dois parágrafos separados. Eu gosto de fazer essa atividade com eles em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Dá pra fazer em uns 40 minutos. Na última vez que fiz isso, o Lucas estava tão empolgado que ele até fez falas extras pros personagens nos textos! Ele realmente pegou a ideia.

A segunda atividade é o “jogo dos parágrafos embaralhados”. Essa aqui eu inventei depois de um sábado jogando dominó com uns amigos. Basicamente, eu pego um texto curtinho e corto ele em parágrafos separadinhos. Cada grupo recebe esses pedaços de papel embaralhados e tem que montar o texto na ordem certa. Eles têm que discutir entre eles pra decidir qual parágrafo vem primeiro, qual é a introdução, o desenvolvimento e a conclusão da ideia. É bem legal ver como eles começam a argumentar entre si sobre o que faz sentido ou não na sequência das ideias. Nas últimas vezes, teve uma discussão engraçada entre a Ana e o Pedro sobre qual era o parágrafo principal – eles estavam debatendo como se fosse uma questão de vida ou morte! Essa atividade leva uns 30 minutos e é sempre muito animada.

Por último, tem a atividade do “meu diário inventado”. Essa é mais individual e eu uso pra fechar esse trabalho com parágrafos. Peço pra cada aluno escrever um diário inventado sobre um dia especial. Pode ser um dia em que eles se tornaram super-heróis ou encontraram um alienígena no quintal de casa – vale tudo! O desafio é fazer com que cada parte do dia vire um parágrafo diferente: o começo do dia (como acordaram), o meio (o momento mais empolgante) e o fim (como terminou esse dia maluco). Eles adoram porque podem soltar a criatividade sem medo. Na última vez que fizemos isso na sala, a Júlia escreveu sobre como ela salvou uma cidade debaixo d’água de um monstro marinho usando só um guarda-chuva mágico! A criatividade deles é algo impressionante. E leva cerca de 50 minutos pra fazer bem feito.

Enfim, trabalhar essa habilidade pode parecer complicado à primeira vista, mas quando você coloca em prática com atividades divertidas e concretas, os meninos pegam rapidamente. Eles já chegam com alguma base das séries anteriores e cresce bastante vendo como eles conseguem evoluir! E aí professoras e professores, como vocês têm trabalhado isso? Alguma ideia nova pra compartilhar? Abraços!

Olha, perceber que os meninos entenderam a EF35LP09 sem ter que aplicar uma prova formal é aquela coisa que a gente vai pegando com o tempo, sabe? No dia a dia, enquanto eu circulo pela sala e ouço as conversas, dá pra sentir quando a coisa tá fluindo. Não é só sobre olhar pro caderno e ver se tá tudo certinho ali, é mais sobre sentir como eles conversam sobre o que tão escrevendo. Tipo, teve um dia que vi a Mariana explicando pro Pedro como ela organizou os parágrafos da história dela. Ela falava: "Aqui eu coloquei a parte em que o personagem conhece o vilão e aqui é onde ele descobre o segredo". E do jeito que ela falava, dava pra ver nos olhos do Pedro aquele "ahá" moment. Ele sacou que ela tava usando os parágrafos pra dar estrutura à história dela. Isso é ouro.

Outro momento que me marcou foi quando o Lucas, que sempre teve um pouco de dificuldade com leitura e escrita, tava conversando com a Ana sobre uma história que eles tinham que escrever juntos. Ele comentou: "Acho que esse parágrafo aqui tá meio perdido. Vamos mudar ele de lugar?" Aí eu pensei: "Uau, ele entendeu!" Porque não é só escrever, é entender como as partes do texto se encaixam e fazem sentido juntas. Essas pequenas interações me mostram que eles tão captando a ideia.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns são aqueles de juntar um monte de ideias num parágrafo só ou então deixar muito espaçado. Um exemplo foi o João, que escreveu uma historinha onde cada parágrafo tinha só uma frase. Era tipo: “O João foi ao mercado. Ele comprou pão. Depois ele voltou para casa.” Entendi que pra ele era difícil desenvolver uma ideia ao longo de um parágrafo completo. Esse tipo de erro acontece muito porque eles ainda estão pegando o jeito de expandir suas ideias sem perder o fio da meada.

Quando acontece isso, tento pegar na hora e conversar com eles. Falo algo como: "João, olha só, pensa em quantas coisas legais você pode falar sobre essa ida ao mercado! Quem ele encontrou lá? Teve alguma confusão no caixa? Vamos tentar alongar essa ideia?" Esse papo ajuda eles a visualizar melhor como estruturar.

Agora, sobre trabalhar com o Matheus e a Clara, que têm necessidades específicas, aprendi que algumas adaptações são essenciais. O Matheus tem TDAH e se distrai fácil, então procuro dividir as atividades em etapas menores pra ele não se perder no meio do caminho. Coisa simples como dar uma tarefa por vez e lembrar ele do tempo. Ah, e uso fichas coloridas pra ele organizar cada parte do texto, assim ele vê o progresso dele claramente.

Com a Clara, que tem TEA, percebi que ela gosta de rotina e previsibilidade. Então sempre deixo claro pra ela qual será a atividade do dia e passo por etapas bem definidas. Também uso materiais visuais porque ajudam bastante ela a entender a estrutura dos textos — tipo mapas mentais ou gráficos simples.

E olha, já testei estratégias que não deram certo também. Tentei fazer uma competição na sala pra animar a galera, mas isso deixou o Matheus mais ansioso e a Clara meio perdida com tanto estímulo. Então tirei essa ideia do repertório e busquei um ambiente mais tranquilo e organizado.

Bom, gente, é isso! Compartilhar esses momentos aqui no fórum é sempre bom demais porque a gente troca experiência e aprende junto. A sala de aula é um misto de desafios e alegrias diárias e todo dia é um aprendizado novo. Espero ter ajudado com esses exemplos do meu dia a dia na escola. Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui. Abraço!

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