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EF03LP14Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto.

Análise linguística/semiótica (Ortografização)Escrita colaborativa
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF03LP14 com os meninos do 3º ano é uma coisa que exige bastante da gente, mas também é muito recompensador. A ideia é que eles aprendam a planejar e produzir textos injuntivos, que são aqueles textos que dão instruções, tipo receitas, manuais, essas coisas. A ideia é que eles consigam escrever usando verbos no imperativo, como "faça", "coloque", "misture", e também saibam indicar passos a serem seguidos de maneira clara. E aí entra uma parte bem legal: eles precisam usar palavras, imagens e recursos gráficos pra deixar o texto mais fácil de entender, mais interessante.

No 2º ano, eles já começam a se familiarizar com a escrita de pequenas instruções, geralmente seguindo modelos prontos. Agora no 3º ano, a gente quer que eles sejam mais autônomos. Eles já vêm com uma certa noção de sequência lógica, porque no ano anterior já trabalham com sequências temporais simples em histórias e tal. Então o foco agora é adaptar isso para instruções mais objetivas e práticas.

Uma das atividades que eu gosto de fazer é criar um "manual de brincadeiras". O material é simples: folhas de sulfite, lápis de cor, giz de cera e algumas revistas velhas pra recorte. Divido a turma em grupos pequenos, de no máximo quatro alunos. Isso facilita a discussão e eles ficam mais à vontade pra colaborar. Essa atividade leva umas duas aulas pra gente concluir. Na primeira aula, eles escolhem uma brincadeira que todo mundo do grupo conhece e escrevem o passo a passo de como brincar. A segunda aula é pra parte da ilustração e finalização do manual.

Na última vez que fizemos isso, o grupo da Aninha, do João e do Pedro resolveu escrever sobre como brincar de "amarelinha". Eles foram bem detalhistas: desenharam as casas da amarelinha na folha e cada um ficou responsável por escrever um passo diferente. Foi engraçado porque o Pedro achou que não precisava explicar onde jogar a pedrinha. Aí a Aninha falou: "Ei, se não explicar direito o povo não vai saber!" E o João completou com um desenho do bonequinho pulando nas casinhas. Ficou muito bacana!

Outra atividade que faço é a "oficina de sanduíches". Eu levo ingredientes simples como pão de forma, presunto, queijo, alface e tomate. Claro que tudo com permissão dos pais! Nessa atividade, vamos pro refeitório ou algum espaço onde dá pra fazer bagunça sem problemas. Aí cada aluno escreve uma receita rápida de sanduíche. O legal é que essa atividade é super empolgante porque inclui comida! Eles levam em torno de uma hora pra completar tudo.

O Antônio adora quando chega essa parte do ano porque ele sempre inventa novas combinações e dá risada quando alguém coloca algo que ele nunca pensaria em comer junto. Na última vez, ele escreveu sobre um sanduíche com tudo que tinha direito e ainda desenhou uma carinha feliz feita de ketchup na imagem ilustrativa dele. Ele ficou todo orgulhoso.

A terceira atividade que a gente faz é o "caminho das plantas". É simples: eu levo umas mudas pequenas, tipo suculentas ou ervas fáceis de plantar, uma terra boa, vasinhos pequenos e umas pazinhas. Divido a turma em duplas e cada dupla tem que escrever um guia rápido sobre como plantar e cuidar da muda que receberam. Eles têm umas duas aulas pra completar essa atividade também.

Na última execução dessa atividade, a Júlia e a Rafaela ficaram super empenhadas com as mudinhas delas. Elas dividiram as tarefas direitinho: uma escrevia enquanto a outra desenhava os passos. No final, cada dupla apresentava seu guia para a turma toda e depois plantavam sua mudinha juntas. A Júlia ainda trouxe adesivo de florzinha pra decorar o vaso delas.

Essas atividades todas ajudam os meninos a desenvolverem suas habilidades de escrita colaborativa e também trazem um senso de responsabilidade sobre o produto final. Eles aprendem que precisam ser claros nas instruções se querem que outra pessoa consiga seguir aquilo direitinho.

