Voltar para Língua Portuguesa 3º EM Ano
EM13LP10Língua Portuguesa · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social, situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de variedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EM13LP10 da BNCC, basicamente estamos falando de mostrar pros meninos que a língua é viva, cheia de vida mesmo, e que muda conforme lugar, tempo, contexto e por aí vai. A ideia é eles entenderem que nosso jeito de falar aqui em Goiânia pode ser diferente do jeito do pessoal de São Paulo ou lá do Rio Grande do Sul, mas tudo isso é português e tá certo. É também sobre perceber que tem palavras que a gente usa só em casa, com os amigos, e outras que são mais formais, tipo pra uma entrevista de emprego. A turma já vem com uma noção disso do ano anterior, quando falamos de variação linguística mais por alto. Agora, no 1º ano do Ensino Médio, a gente aprofunda mais e tenta abrir a cabeça da galera pra respeitar essas diferenças, sem preconceito.

Bom, uma das atividades que eu costumo fazer é a análise de músicas. Escolho umas músicas bem diferentes em estilo e época – tipo um sertanejo universitário e um chorinho antigo – e levo as letras pra sala. Uso só o projetor ou cópias impressas mesmo, nada complicado. Divido a turma em grupos e cada um fica com uma música. Eles têm uns 30 minutos pra analisar juntos, tentando identificar as variações linguísticas ali presentes. O papo depois é ver o que cada grupo percebeu. Na última vez que fiz isso, o João ficou impressionado com a diferença de vocabulário entre as músicas e como isso reflete a época e o público de cada uma. A galera gosta porque música tá sempre no dia a dia deles.

Outra coisa legal é um debate sobre gírias. Peço pra eles anotarem as gírias que mais usam no cotidiano e trago algumas de épocas passadas, tipo gírias dos anos 80 ou 90. Aí rola um papo sobre como essas expressões mudam com o tempo e o que isso diz sobre nossa cultura. Dá pra fazer isso em uma aula só, cerca de 50 minutos. É interessante ver como eles reagem quando percebem que muitas das gírias dos pais deles são completamente desconhecidas – ou engraçadas – pra eles hoje. Na última vez que rolou esse debate, a Ana Clara quase chorou de rir quando expliquei o que era "bicho-grilo". Isso tudo ajuda a conectar o pessoal com suas raízes familiares e regionais.

Por fim, gosto de promover um exercício de escrita onde eles têm que criar um pequeno diálogo entre duas pessoas de diferentes regiões do Brasil. Dou uns 20 minutos pra essa criação e depois alguns leem pros colegas. É sempre divertido porque além das diferenças regionais na fala, surgem também os preconceitos linguísticos. Às vezes o pessoal dá risada ou estranha como algumas coisas são ditas em outras partes do país, mas aí entra nosso papel de discutir isso e mostrar que toda forma de falar tem seu valor. Na última atividade dessas, o Pedro escreveu um diálogo hilário entre um carioca e um gaúcho tentando se entender num restaurante. Foi ótimo porque todos riram muito, mas deu brecha pra gente conversar sobre como essas diferenças são vistas.

O legal dessas atividades é que elas são simples mas muito eficazes pra abrir os olhos da galera pras variedades da nossa língua sem cair naquele papo chato só teórico. Isso tudo ajuda demais eles a perceberem e respeitarem as diferenças – não só na língua mas na vida também. E olha, cada turma reage de um jeito diferente: tem turma que se solta mais na música, outras se jogam no debate de gírias ou na escrita criativa. O importante é ir ajustando conforme vê a resposta deles.

No fim das contas, é bom demais ver eles começando a entender que não existe jeito certo ou errado absoluto na linguagem – depende sempre do contexto! E ver eles respeitando mais uns aos outros por conta disso é gratificante demais pra todo professor.

Espero que isso ajude vocês aí também! Valeu demais pela atenção!

ndo a gente começa a trabalhar com exemplos mais práticos, eles começam a perceber na prática como essa coisa de variação linguística funciona. Aí, uma das atividades que eu mais gosto é aquela que eles têm que trazer uma música que curtem e a gente analisa a letra juntos. É ótimo pra ver como as gírias aparecem e como o jeito de falar do cantor muda dependendo do estilo da música e tal. Bom, mas vamos lá, como perceber que um aluno aprendeu sem fazer prova formal? Isso é mais fácil do que parece quando você tá ali no dia a dia com eles.

Tipo assim, um dia eu tava circulando pela sala enquanto eles faziam uma atividade em grupo e ouvi o Lucas explicando pra Julia que "a forma como a gente se comunica no zap é super diferente de um e-mail pra diretora". Ele falou isso todo empolgado, e eu pensei "Nossa, ele entendeu a parada". Ou então quando você vê que eles começam a corrigir ou ajudar um ao outro. Um exemplo foi quando o Pedro corrigiu a Ana sobre o uso de uma expressão formal. Ela tava falando "tipo" num contexto onde era melhor usar "por exemplo" e ele ajudou ela a ver isso.

Agora, sobre os erros mais comuns, tem bastante coisa que aparece. Um erro frequente é usar gírias ou abreviações em textos formais. Tipo, a Mariana uma vez escreveu "vc" num trabalho escrito pra mim! Eu tive que explicar que, apesar de ser super comum no WhatsApp, num texto formal não rola. Ela entendeu na hora e pediu desculpa. E tem também aquele lance de não conseguir perceber o contexto. O Rafael, por exemplo, escreveu um texto super formal pra apresentar um projeto pro grupo de amigos da escola, quando podia ter sido mais descontraído.

Esses erros acontecem porque, muitas vezes, eles misturam os contextos sem perceber. E é normal porque eles estão o tempo todo transitando entre essas formas de comunicação. Quando eu vejo esses erros na hora, geralmente dou um toque rápido: "Ô fulano, pensa se essa palavra aí tá no contexto certo". Tento sempre ser bem tranquilo pra não deixar eles desconfortáveis.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA... Olha, cada um tem suas particularidades e eu tive que aprender muito sobre isso ao longo dos anos. Com o Matheus, uma coisa que funciona bem é dividir as atividades em partes menores. Tipo ao invés de dar um projetão pra ele logo de cara, eu divido em etapas menores, assim ele se concentra melhor em cada parte sem ficar sobrecarregado. Eu também costumo usar material visual pra ajudar ele a focar. Cartazes com palavras-chave ou esquemas ajudam muito.

Com a Clara é um pouco diferente. Como ela tá dentro do TEA, às vezes precisa de ajuda pra entender as nuances das expressões ou ironias nas músicas ou textos que analisamos. Eu uso muitos exemplos concretos e visuais com ela também. Às vezes desenho situações no quadro ou uso quadrinhos pra mostrar as situações onde uma linguagem mais formal ou informal é usada. E fazer pausas durante as atividades também ajuda muito ela a processar tudo.

Teve uma vez que a gente tava analisando uma música cheia de gírias e expressões regionais e eu percebi que ela não tava acompanhando direito. Aí peguei uma folha e fiz uns desenhos rápidos pra ilustrar as expressões e como elas poderiam ser interpretadas em diferentes contextos. Isso ajudou bastante.

O importante é sempre manter o diálogo aberto com eles e com os pais também, sabe? Assim conseguimos ver o que tá dando certo e o que precisa ser ajustado. E olha, vou te falar... cada dia é um aprendizado diferente.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter compartilhado algo útil dessa nossa batalha diária na sala de aula. Se alguém tiver dicas aí também ou quiser compartilhar experiências, tô sempre aberto pra ouvir (ou ler). Abraços!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13LP10 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.