Eu percebo também que quando as atividades são práticas e envolvem algo além do papel e caneta, como desenho ou até mesmo comida, eles ficam mais interessados e participativos. E isso faz toda diferença no aprendizado deles. Dá trabalho? Dá! Mas ver os meninos entendendo o porquê das coisas vale cada minuto investido.

Bom gente, espero ter ajudado aí quem tá pensando em formas práticas de trabalhar essa habilidade com os pequenos. Qualquer dúvida ou sugestão só dar um toque! Até mais!

Agora, como é que eu vejo que os meninos realmente pegaram o jeito dessa habilidade? Ah, é uma coisa que a gente sente ali no dia a dia, sabe? Não precisa de prova formal pra isso. Quando eu tô circulando pela sala, eu sempre dou uma olhada no que eles estão fazendo. Aí, às vezes, eu chego perto da mesa de um e vejo ele explicando pro coleguinha como começar uma receita, por exemplo. Tipo, teve um dia que o Pedro tava ajudando a Sofia a fazer uma lista de instruções pra montarem um brinquedo. Ele falou assim: "Sofia, primeiro a gente escreve 'pegue as peças', depois 'encaixe assim'". Foi nesse momento que eu saquei que ele tava mesmo entendendo o lance do imperativo e da sequência lógica no texto.

Outra situação foi quando a Isabel tava conversando com a Luiza sobre como fazer um bolo de chocolate. Isabel explicava: "Luiza, primeiro misture todos os ingredientes secos." E a Luiza completava: "Depois coloque os líquidos." Esse diálogo entre elas me mostrou que ambas estavam não só entendendo, mas também aplicando direitinho o que aprenderam sobre organizar as informações e usar a linguagem certa.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem alguns que aparecem sempre. Por exemplo, muitos meninos como o Gabriel acabam confundindo a ordem dos passos. Ele começou uma atividade escrevendo "misture os ovos com o açúcar" antes de "quebre os ovos". Aí eu cheguei perto e falei: "Ô Gabriel, se você misturar antes de quebrar os ovos, como é que vai funcionar?" Ele riu e percebeu onde tinha errado. Isso acontece bastante porque eles estão mais focados em pensar no resultado final do que nos passos necessários pra chegar lá.

Outro erro comum é esquecer de usar o imperativo. A Maria uma vez escreveu: "Você precisa misturar" em vez de "Misture". Eu sempre faço questão de lembrar eles que a ideia é dar uma ordem direta, quase como se fossem chefes numa cozinha ou instrutores num manual.

Agora, quando se trata de alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu preciso adaptar algumas coisas. Com o Matheus, eu tento manter as instruções o mais simples e diretas possível. Ele tem dificuldade em se concentrar por muito tempo, então atividades muito longas não funcionam bem. O que faço é dividir as tarefas em etapas menores e dar intervalos curtos entre elas pra ele não perder o foco. Também uso recursos visuais porque ajudam ele a entender melhor. Então, se temos uma receita pra fazer, eu trago imagens dos ingredientes e dos passos. Isso tem dado certo.

Com a Clara, que tá no espectro autista, eu preciso ser bem claro nas instruções e manter uma rotina bem definida. Ela gosta de saber o que esperar em cada aula. Então começo sempre explicando o que vamos fazer naquele dia. Uma coisa que funciona é usar cartões coloridos pra cada passo das atividades. Tipo, verde pra "começo", amarelo pra "meio" e vermelho pra "final". Assim ela visualiza melhor onde está no processo e isso dá mais segurança pra ela.

Ah, mas claro que nem tudo funciona sempre! Teve uma vez que tentei fazer um jogo em grupo pra trabalhar essa habilidade e não deu muito certo com eles dois juntos. O Matheus ficou agitado demais com a competição e a Clara não gostou do barulho e da bagunça. Aí aprendi a lição: preciso planejar atividades mais tranquilas quando eles estão juntos.

Bom, acho que é isso aí pessoal! Compartilhei um pouquinho de como consigo perceber quando os alunos pegam mesmo o conteúdo e também dos desafios no caminho. Espero que ajude vocês aí nas suas salas de aula também! Qualquer coisa estou por aqui! Até mais!

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